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Rita da Nova

Ter | 16.06.20

Os livros da Rita // The Wife, Meg Wolitzer

Depois de ter lido Os Interessantes, de Meg Wolitzer, tinha prometido a mim mesma que pegaria noutro livro da autora. Passaram-se quase dois anos (caramba, que o tempo voa) e eu peguei finalmente no The Wife - que compreI em Londres, numa viagem-relâmpago em que tinha prometido não comprar livros.

 

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O que me cativou neste livro e me levou a comprá-lo foi a premissa: uma mulher decide deixar o marido aos 60 e poucos anos. A vida conjugal é aparentemente pacífica: ele é um escritor conhecido e toda a trama se passa durante uma viagem do casal a Helsínquia, onde ele vai receber um prémio literário. É durante a viagem de avião, na ida, que ela toma a decisão de pedir o divórcio.

 

Durante o resto do livro, vamos percebendo os motivos que a levam a fazê-lo. Questionei-me várias vezes sobre o que faz com que um casamento acabe - as divergências assumidas e as discussões, ou as coisas que se calam e deixamos passar para não levantar a voz? E o que é que é mais importante: manter um casamento ou procurar fazer aquilo que nos realiza? Embora não haja semelhanças entre o casamento de The Wife e o meu, acho que é sempre importante quando o entretenimento nos mostra realidades opostas à nossa e nos faz perceber o caminho que não queremos seguir.

 

Everyone needs a wife; even wives need wives. Wives tend, they hover. Their ears are twin sensitive instruments, satellites picking up the slightest scrape of dissatisfaction. Wives bring broth, we bring paper clips, we bring ourselves and our pliant, warm bodies. We know just what to say to the men who for some reason have a great deal of trouble taking consistent care of themselves or anyone else. “Listen,” we say. “Everything will be okay.” And then, as if our lives depend on it, we make sure it is.

 

Se gostei da temática e da forma como a autora nos vai revelando os motivos pelos quais este casamento não funciona, por outro achei a escrita um pouco aborrecida em certos momentos. Mas também pode ser porque só estamos a ver a história do ponto de vista da mulher e, como percebemos ao longo da história, ela foi-se apagando para que o marido pudesse brilhar.

 

Apesar de tudo, acho que gostei mais d’Os Interessantes, mesmo tendo lido em português e não no original. Quem desse lado já leu mais coisas da autora? Da minha parte, não sei se tenho grande vontade de lhe dar mais oportunidades - são boas leituras, mas não sinto que tenham mudado a minha vida.

 

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The Wife por Meg Wolitzer

Avaliação: 6,5/10

2 comentários

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    Rita da Nova

    22.06.20

    Eu achei bom para ler no verão, sem grandes pressões. Diverti-me com ele, até. Já este, achei mais aborrecido apesar de mais pequeno!
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