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Rita da Nova

Os livros da Rita // 1Q84 (Livro 1), Haruki Murakami

Tenho uma mania estranha com sagas de livros: gosto de ter os volumes todos em casa antes de ler sequer o primeiro, não sei porquê. Acho que me conforta saber que posso ler depressa e passar rapidamente para o seguinte. Depois de ter comprado o terceiro e último volume de 1Q84, do Murakami, na Feira do Livro deste ano, foi então altura de regressar a este autor de que tanto gosto.

 

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Este ano ainda não tinha lido nada dele e soube muito bem voltar. Sabem aqueles escritores que são sempre um lugar seguro, mesmo que os livros não sejam geniais? É isso que sinto com Murakami. Quase todos os livros dele têm um lado estranho e fantástico, e este não é excepção. A melhor forma de vos mostrar com o que podem contar é através de uma citação:

 

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Os livros da Rita // Tia Julia e o Escrevedor, Mario Vargas Llosa

Mario Vargas Llosa é, sem dúvida, o meu autor dos últimos tempos. Depois de ter lido o Travessuras da Menina Má e Pantaleão e as Visitadoras, chegou a vez de Tia Julia e o Escrevedor. O livro conta a história de Varguitas, um rapaz de 17 anos que está a completar os estudos universitários e trabalha ao mesmo tempo numa rádio local de Lima. Quando Julia, irmã da sua tia, vem da Bolívia para o Peru, o protagonista apaixona-se por ela. O problema? Ela tem quase o dobro da idade dele.

 

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Mas, talvez mais importante, este livro também conta a história de Pedro Camacho, que trabalha com Varguitas escreve radionovelas de sucesso - até ao dia em que começa a confundir as personagens e os enredos. O livro está contado de uma forma muito inteligente: um capítulo sobre a história principal, outro que corresponde ao guião destas radionovelas, e assim sucessivamente. À medida que a história de amor entre Varguitas e a Tia Julia vai chegando a um impasse, também as radionovelas começam a desmoronar-se.

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Os livros da Rita // O Pintassilgo, Donna Tartt

O Pintassilgo, de Donna Tartt, foi o livro que escolhi para levar no nosso fim-de-semana prolongado no Retiro do Bosque. E foi uma escolha propositada, porque depois da minha experiência com A História Secreta percebi que a escrita desta autora requer tempo e disponibilidade mental. Estava preparada para andar com o livro atrás durante pelo menos um mês, mas não é que o devorei numa semana e meia?

 

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Os livros da Rita // Call Me By Your Name, André Aciman

Ao contrário do que costuma acontecer, vi primeiro o filme e só depois li o livro. A história de Call Me By Your Name estava a ser tão falada por alturas dos Óscares, que foi impossível ter tempo para ler antes. E sabem que mais? Ainda bem que isso aconteceu. Gostei mesmo muito do filme, tanto que fiquei com vontade que o livro me desse ainda mais informação sobre aquelas personagens e o seu interior.

 

Concordo que o filme tem algumas falhas, sendo que a principal é o facto de não haver conflito. Parece que corre sempre tudo demasiado bem (o que, como sabemos, raramente é verdade no caso da homossexualidade, ainda para mais nos anos 80). Mas também vos digo que não me fez muita confusão, porque é um filme essencialmente bonito - tanto na estética como na escrita.

 

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