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Rita da Nova

Qua | 30.12.20

Where the Crawdads Sing, Delia Owens 

É uma pena eu só ter acabado de ler Where the Crawdads Sing, de Delia Owens, depois de ter escolhido os 10 melhores livros do ano aqui no blog. Este livro foi uma das coisas mais bonitas que li nos últimos tempos, mas eu andei a rejeitá-lo simplesmente porque estava a ter muito hype e isso faz-me afastar das coisas em vez de entrar na onda. Esta é a primeira mensagem que vos quero passar com este post: leiam este livro, não sejam como eu. 

 

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Em Where the Crawdads Sing acompanhamos Kay, uma criança que, aos poucos, começa a habituar-se a estar sozinha – um atrás do outro, os membros da sua família vão abandonado a cabana no pantanal onde moram e a protagonista começa a ter que se safar sozinha desde muito cedo. Mas não está sozinha: o pantanal e a natureza fazem-lhe companhia e ensinam-lhe muito mais do que qualquer dia na escola poderia ensinar. 

 

A narrativa desenvolve-se em dois tempos: no passado, onde acompanhamos o crescimento de Kay, e no “presente”, onde está a ser investigado o homicídio de Chase, um jovem adorado na vila. Ao longo das páginas vamos percebendo como é que estas duas linhas temporais se relacionam e como o passado afecta o presente. Mas mais do que ser um livro de mistério, Where the Crawdads Sing é uma ode à natureza. As descrições do pantanal tornam-no quase uma personagem central deste livro – lembrou-me muito a Willow em Pocahontas, apesar de não ter traços humanos. 

 

Wondering how it would feel to be among them. Their joy created an aura almost visible against the deepening sky. Ma had said women need one another more than they need men, but she never told her how to get inside the pride. 

 

Não quero contar-vos mais para não estragar o prazer de ler este livro, mas posso dizer que me apaixonei pela narrativa, pelas personagens e por um pantanal que não conheço e nem sei se existe. Descobri entretanto que a autora tem 70 anos e este é o seu primeiro livro de ficção, mas sendo zoóloga escreveu vários livros sobre o reino animal, o que certamente contribuiu para a forma maravilhosa como descreve a natureza. 

 

Se ainda não o leram, ponham-no nos vossos planos para 2021, sim? Se já o leram, contem-me: também se apaixonaram?

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