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Rita da Nova

Qua | 21.11.18

Palavras Cruzadas // O pior Natal de sempre

Estamos a 34 dias da véspera de Natal, pouco mais de um mês. É só de mim ou falta demasiado tempo e que há coisas que ainda não se justificam? A saber: decorações, compras e músicas natalícias por todo o lado. Dezembro é o mês oficial de Natal, malta, porque é que decidimos antecipar a coisa para os finais de Outubro? Que mal fizemos nós?

 

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Se hoje em dia sou um autêntico Grinch e acho esta antecipação toda um grande disparate, quando era miúda o caso era bem diferente. Em Outubro já começava a fazer listas do que queria pedir pelo Natal; em Novembro chegavam os catálogos e anúncios de brinquedos e eu reformulava a lista; no primeiro dia de Dezembro não cabia em mim de excitação. O pior, mesmo, era ver os presentes a acumular-se debaixo da árvore sem poder abrir um que fosse. Pegava neles, abanava, apalpava e colocava-os junto ao ouvido para tentar adivinhar o que estava lá dentro - e, na maioria das vezes, acertava. Esta capacidade de perceber o que me vão oferecer antes de me oferecerem (e de, consequentemente, estragar a surpresa tanto para mim como para a outra pessoa) é algo que me persegue até aos dias de hoje.

 

Mas adiante. O cúmulo desta vontade de abrir prendas de Natal antes de tempo aconteceu num ano em que, tanto eu como o meu primo, convencemos a minha Tia e a minha Avó a abrir um presente por dia até à véspera de Natal. Um Calendário do Advento à séria, como podem perceber. Tanto lhes azucrinámos a cabeça que lá nos deram permissão para escolher um embrulho por dia e desfrutar, não sem antes nos avisarem que, se abríssemos os presentes todos, não teríamos nada para desembrulhar à meia-noite de dia 24.

 

Quem é que quer saber da véspera de Natal se pode ser Natal durante vários dias? Durante uma semana tivemos o MELHOR NATAL DE SEMPRE! Todos os dias, depois de jantar, íamos até à árvore e escolhíamos um. Até que chegou a consoada e, depois de jantar, não tínhamos nada para abrir. A família lá trocou presentes, vimos o papel de embrulho a amontoar-se pelo chão. Sorrisos, abraços, caras de surpresa. E nós os dois sem um único motivo de alegria - estávamos tão desesperados que, acreditem, um embrulho com meias bastaria.

 

Escusado será dizer que o melhor Natal de sempre passou, em poucos minutos, a ser o pior Natal de sempre. Nunca mais antecipámos o Natal e fomos muito mais felizes assim.

 

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Este é o 25º post da rubrica Palavras Cruzadas, criada em parceria com o P.A., mas vocês também estão mais do que à vontade para pegar nos temas e escrever sobre eles. O tema desta semana foi lançado por ele, o que significa que é revenge time! Para a próxima edição proponho escrevermos sobre o melhor presente que poderíamos receber este Natal (só para continuarmos no espírito natalício).

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