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Rita da Nova

Qui | 26.10.17

Tudo aquilo que não sou

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Saiu, no outro dia, a entrevista que dei ao site Viver Mais e Melhor. Depois de ver o resultado final (podem lê-lo também aqui), fiquei a pensar sobre tudo aquilo que não sou. Desde cedo que aprendi a definir-me também pela negativa: não apenas através daquilo de que gosto, mas daquilo que não gosto; não apenas do que quero, mas sobretudo do que não quero.

 

Acredito que não há mal nenhum em não sabemos bem o que queremos. Quando assim é, as possibilidades são infinitas e estão sempre abertas à nossa frente, como estradas à espera de serem desenhadas. O caso muda de figura quando não definimos bem aquilo que não queremos, porque - pelo menos para mim - isso é parte essencial da minha identidade.

 

Sobretudo neste mundo dos blogs, percebi que não sou tudo aquilo que é suposto resultar ou que é vendável. Nunca quis influenciar pessoas, nunca quis ser conhecida e até o simples facto de ir a eventos é contra a minha personalidade. Ligo zero a maquilhagens, roupas e acessórios. Não sei distinguir a Moda Lisboa do Portugal Fashion e, se alguma vez me virem num desses sítios, é porque me esqueci dos óculos e não sei onde estou. Tenho pouca paciência para fretes e para egos e, na maioria das vezes, não consigo disfarçar o desconforto.

 

Mas também sei que sou isto: sou as palavras que escrevo e as histórias que gosto de partilhar. Sou uma vontade genuína de conversar convosco, de ler e responder aos vossos comentários, de trocar ideias e sugestões. E enquanto assim for, quero lá saber do resto.

 

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(via Pinterest)

2 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Anónimo

    28.10.17

    Olá Rita, o que a dita "sociedade" espera e conclui à respeito de uma mulher com 55 anos? Que tenha se casado com um 'bom partido', que tenha procriado, que viva numa boa e confortável casa, que se vista 'BEM', que seja uma profissional de SUCESSO, que tenha um BOM carro, e etc, etc, etc. Estas provas de "ter dado certo na vida" são terríveis.... e eu tenho me sentido, mesmo sem querer, um 'fracasso' por não ter 'conquistado esses prêmios'...casei mas divorciei, não tive filhos, não tenho casa (há cinco anos estou sem casa), não tenho carro, não me visto 'BEM', não sou 'trend' nem 'fashion', não sou profissional de "SUCESSO" e, e, e...
    Ando angustiada demais por isso, confesso, apesar de nunca ter compartilhado dessa visão medíocre e limitada da vida. Morei muitos anos no exterior, o casamento acabou, psicologicamente saí arrasada dessa história pela escolha errada que fiz e o preço foi ALTÍSSIMO, financeiramente a zero, sem trabalho e.....voltando à 'terra natal' NADA, absolutamente NADA encontrei, incluindo os falsos "amigos" que me ignoraram completamente. Minha cabeça está um nó e eu ainda não conseguiu sair desse nó que me amarrou visceralmente. É mesmo como uma morte, tudo que vira pó para ser reconstruído, e reconstruído por uma mulher que foi massacrada e devastada por toda uma vida, desde o início, a partir da própria """ família """. Que longo e DURO deserto... ainda NÃO SEI O QUE FAZER com tudo isso...o que é certo é que preciso fazer algo de bom com toda essa DEVASTAÇÃO, mesmo sem ainda saber o que.... e a pressão do tempo e da idade que chegou me angustia muito, mesmo.
    Beijao!
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