Como é que posso ajudar? É a pergunta que não me tem saído da cabeça. Como é que eu, do alto do privilégio de ser uma mulher branca, sem problemas na vida, posso ajudar? Confesso que andei dias a matutar nisto e depois, ao olhar para as estantes da sala, tudo fez sentido. Uma das coisas que sei que posso fazer é partilhar fontes de informação e conhecimento para ajudar aqueles que não sabem bem o que dizer ou pensar sobre um problema de séculos. Desenganem-se os que (...)
Gillian Flynn é rainha do thriller e dos plot twists. Ainda não tinha lido nada dela, mas tinha visto a adaptação ao cinema de Gone Girl e lembro-me de ficar presa. Peguei finalmente no Sharp Objects, o primeiro livro da autora, a propósito do tema de Junho d’Uma Dúzia de Livros - um livro adaptado ao cinema ou televisão. Andava há que tempos para ver a série na HBO, mas não queria fazê-lo antes de ler o livro. A premissa é aparentemente simples: Camille Preaker, (...)
Mesmo sendo 2020 um ano tão estranho, o tempo parece continuar a passar à velocidade da luz e, de repente, já estamos a preparar-nos para a sexta leitura d’Uma Dúzia de Livros! Não sei quanto a vocês, mas tenho gostado até mais dos temas deste ano, são um pouco mais fora do habitual. O de Junho, em particular, foi um daqueles em que tive mais dificuldade em escolher, mas não porque tinha pouca variedade cá em casa - exactamente pelo contrário. Mas comecemos pelo (...)
Eu já sei o que estão a pensar: leram “Dulce Maria Cardoso” no título e têm a certeza de que me vou desfazer em elogios. Estão errados? Não, não estão. O tema deste mês d’Uma Dúzia de Livros é um livro português e eu vi isso como uma desculpa para ler finalmente Eliete, o livro mais recente da autora. Foi uma das minhas compras na Feira do Livro do ano passado e ainda não tinha tido tempo para lhe pegar. Eliete conta a história de uma mulher com esse nome, que (...)