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Rita da Nova

Ter | 21.05.19

Rússia // São Petersburgo

Chegámos a São Petersburgo, vindas de Moscovo, num comboio de alta velocidade. Demorámos 4h a chegar - os russos dizem que as duas grandes cidades do país ficam “perto” uma da outra, o que só é sintomático da forma como as distâncias nos parecem quando visitamos o maior país do mundo. O comboio era super confortável e até serviram uma mini refeição, o que contribuiu para que o tempo passasse ainda mais depressa.

 

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Quando chegámos a São Petersburgo já era bastante tarde e estávamos muito cansadas, por isso fomos directa ao quarto e decidimos acordar cedo no dia seguinte, para aproveitar a cidade. Depois de Moscovo - que é muito imponente - é normal que sintamos que São Petersburgo “não enche tanto o olho”.

 

Sempre tinha ouvido falar melhor desta cidade do que da capital, mas para mim ficaram claramente empatadas: onde Moscovo é gigante e magnificente, São Petersburgo é acolhedora e à medida do homem; onde Moscovo tem vida de grande metrópole, as pessoas de São Petersburgo recebem-nos de forma mais calorosa; e onde Moscovo vale pela história e arquitectura, São Petersburgo devolve com arte e cultura.

 

São duas cidades tão diferentes, que eu não consigo mesmo comparar. Valem ambas claramente a pena e, como tal, hoje deixo-vos as coisas que mais gostei de conhecer em São Petersburgo, bem como algumas dicas de como podem aproveitar melhor o tempo na cidade.

 

 

Museu Hermitage

É uma paragem mais do que obrigatória numa visita a São Petersburgo. Na realidade, nós preferimos abdicar de alguns museus em Moscovo para guardarmos dinheiro para o Hermitage - não que seja muito caro, na realidade são cerca de 10€ por pessoa (nós é que somos forretas). As obras que nos interessavam mais estavam no General Staff Building, mas mesmo assim vale a pena percorrer o Winter Palace e os edifícios adjacentes - não tanto pelas obras, mas pelo edifício em si. É lindo, lindo, lindo.

 

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Duas coisas que precisam de saber para aproveitar melhor o tempo no Hermitage: primeiro, podem comprar bilhetes numa máquina automática, junto da entrada do museu, para não terem que estar na fila para as bilheteiras. Assim que comprarem os bilhetes podem entrar directamente, não precisam de ficar à espera. Depois, não se esqueçam que a colecção do museu está dividida em vários palácios, sendo que para conhecerem as obras de arte mais recentes têm que sair do edifício do Winter Palace e entrar no General Staff Building, que fica do outro lado da praça.

 

 

Isaac’s Cathedral

Esta catedral foi um dos poucos edifícios poupados durante os bombardeamentos alemães durante a II Guerra Mundial. Com a sua cúpula dourada, era um marco na cidade e Hitler ordenou que não fosse bombardeado para que as tropas conseguissem orientar-se lá de cima. E ainda bem que aconteceu assim, uma vez que é uma das catedrais mais bonitas de São Petersburgo.

 

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Não a visitámos por dentro, mas há a possibilidade de subir ao topo e ver a cidade de cima - é tão plana que não há grandes miradouros, portanto este é um dos melhores locais para uma vista 360.

 

 

Tour de barco pelos canais

Tenho mixed feelings em recomendar-vos este passeio de barco pelos canais, uma vez que a nossa experiência não foi assim tãaaao positiva. A ideia é gira e teria corrido tudo melhor se a senhora que ia explicando coisas ao microfone falasse inglês. Nada faria prever que isto fosse acontecer, uma vez que as pessoas na bilheteira falavam inglês e os panfletos com as diferentes tours também estavam em inglês. O passeio é giro, mas sugiro que confirmem se há de facto tours em inglês antes de comprarem o bilhete.

 

 

Church of the Savior on Spilled Blood

Claro que este igreja pode correr o risco de ser comparada com a Saint Basil’s Cathedral, em Moscovo, porque de facto encontramos semelhanças nas cúpulas. Seja como for, é igualmente bonita e um marco incontornável da cidade.

 

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Peterhof

Muitas vezes chamada “a Versailles russa”, este conjunto de palácios e jardins fica a cerca de 1h do centro de São Petersburgo e vale muito a pena conhecer. Peterhof foi mandado construir pelo czar Pedro, o Grande, e foi claramente projectado à sua imagem - ou seja, de forma grandiosa. Como tínhamos comboio para Petrozavodsk à tarde, optámos por comprar apenas o bilhete que dá acesso ao Lower Garden - que tem uma série de fontes lindíssimas - e acabámos por não ver o interior do palácio.

 

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Podpisnyye Izdaniya & Edifício Singer

Não estranhem o nome, é só mesmo uma livraria - mas uma livraria lindíssima. Como já tinha a mala pesada dos livros que comprei em Moscovo acabei por não comprar nenhuns aqui. Seja como for, fiquei com vontade de ter um sítio exactamente igual em Lisboa. Pode ser?

 

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O segundo nome, como podem calcular, também corresponde a uma livraria - esta fica no antigo edifício da Singer (que só de si é lindíssimo) e também é um paraíso para book lovers.

 

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Tive pena de ainda não ser totalmente Primavera na cidade. Por culpa disso, os jardins e parques ainda estavam a ser recondicionados para a nova estação e a maioria deles estava fechada ao público. De resto, a impressão da cidade é muito positiva - pode não impressionar tanto quanto Moscovo, mas agora que olho para trás recebeu-me muito bem.

 

Na próxima semana vou falar-vos do último destino desta nossa viagem pela Rússia, mas até lá vamos falar sobre São Petersburgo? Quem já lá foi? Quem quer ir e precisa de mais sugestões ou de esclarecer dúvidas? Botem tudo aqui na caixa de comentários, vá!

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