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Rita da Nova

Companhia das Culturas

Quando entramos na Companhia das Culturas, em Castro Marim, entramos num espaço com um tempo muito próprio. Aqui tudo é lento - não numa lentidão negativa, que impede as coisas de acontecer, mas numa calma que faz com que as coisas ganhem espaço e momento para crescer. Talvez isso explique o respeito que nutrem pela natureza e o tempo normal das coisas, afinal falamos de um Ecoturismo Sustentável e Orgânico.

 

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Porto: até à última dentada

Venho inspirada (e de barriga cheia) desta mini-visita ao Porto e, como prometido, venho deixar-vos algumas ideias de sítios onde comer. Já estive em bastantes restaurantes nesta cidade e posso dizer que tive sempre óptimas experiências - não só pela comida em si, como pela simpatia que é comum às pessoas que atendem ou que estão à nossa volta.

Ora, sob pena de listar para aqui uma série deles e nunca mais acabar o post, decidi falar-vos apenas de três sítios por refeição: pequeno-almoço ou brunch, almoço e jantar. Perdoem-me todos os outros sítios do Porto onde já fui gastronomicamente feliz, mas estes foram os escolhidos porque tenho uma memória mais fresca para escrever sobre eles.

 

Pequeno-almoço ou brunch // Rosa et Al, ZenithAmarelo Torrada

Sou adepta de começar o dia em grande, sobretudo se estivermos fora do nosso ambiente. Acho até que o pequeno-almoço é a minha refeição favorita de todas. Se puder vir mais recheado e tardio, em forma de brunch, melhor ainda.

No Porto não faltam opções para esta refeição e o Rosa et Al é uma das que não podem perder por nada deste mundo! Não é propriamente o sítio mais barato do mundo, mas é excelente para aqueles momentos “um dia não são dias”. Tem um menu de brunch que vai variando todos os dias e uma carta de onde podem pedir várias opções. O primeiro fica mais em conta, o segundo é mais personalizado. Experimentei o Croque-Florentine, as Panquecas com creme fraîche e fruta e o iogurte grego com granola (ambos caseiros) - tudo excelente! Ah, se estiver bom tempo podem pedir para terminar a refeição com um café no jardim.

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Conheci o Zenith desta última ida ao Porto e foi amor à primeira vista. Sim, porque ainda antes de me sentar para comer, fiquei apaixonada pelo espaço. O Zenith abriu há relativamente pouco tempo e promete bons momentos de brunch ou de cocktails ao fim da tarde.  Com um ambiente entre o tropical e o urbano, fez-me lembrar alguns dos sítios que conheci em Nova Iorque. E a comida também não ficou atrás da dos brunches que provei em NYC! Depois de muita indecisão sobre o que pedir (a carta tem toda óptimo aspecto), lá me decidi pela tosta de batata doce com cogumelos e abacate e pelas panquecas de manteiga de amendoim. Oh, minha gente, fui tão feliz!

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Conheci o Amarelo Torrada também neste fim-de-semana, embora já tivesse ouvido falar muito deste sítio. Dizem servir as “melhores torradas da Baixa” e eu acrescento que são “as melhores torradas que comi nos últimos tempos”. Porque são tudo o que uma típica torrada de café deve ser: alta, crocante por fora e fofa por dentro. Se a isso adicionarmos a dose certa de manteiga e/ou um doce de abóbora Prisca (a minha marca de compotas favorita), temos o paraíso acabado de sair da torradeira. E querem mais? Não há apenas um tipo de pão: ali podem comer torradas em pão com noz, pão com avelãs, pão de cereais e o típico pão branco. O Amarelo Torrada faz lembrar uma casa de chá à antiga, bem decorada sem cair no exagero, algo que também se reflecte no atendimento.

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Almoço // Cantina 32, Ó MariaBrick Clérigos

Pensei muito antes de decidir se incluía o Cantina 32 nas sugestões de almoço ou de jantar. Isto porque, como qualquer restaurante que está aberto todo o dia, o ambiente - e por vezes a própria comida - pode mudar muito consoante a hora da visita. Nunca lá fui ao jantar, por isso decidi falar do Cantina 32 como opção para almoço, até porque acredito que deva estar menos cheio nessa altura. Já não me lembro exactamente do que comi, mas as sobremesas foram inesquecíveis: o cheesecake de banana caramelizada e chocolate (que vem num vaso) e a torta de cenoura, ambos maravilhosos. Por outro lado, a decoração ficou-me gravada na memória como uma das coisas que mais gostei nesta cantina. Aliás, se todas as cantinas fossem assim, eu tinha sido muito mais feliz na escola.

