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Rita da Nova

Sex | 21.08.20

Porto Santo // Quatro dias paradisíacos

Expectativa: 2020 é um ano péssimo, não vai dar para ir a lado nenhum...

Realidade: eu a ir conhecer uma série de novos sítios em Portugal.

 

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Mais alguém sente o mesmo? Está bem, tive que desmarcar a viagem à Islândia em Abril, que já estava bem planeada, mas tive a sorte de ver tudo reembolsado. Com as restrições às viagens, acabámos por ter mais vontade de viajar cá dentro. Depois de aproveitarmos alguns dias pelo Alentejo (Castro Verde e depois Estremoz), decidimos ir ter um uns amigos ao Porto Santo. E, agora que voltei, pergunto-me como é que não tinha ido lá mais cedo.

 

Por isso, o post de hoje serve essencialmente dois propósitos: por um lado, ajudar-vos a perceber como se está a processar esta coisa de viajar em tempos de pandemia; por outro, dar-vos vontade de conhecer o Porto Santo e mostrar-vos alguns dos sítios lindos que visitei por lá.

 

COVID-19 e viagens, como fazer?

Uma das vantagens de viajar para as ilhas portuguesas, seja o arquipélago da Madeira ou dos Açores, é que ambos os Governos Regionais têm uma parceria com o CEDOC – Centro de Estudos de Doenças Crónicas, o que vos permite fazer o diagnóstico antes de partirem e de forma totalmente gratuita. Basta agendarem o teste no site, que eles recomendam as melhores datas consoante o dia em que viajarem - perfeito, não é?

 

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A maior vantagem deste sistema em relação a fazerem o teste no aeroporto de destino, para além de não pagarem nada, é que recebem o resultado antes de viajar (o meu demorou umas 10h) e não precisam de cumprir quarentena obrigatória à chegada. Antes de viajarem devem também registar-se e preencher todos os campos neste site, para que seja só preciso mostrar um QR Code antes de sair do aeroporto.

 

Achei o sistema bastante simples, sendo que, à excepção do teste, tudo é feito online e de forma intuitiva e simples. Vamos em Setembro para os Açores e também já temos o teste marcado para uns dias antes da viagem! No navio Lobo Marinho, que apanhámos do Funchal para o Porto Santo, também vi as pessoas a cumprir as distâncias de segurança e o uso da máscara sem problemas.

 

 

E o Porto Santo, vale a pena?

Se vale! Chamam-lhe a Ilha Dourada e é isso que podem esperar: praia óptima, com a melhor água onde já estive - é assim quentinha, mas refrescante ao mesmo tempo. Os nossos amigos tinham-nos avisado que a ilha dá uma grande moleza e não é que é verdade? Não é que estivesse demasiado calor, mas parece que o corpo descansa mal chegamos lá e só nos apetece comer, dormir e mergulhar.

 

Mas não pensem que não há coisas para fazer no Porto Santo! O ideal é irem passeando pela ilha e irem fazendo praia onde calha. Nós ficámos alojados no Vila Baleira, então acabámos por ir muito à Praia do Porto Santo, mas também adorei conhecer a Praia da Lagoa e a Praia da Ponta da Calheta - esta última é mais pequenina e tem umas rochas que lhe dão muita personalidade. Sabiam que a areia da ilha tem propriedades medicinais? É muito fininha e agarra-se a tudo (acho que trouxe o suficiente comigo para criar uma mini praia), mas ajudou-me bastante a acalmar as feridas da psoríase.

 

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A zona norte da ilha é mais rochosa, mas mesmo assim é possível dar uns mergulhos. Há várias opções: podem ir até ao Porto das Salemas durante a maré baixa para mergulharem nas piscinas naturais (tornou-se minha parte favorita da ilha!), podem passar pelo Porto dos Frades, pelos Morenos ou pelo Zimbralinho (tive pena de não mergulhar aqui, mas fomos só de passagem).

 

 

A Vila Baleira, que na realidade é uma cidade, também vale a pena uma visita, sobretudo para provarem uma Lambeca (juro que vi filas a formar-se ainda antes da hora do almoço). Não vos prometo que sejam os melhores gelados do mundo, mas garanto que os Porto-Santenses adoram e que vão precisar de pelo menos duas provas para conseguirem tirar algumas conclusões. Por falar nisso, comi um polvo incrível no restaurante Torres e adorei tudo o que comi no João do Cabeço - não se deixem intimidar pelas filas e fiquem lá para comer o bolo do caco verdadeiro, umas lapas e um picado.

 

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Foram quatro dias completos, mas teria ficado muitos mais. Foram as mini-férias perfeitas, que equilibraram bem a dinâmica de conhecer coisas novas e descansar. Ajudou muito ter os nossos amigos, que conhecem a ilha de uma ponta à outra e nos levaram aos melhores sítios. Garanto que tudo o que lerem aqui foi aprovado por eles e é de confiança. Ficou a promessa de regressar para o ano em Setembro/Outubro, porque pelos vistos a ilha continua com um tempo incrível e metade das pessoas.

 

Quem desse lado conhece ou gostava de conhecer o Porto Santo? O que me recomendam numa próxima ida lá?

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