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Rita da Nova

Qui | 28.03.24

QUANDO OS RIOS SE CRUZAM é o meu segundo livro!

Já tinha dado algumas pistas por aqui, dizendo que estava a ultimar o meu segundo romance, e é com uma enorme felicidade que posso dizer que Quando os Rios se Cruzam entrou ontem em pré-venda. Sim, eu sei que provavelmente acompanharam a novidade pelo Instagram, mas também já sabem que este blog é um cantinho que eu gosto de preservar e onde gosto sempre de registar algumas palavras sobre as coisas boas que vão acontecendo na minha vida.

 

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Escrever um segundo livro de ficção foi… intenso? Desafiante? É importante escolher um adjetivo que mostre a montanha-russa de emoções em que estive metida neste último ano. Entrei nesta história em fevereiro de 2023, altura em que começava a divulgar As Coisas Que Faltam — como podem calcular, foi uma confusão de temas e ideias na minha cabeça. Só a partir do verão é que consegui concentrar-me melhor neste livro e passar três semanas em Turim foi essencial para lhe dar um grande avanço.

 

Sempre me interessou muito o papel que os locais têm na construção da nossa identidade, e acho que foi quando fiz Erasmus em Turim que me confrontei com esta questão pela primeira vez. Fez-me sentido explorar uma experiência de Erasmus e falar da cidade onde eu mesma estive, que (in)felizmente não é muito conhecida. Isto não significa que a história da Leonor seja a minha, longe disso, quis apenas mostrar-vos de onde surgiu a ideia.

 

 

Quando os Rios se Cruzam chega às livrarias (e às casas de quem comprar em pré-venda) no dia 17 de Abril. Até lá, estarei pelo Instagram a aguçar a curiosidade sobre vários aspetos da história. Para já, deixo-vos a sinopse:

 

«Durante anos, imaginei o que aconteceria quando contasse tudo isto, quando cravasse a mão no peito para extrair a culpa lá de dentro. E posso concluir que foi como arrancar o meu próprio coração, com a desvantagem de continuar viva.»

Para Leonor, ir de Erasmus significava começar de novo, aqueles meses em Turim seriam o balão de oxigénio de que tanto precisava para se afastar da mãe controladora, talvez até libertar-se da pessoa reservada e observadora que tinha aprendido a ser em casa. Onde ninguém a conhecesse, poderia ser quem quisesse.

Na cidade italiana, ela descobre partes de si que ignorava existirem, muitas delas novas e entusiasmantes. Mas há um outro lado de si que se revela, uma parte que a envergonha e amedronta, atitudes em que não se reconhece e cujas consequências vão ficar consigo para sempre.

Dez anos depois, mais uma vez a adiar o reencontro com o passado, Leonor dá por si a revelar a uma estranha tudo o que aconteceu naqueles meses e de que forma o fogo, até então tão inofensivo, acabou por lhe deixar marcas eternas.

Depois de um romance de estreia que se tornou um sucesso imediato, Rita da Nova está de volta com uma personagem complexa em busca de si própria, que procura conciliar as suas várias versões. Afinal, somos mais nós quando estamos junto das pessoas que nos conhecem ou quando estamos longe de tudo e podemos ser quem quisermos?

 

Se ficaram com vontade de o ler, podem sempre aproveitar a pré-venda nos locais habituais: Bertrand, Wook e Fnac. Mais uma vez tenho de vos agradecer por todo o carinho e entusiasmo neste meu percurso. É graças a vós que posso continuar a publicar as minhas histórias!

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As fotografias que acompanham este post foram, mais uma vez, resultado do trabalho feito em conjunto com a Mafalda Beirão (direcção criativa e produção), a Márcia Soares (fotografia) e a Raquel Batalha (maquilhagem). Esta tríade perfeita consegue sempre transformar as minhas ideias em imaginários visuais incríveis.