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Numa opção mais leve para almoço encontramos o Ó Maria, um sítio simples até naquilo que serve. Aqui quase só se comem pequeninas sandes, chamadas Marias. Como há muitas Marias no mundo, cada uma delas tem um recheio (e às vezes um pão) diferente. Podem ainda combiná-las com sopas ou entradas, para complementar a refeição. A minha sugestão? Provem a Maria Callas, a Maria Eduarda e a Maria Guadalupe (salvo seja!), para terem uma opção vegetariana, uma de peixe e outra de carne.

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O Brick Clérigos é a minha cara e infelizmente só tive a oportunidade de lá ir uma vez. Tem tudo o que gosto num sítio: uma decoração simples mas bonita, comida saudável e honesta, empregados simpáticos e prestáveis. Gostei especialmente da grande mesa onde sentam quase todas as pessoas, que é no fundo um grande reflexo daquilo que a experiência no Brick nos proporciona - a oportunidade de fugir à rotina. Para se distraírem enquanto a comida não chega, há lápis de colorir e livros de mandalas para encher de vida.

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Jantar // Cruel, FlowCasa Vasco

Um dos meus sítios preferidos de sempre (e não apenas do Porto) é o Cruel. É um restaurante com um conceito diferente daquilo a que estamos habituados. Eu explico - há três menus: o Cauteloso, o Medroso e o Cruel, que vão progressivamente proporcionando uma experiência mais intensa (mais picante, mais estranha, etc). Toda a comida é excelente, mas não podem deixar de arriscar nalguns pratos do menu Cruel, como as Bolas de Berlim com salão e wasabi, o Carpaccio com flor eléctrica, a Tempura negra de línguas de bacalhau ou o Risoto de cogumelos em alucinação. Pelo meio dos pratos peçam um shot de cachaça de jambu para limpar o paladar e experimentar o Cruel a 100%.

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Já o Flow é um dos sítios com mais pinta do Porto. O espaço é amplo, muito bem decorado, perfeito para um jantar tardio a dois ou com amigos. A comida tem inspiração italiana, mas confesso que a acho um pouco cara. Ainda assim tem qualidade e - lá está - por vezes podemos dizer que “um dia não são dias”. De tudo aquilo que poderia sugerir-vos comer, vou ficar-me por uma das melhores sobremesas que alguma vez comi. Chama-se Mi-Cuit de Abóbora e vai mudar a vossa vida.

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Incrível como não tenho fotografias de um dos sítios a que fui mais vezes - o Casa Vasco. Situa-se na zona da Foz e talvez por isso o restaurante sempre me tenha feito lembrar as cabanas de praia. É ideal para uma petiscada entre amigos, mas também tem opções de pratos individuais se preferirem. Não se esqueçam de pedir a sangria de espumante com frutos vermelhos para acompanhar a comida, é mesmo divinal. Mas atenção, o espaço não é muito grande, por isso convém ir relativamente cedo.

 

Acho que está uma lista bastante composta, mas digam-me de vossa justiça: que restaurantes ou brunches não posso perder na próxima vinda ao Porto? Sei que abriu o Vingança, dos mesmos donos do Cruel e também com um conceito engraçado, por isso esse já está debaixo de olho! 

Imperdível (no) Porto

Cheguei ontem à noite ao Porto, uma cidade que visito muitas vezes por motivos vários. Comecei por vir mais cá por causa de trabalho, depois por causa do trabalho do Guilherme e entretanto tornou-se um sítio para onde fugimos de vez em quando. Tenho a certeza que, se a vida de repente desse uma volta e me visse a morar no Porto, seria tão feliz como sou em Lisboa.

