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Rita da Nova

Whole30: a última semana e um balanço final

Chega assim ao fim o meu desafio Whole30. Para ser correcta ainda falta o dia de amanhã, mas queria já fazer um balanço deste mês neste regime alimentar. Ao longo das semanas fui falando da experiência aqui no blog e fui também partilhando o que comia através das Instagram Stories (podem encontrar tudo num destaque que criei). Recebi várias perguntas sobre o que é isto do Whole30 e qual o seu propósito, por isso neste último post quero resumir este mês em quatro grandes questões: porque é que decidi fazê-lo, o que é que me custou mais (e menos), que resultados obtive e se recomendo este plano.

 

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Porque é que decidi fazer um Whole30?

A ideia de fazer um Whole30 não foi muito pensada, decidi atirar-me de cabeça e logo ver como me adaptava. Ainda assim, fiz as pesquisas básicas: percebi o que podia e não podia comer, como é que é normal uma pessoa reagir ao longo do tempo e, acima de tudo, que diferenças é comum notar-se no final dos 30 dias. O site oficial do Whole30 tem imensas informações e ferramentas para quem está a começar. Foi ao ler testemunhos que me convenci a fazê-lo: muitas pessoas notam melhorias na pele e a minha, que sempre foi óptima, nos últimos meses estava um terror.

 

Vou ser honesta: ter um blog em que 85% das vezes falo de comida é excelente. Dá-me a oportunidade de experimentar novos restaurantes, gastronomias diferentes e conviver com pessoas à mesa. É uma das coisas que mais gosto de fazer na vida e tenho mesmo muita sorte por poder fazê-lo frequentemente. Mas isso também tem o seu lado menos bom, que é o de ter pouco controlo sobre aquilo que como. Sou muito organizada, por isso consigo garantir que preparo os meus pequenos-almoços e almoços e trazê-los para o trabalho, mas ao jantar a coisa descamba muitas vezes. E isso teve efeitos visíveis na minha pele e no inchaço ao final do dia.

 

Foi por isso que decidi parar um mês, para dar algum descanso ao meu corpo e parar de lhe dar coisas que claramente não lhe estavam a fazer muito bem (sim, queijo e álcool, estou a falar de vocês).

 

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O que é que me custou mais? E menos?

A semana passada publiquei um post específico sobre isto, logo não me vou alongar muito. Achei que ia sentir muito mais falta de algumas coisas como sushi, queijo e das papas de aveia e o iogurte que comia de manhã, mas na realidade sobrevivi bem sem isso. Se tiverem uma relação emocional com a comida, como eu, então o truque é planear ao máximo as refeições, para não haver momentos em que não sabem o que comer - porque são esses momentos que causam deslizes.

 

Comer fora também é mais complicado, mas como já tive oportunidade de dizer por aqui, foi uma forma de ir a restaurantes que de outra forma não iria. E sim, dei por mim várias vezes a perguntar como é que as coisas são confeccionadas e a pedir para retirar ingredientes. Uma coisa vos garanto: nunca tive uma má refeição fora de casa por estar em Whole30, tive apenas que fazer as escolhas certas.

 

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Sinto muita falta de coisas parvas como pastilhas elásticas e manteiga de amendoim, mas nada que me faça desesperar. Para além disso, com o Whole30 aprendi a apreciar algumas coisas que antes não comia tanto, como ovos ou alguns tipos de carne vermelha. É tudo uma questão de perspectiva e de educar o palato, acreditem.

 

 

Que resultados tive?

O Whole30 “promete” muita coisa: mais energia, uma pele mais saudável, perda de peso e redução de inchaço. Confesso que não me pesei antes e não faço questão de me pesar depois, mas sinto-me com menos volume e muito menos inchada ao final do dia. Para além disso, como já vos disse, a minha pele melhorou imenso e percebi que se calhar compensar a proteína da carne com a do queijo não era assim uma ideia tão boa quanto isso.

 

Mas os benefícios vão para além do bem-estar físico, já que notei que passei a cozinhar muito mais e a dar mais atenção aos ingredientes que compunham os pratos. Mais criatividade na cozinha e mais saúde, em resumo.

 

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Recomendo?

Por todas as consequências positivas que descrevi, a resposta é um redondo “sim”. Apesar de recomendar a toda a gente que faça pelo menos um Whole30 na vida, compreendo que não seja fácil para toda a gente. Exige pesquisa, planeamento e muito foco. Por isso, se tiverem interesse em fazer uma coisa destas, deixo-vos um conselho muito prático: envolvam as pessoas à vossa volta. Antes de começarem o plano expliquem o que vão fazer, porque é que vão fazer e quais as implicações. Acreditem que ter os vossos amigos, família e colegas de trabalho do vosso lado é meio caminho andado para reduzir a ansiedade e os momentos de fraqueza.

 

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Gostei muito da experiência e hei-de repetí-la num futuro próximo, mas por enquanto vou começar a introduzir aos poucos os alimentos que cortei abruptamente, como lacticínios e cereais, para começar a perceber quais é que têm efeitos mais nocivos e quais devo tentar reduzir. Prometo também fazer um post com as receitas de pequenos-almoços Whole30 (não me esqueci!), mas para já gostava de saber se ainda têm alguma questão. Podem deixá-la nos comentários!

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