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Rita da Nova

Dividimos a Conta // Miguel Andrade no Psi

As coisas nem sempre são simples ou como nós gostávamos que fossem. Sempre fui honesta convosco em relação a uma série de coisas e não quero que o Dividimos a Conta seja diferente, por isso cá vai: embora o Miguel Andrade estivesse na lista de convidados para esta rubrica, não era suposto ser ele o meu convidado deste mês. A vida muda e nós adaptamo-nos a ela, fazendo acontecer o que queremos mesmo que aconteça. E assim foi: eu liguei ao Miguel de um dia para o outro e ele disse logo que sim.

 

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“Quando nós estávamos aqui a morar vínhamos aqui muitas vezes pedir takeaway. Quase que nos sentimos em casa”, é uma das primeiras coisas que ele me diz quando nos sentamos para almoçar no Psi. Foi por isso que ele sugeriu almoçarmos aqui e não noutro local, como estava pensado inicialmente. É difícil estar com o Miguel e a conversa não resvalar para as nossas vidas pessoais porque nós já éramos amigos antes de ele escrever a sério sobre comida. É normal que sintam que este post é uma mistura entre o Dividimos a Conta e a rubrica em que falo das minhas pessoas - eu ficaria muito feliz se o lessem dessa forma.

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Psi: para muitos, o melhor vegetariano de Lisboa

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Sabem aqueles espaços que estão há anos na nossa lista de “sítios a ir”, mas que nunca conseguem impor-se quando é altura de decidir onde almoçar ou jantar? A minha relação com o Psi foi sempre um pouco assim: eu sabia que ia gostar, já mo tinham recomendado milhares de vezes… mas nunca tinha acontecido.

 

E confesso que, se dependesse exclusivamente de mim, possivelmente ainda não teria sido desta. Eu explico: na terça-feira passada fomos ver o grande Tape Face e, por isso, decidimos jantar perto do Tivoli. Depois de uma pesquisa rápida na Zomato, perguntei ao Guilherme se queria repetir o Jardim dos Sentidos e dei-lhe mais duas sugestões: a Empanadaria El Pibe e o Psi. Foi o Guilherme quem disse que era altura de irmos, finalmente, experimentar este último.

 

A primeira coisa de que gostei no restaurante foi o facto de ser completamente diferente do convencional. Embora haja um espaço interior, todas as mesas estão lá fora - umas dentro de uma cúpula, outras no exterior, junto ao lago e ao pequeno jardim. Acho que nem nunca tinha passado ali à porta, por isso fiquei completamente surpresa com todo aquele ambiente romântico.

 

Tudo no menu parece ser delicioso, por isso quisemos tudo aquilo a que temos direito. Escolher a entrada até foi fácil, já que pisquei logo o olho a uma que combina alguns dos meus alimentos favoritos de sempre: queijo halloumi grelhado, tâmaras, nozes e maçã.

 

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Decidir-me por um prato principal já foi mais complicado, uma vez que a ementa do restaurante nos tenta a cada prato. Achei que queria experimentar uma salada, mas depois vi os Rotis e não tive como dizer que não. A determinado momento da noite, um dos empregados explicou-nos que este pão é 100% caseiro e que dá muito trabalho a confeccionar. Mas ainda bem que se dão a esse trabalho, porque adorei o de queijo feta, espinafres e cogumelos. Para compor um bocadinho mais - e porque tinha visto o aspecto quando o pousaram noutra mesa - pedi o hummus para dividirmos. O Guilherme optou por outro prato famoso da casa - os Dan Dan Noodles, com um toque picante e um tofu cozinhado na perfeição.

 

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Não sei se já vos tinha contado isto, mas quando me dão um menu de restaurante para as mãos, escolho sempre primeiro a sobremesa e tudo o resto em concordância. Claro que foi assim no Psi, até porque a parte das sobremesas tem uma secção dedicada exclusivamente a doces sem açúcar e a Tarte de Limão vegan soou-me especialmente bem. Também não sei se já vos tinha dito, mas normalmente - quando quero muito uma coisa - esse é o prato do restaurante que não há naquele dia. Claro que também foi assim no Psi.

 

O Guilherme, louco por Tiramisù como é, nem precisou de ver duas vezes para escolher o Psi Missu. Eu, triste por não haver o que queria, fui logo confortada pelo empregado, que me sugeriu o Cheesecake Crumble (com mascarpone, queijo creme, raspa de limão, crumble e frutos vermelhos). E nem me lembrei mais da Tarte de Limão.

 

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Sabem aqueles sítios em que somos tão bem tratados, que queremos voltar logo na refeição seguinte? Foi isso que senti neste jantar, depois de todas as recomendações e da conversa simpática que tivemos com alguns dos empregados depois da sobremesa. Só tenho pena de ter deixado o Psi sempre para segundo plano, já que agora compreendo perfeitamente porque é que muitos o consideram o melhor restaurante vegetariano de Lisboa.

 

O próximo passo? Ir lá experimentar os Falafels, a Korean Tofu Bowl e a Tarte de Limão vegan. Ainda por cima, é um dos restaurantes aderentes da Zomato Gold (que nos oferece um prato por cada dois).

Já conheciam o Psi? Que outros restaurantes vegetarianos recomendam em Lisboa?

 

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