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Rita da Nova

Qui | 07.01.21

The Midnight Library, Matt Haig

Ainda a propósito do último post, e dos livros que de repente viram moda e toda a gente parece estar a lê-los a certo momento, este The Midnight Library começou a aparecer-me em tudo o que era sítio – no TikTok, no Instagram, nos blogues de leitura que sigo e foi, inclusivamente, vencedor do livro de ficção do ano no Goodreads. Apesar de não me ter parecido um sucesso consensual, gostei da premissa e decidi fazer dele o meu último livro de 2020. 

 

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Nora Seed, a protagonista infeliz deste livro, acha que não tem mais motivos para viver e decide matar-se. Mas em vez de deixar de viver, vai parar à The Midnight Library, uma biblioteca que parece ser interminável e é gerida por Mrs. Elm, a bibliotecária da escola que frequentou quando era pequena. Neste purgatório em forma de biblioteca, Nora percebe que cada livro corresponde a uma realidade paralela, a uma vida que poderia ter vivido caso tivesse tomado outras decisões. 

 

Between life and death there is a library, and within that library, the shelves go on forever. Every book provides a chance to try another life you could have lived. To see how things would be if you had made other choices… Would you have done anything different, if you had the chance to undo your regrets?

 

Ao longo do livro vamos acompanhando Nora nessas diferentes vidas, sempre em busca da verdadeira felicidade e de desfazer todos os arrependimentos que foi coleccionando ao longo da vida. O livro é essencialmente sobre isso: sobre encontrarmos o que nos faz realmente felizes e percebermos que nem sempre é aquilo que achamos que seria. 

 

When you stay too long in a place, you forget just how big an expanse the world is. You get no sense of the length of those longitudes and latitudes. Just as, she supposed, it is hard to have a sense of the vastness inside any one person. But once you sense that vastness, once something reveals it, hope emerges, whether you want it to or not, and it clings to you as stubbornly as lichen clings to rock.

 

Gostei muito da premissa e achei a escrita de Matt Haig muito fluida e fácil de seguir, mas o livro não me convenceu completamente. A certa altura foi fácil para mim perceber o que ia acontecer no fim e senti que o autor passou muito tempo a fazer a personagem andar de vida em vida, para no final entregar aquilo que todos nós calculamos que vá acontecer depois de ela experimentar dois ou três destinos alternativos. De qualquer das formas lê-se muito bem e achei-o muito visual – na minha humilde opinião daria um filme incrível. Só não achei que fosse tudo aquilo que fui lendo por aí.

 

Também dão por vocês a não entender todo o hype que certo livro tem ou teve? E quanto a este The Midnight Library, já o leram? O que acharam? Estou prontíssima para vos ver discordar de mim 👇

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