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Já perdi a conta às vezes que cá vim, por isso até me espantei comigo mesma por nunca vos ter escrito sobre esta cidade. Esta cidade onde o tempo é mais frio, mas as pessoas são mais quentes. Onde não há menos luz, há uma luz diferente. Esta cidade onde tudo se alcança a pé e há sempre pormenores bonitos nas ruas. Onde se come demasiado bem e se passeia ainda melhor. É claro que está mais turístico - era uma questão de tempo até o mundo descobrir o Porto -, mas conserva-se castiço e de mão na cinta como bem se quer no norte.

Já deve ter dado para perceber que sou mesmo muito fã da cidade, e embora possa não ser a pessoa mais indicada para o fazer, decidi reunir uma lista de sítios que gosto sempre de visitar no Porto (uns mais conhecidos do que outros).

 

Estar // Praça Carlos Alberto

Começamos precisamente pela zona onde estamos a ficar desta vez. A Praça Carlos Alberto é tão pitoresca e colorida, que vale a pena a vossa visita. E todos os sábados acontece cá a o Mercado Porto Belo, que tem sempre bancas com coisas giríssimas! Para além disso, nesta zona começaram a surgir imensos bares e restaurantes novos, cheios de pinta. Não podia ter escolhido uma melhor zona para alojamento, certo?

 

Estar // Serralves

Acho que sabem que gosto muito de jardins e Serralves está no top dos meus preferidos em Portugal. É perfeitamente possível passar lá um dia inteiro e haver sempre coisas para ver, até porque o museu tem sempre coisas muito interessantes para ver. A minha parte favorita é a Casa de Chá, onde podem beber chá acompanhado de scones, enquanto lêem um livro. A entrada é grátis no primeiro domingo de cada mês, por isso planeiem a vossa vinda ao Porto tendo isso em mente.

 

Estar // Livraria Lello

E por falar em livros: a Livraria Lello, senhores! Não só é bonita, como cheira mesmo mesmo a livraria a sério. Bem sei que agora nos “obrigam” a pagar uma entrada no valor de 3€, mas esse dinheiro pode depois ajudar a pagar um livro, por isso não é assim tão mau. Pelo menos é mais uma desculpa para comprar mais um livro.

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Ver // Clérigos

Bem sei que este é um grande cliché da cidade, mas há coisa de dois anos reabriram a torre e já se pode subir novamente. No topo dos Clérigos vão ter uma vista quase 360 sobre os telhados do Porto e as suas ruas apertadas. Perfeito para respirar o ar da cidade!

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Passear // Galerias de Paris

Bem perto dos Clérigos fica também a zona das Galerias de Paris, cheias de bares fixes para beber um copo à noite ou de discotecas para dançar. O que gosto mais na noite do Porto é o facto de ter sítios com ambientes muito diferentes e com muita escolha, consoante o nosso mood ou gostos musicais.

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Passear // Bairro das Artes

O denominado Bairro das Artes tem o seu centro na Rua Miguel Bombarda e é lá que podem descobrir cantos inspiradores como a Oh Galeria!. A arte tomou de facto conta destas ruas: em forma de graffiti, de mensagens escritas pelas paredes ou nas montras das lojas, de galerias de arte contemporânea. Aquilo que mais gosto nesta zona é o facto de se dar destaque a artistas que, de outra forma, não seriam tão conhecidos e que expressam muito bem a maneira portuense de ver a vida.

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Passear // Jardins do Palácio de Cristal

A vista da Ribeira do Porto é bonita, mas a maneira como vêem o Douro a partir dos Jardins do Palácio de Cristal é de cortar a respiração. É perfeito para dar um passeio durante a tarde, devagar, sem pressa. Depois podem descer pelas traseiras do jardim e tomar um vinho do Porto num dos bares que têm vista para o rio.

 

Passear // Vaguear pelas ruas

Há cada vez mais coisas para ver no Porto, mas aquilo que mais gosto de fazer é andar pelas ruas sem grande destino e descobrir pormenores bonitos. Perco-me com as janelas, as portas, os azulejos e as mensagens gravadas aqui e ali.

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Não pensem que me esqueci da comida (eu nunca me esqueço da comida). Estou é a preparar um post só sobre os cafés e restaurantes que mais gosto no Porto!

E vocês, conhecem esta cidade? Quais são os vossos lugares favoritos? Portuenses que me lêem: que sítios novos me aconselham a conhecer?