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Rita da Nova

08.07.19

Um ano de casamento

Rita da Nova
Lembro-me perfeitamente da primeira vez que me referi ao Guilherme como meu marido de forma natural - foi na caixa do Continente, quando a senhora me perguntou contribuinte na factura. Eu respondi: “sim, mas não é o que está associado ao cartão, que esse é o do meu marido”. Um momento tão romântico e ele nem estava lá para assistir porque calhou no dia em que fui às compras sozinha.     Faz hoje um ano que lhe tenho vindo a chamar marido. Quer dizer, tecnicamente fez há (...)
03.07.19

Palavras Cruzadas // O fim

Rita da Nova
Quando propus que o último Palavras Cruzadas fosse sobre o fim, não estava a espera que fosse falar de algo mais do que o último post desta rubrica que durou à volta de 40 semanas. Não estava à espera que a vida me trouxesse um fim doloroso sobre o qual falar. Por isso, hoje, vou fazer o que sempre fiz com o Palavras Cruzadas - usar este cantinho para escrever as coisas que estão aqui dentro à espera para serem transformadas em algo que possa passar aos outros.     Deixem-me (...)
15.05.19

Mais uma volta ao sol.

Rita da Nova
Meu amor,   Tenho pensado muito na morte, ultimamente. Às vezes estamos deitados no sofá e, de repente, sinto o meu corpo a perder o sangue. Lembro-me que, de um momento para o outro, posso ficar sem ti. Nesses momentos agarro-te com um pouco mais de força e de certeza - sei que estou no melhor lugar do mundo, mas também sei que esse lugar não é para sempre. Sei que isto parece tudo muito fatalista; afinal fazes anos e eu estou para aqui a falar de morte e perda, mas não posso (...)
28.03.19

Adeus, Casinha! Olá, Casa Nova!

Rita da Nova
Esta semana despedimo-nos da nossa primeira casa. Confesso que não estava à espera de me ir tão abaixo e de me custar tanto tirar os móveis do sítio e os quadros da parede - afinal fui eu quem começou a pensar no processo de compra de casa em primeiro lugar.     Ontem, a cada coisa que levava para a casa nova, uma memória antiga surgia. Lembrei-me de quando achámos que nos estavam a assaltar a casa porque, cá de baixo, vimos pessoas naquela que achávamos ser a nossa varanda (...)