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Rita da Nova

Sex | 09.07.21

Verity, Colleen Hoover

PÁRA TUDO! OH. MEU. DEUS. Estou obcecada com este livro – o que, para quem já o leu, é engraçado de se dizer. Andei durante tempos e tempos a ver um hype generalizado não só pela autora, Colleen Hoover, como por este título em específico – Verity. Depois de ter decidido ceder e lê-lo, deparei-me com uma questão: não o encontrava fisicamente à venda, nem através do Kobo. 

 

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Só depois de o ter terminado, enquanto passava os olhos pelos agradecimentos, é que percebi porquê: Colleen Hoover quis que este livro fosse uma edição própria. Não vou dizer explicitamente como o consegui em inglês para o Kobo (em português havia), mas digo que vou compensar a minha atitude encomendando a versão física. Sim, gostei assim tanto. 

 

O enredo tem tudo para nos prender desde o primeiro momento: Lowen é escritora mas não muito conhecida, não porque os seus livros sejam maus, mas porque é introvertida e faz por fugir de todas as dinâmicas de promoção dos seus livros. Depois de ter estado meses a tratar da mãe, doente com cancro, Lowen despede-se dela e, ao voltar à vida normal, é chamada para uma reunião com o seu editor e o marido de Verity, uma autora de renome. 

 

Some families are lucky enough to never experience a single tragedy. But then there are those families that seem to have tragedies waiting on the back burner. What can go wrong, goes wrong. And then gets worse.

 

Verity esteve envolvida num acidente de carro após a morte das suas filhas gémeas, pelo que procura um escritor fantasma que possa ajudá-la a terminar a série de livros que a tornou famosa. Embora ao início tenha algumas reticências, os valores envolvidos acabam por fazer com que Lowen aceite o trabalho. É quando vai para a casa dos Crawford em Vermont que descobre segredos que talvez não quisesse ter descoberto. Uma história cheia de mistério e twists que me agarrou de tal forma que não desisti enquanto não acabei. 

 

Achei este livro uma espécie de mistura entre o estilo da Gillian Flynn e o enredo do Rebecca, de Daphne du Maurier. Embora Verity tenha mais acção na narrativa, acaba por ter a mesma aura de Rebecca. Além disso, tem um lado sexual e carnal que torna a leitura ainda mais interessante e, a certo ponto, confusa. Sei que posso não estar a fazer muito sentido, mas acreditem que é porque quero que sejam surpreendidos a cada página como eu fui. 

 

Como disse, e pelo que entendi, é até mais fácil encontrar o Verity em português (seja em formato físico ou digital). De qualquer das formas, já o considero uma das leituras do ano e, vão por mim, o hype é totalmente merecido. Convenci-vos a ler? Se já leram, concordam comigo?

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