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Rita da Nova

Qua | 14.11.18

Restaurantes // Ginos

É no mínimo estranho que um restaurante italiano venha de Espanha, mas quando percebemos que o Ginos faz parte do mesmo grupo que gere o Starbucks na ibéria, tudo faz um bocadinho mais de sentido. E fica explicado porque é que, mesmo ao lado do restaurante, esteja a quase a abrir um destes cafés. Mas bom, eu não sabia de nada disto antes de escolher o novo italiano do Parque das Nações para um almoço a meio da semana e, honestamente, não teria feito diferença nenhuma sabê-lo.

 

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O espaço não é propriamente original: tem muita luz e alguns pormenores transportam-nos para as mercearias italianas antigas, como já vimos acontecer noutros restaurantes italianos em Lisboa. É, contudo, bastante grande e estava cheio à hora de almoço de uma sexta-feira - o que me confirmou que foi boa ideia reservar mesa.

 

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A carta é bastante extensa e - ponto positivo - existe uma “carta azul”, isto é, um menu próprio para celíacos. Pelo menos os intolerantes ao glúten têm aqui uma oportunidade de se vingar da gastronomia italiana, toda ela uma bomba para estas pessoas. Não estava com muita vontade de pizza, mas nunca se diz que não a pão, por isso pedimos um Pane con Aglio e um Pane con Scamorza, que é possivelmente o meu queijo favorito de sempre. Este último estava bastante melhor, honestamente achei o pão com manteiga de alho demasiado duro. 

 

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Eu pedi um prato que diz “Rita” por todo o lado, as Lunette al Tartufo e Funghi (pasta em forma de lua, recheada com trufa e molho cremoso de cogumelos). Devo dizer que estava à espera de gostar menos. A massa estava cozinhada no ponto e todos os sabores combinavam bem.

 

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Para a mesa vieram também uns Sacchetti di Gorginzola (pasta recheada de queijo gorgonzola, com molho suave de queijo azul, espargos verdes e amêndoa laminada), uma Pizza Vitella (molho de tomate, mozzarella, carne picada temperada com especiarias, azeitonas pretas, alho novo, cubos de tomate, bacon e manjericão) e uma Pasta a Modo Tuo. Basicamente, podemos escolher o tipo de massa e o molho que queremos, para que o prato venha personalizado ao máximo. Neste caso chegaram-nos uns Ravioli Integrais de Ricotta e Nozes, com molho Carbonara. De notar que este molho era assumidamente feito com natas, ingrediente que não existe na receita original e não deveria fazer parte da carta de um restaurante que se diz servir comida italiana autêntica.

 

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Com vontade de terminar a refeição com algo doce, pedimos duas sobremesas para dividir pelas quatro: um Cioccolatissimo (basicamente um petit gâteau com gelado de nata) e uma Torta di Mascarpone com Mirtilos, a fazer lembrar um cheesecake, mas mais suave. Nenhuma das sobremesas estava má, mas nenhuma estava incrível. O que, no fundo, resume a experiência no Ginos.

 

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Se é “comida italiana autêntica”? De todo, mas já comi pior e paguei mais. Se vou regressar? Talvez sim, talvez não. Se ficar em caminho por questões de trabalho, pode ser que volte a dar-lhe uma oportunidade.

 

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