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Rita da Nova

Qua | 17.04.19

Palavras Cruzadas // Viver a dois

Meu bem,

 

Nem sempre acordamos no mesmo comprimento de onda. Hoje, por exemplo, foi um caso-tipo: estás todo entrevadinho dos ombros e ficaste especialmente sensível por causa disso. Se calhar não devia ter comparado essa dor pontual com a que nós, mulheres, temos todos os meses. Sou mais resistente à dor física do que tu, sim, mas isso não interessava nada para a conversa. Para mim era simples: arrancava-te o emplastro do ombro de uma vez e ias à tua vida. Para ti era o oposto: querias que fosse tirando devagar e só muito depois ias à tua vida. Acabámos por tratar do assunto com uma mistura das duas abordagens.

 

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Depois quando ia no carro a ouvir Post Malone, uma música que é muito mais a tua onda do que a minha, é que me caiu a ficha: nestas coisas do amor não é preciso estarmos sempre no mesmo ritmo, mas convém tentar acertar o passo o mais possível. Não temos que gostar das mesmas músicas, mas é bom que de vez em quando haja uma de que ambos gostamos da mesma forma.

 

Viver a dois é este equilíbrio estranho e tão desafiante de conseguir, entre aquilo que somos e aquilo que queremos aprender a ser. Entre o que não conseguimos mudar e aquilo que moldamos porque nos mostram formas diferentes de fazer e reagir.

 

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Este é o 35º post da rubrica Palavras Cruzadas, criada em parceria com o P.A., mas vocês também estão mais do que à vontade para pegar nos temas e escrever sobre eles. O tema deste texto foi lançado por ele e no próximo, como já voltei da Rússia, gostei que falássemos de choques culturais.

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