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Rita da Nova

Parabéns, meu amor.

Ele faz anos hoje e eu não podia deixar de partilhar um texto que lhe escrevi há uns tempos.

 

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Durante anos achei que, para ser amor, tinha que doer um bocadinho. Se nada de grande e bom se constrói sem esforço, porque haveria o amor de ser diferente? Depois conheci-o e percebi que vai doer sempre, sim, mas não da maneira que eu idealizava. Não vão ser os ciúmes, as discussões por causa de toalhas molhadas deixadas em cima da cama ou as expectativas desalinhadas relativamente ao futuro. Isso não é dor; é coexistência. 

 

Querem saber o que dói realmente, neste amor? Saber que não vamos ter tempo suficiente para percorrer todos os cantos do mundo juntos. Que somos finitos e que não podemos dar-nos ao luxo de desperdiçar um momento que seja. Que, mesmo que os nossos últimos dias sejam de mãos dadas numa cama de hospital, vamos sempre deixar algo por fazer. Bem sei que atrás do tempo, tempo vem. Mas também sei que há-de chegar um dia em que não vem mais e é por isso que o amor dói tanto.

 

Parabéns, meu amor.

 

[E não, nesta foto a Guinness não estava "vestida". Tinha sido operada e tinha um fatinho para proteger os pontos.]

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