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Rita da Nova

Sex | 24.06.22

Ordinary People, Diana Evans

Vocês também têm livros na vossa lista que estão constantemente a ser empurrados por outros que chegam e ocupam o lugar? Até há pouco tempo, Ordinary People, de Diana Evans, era esse livro na minha vida. Também já tinha ouvido opiniões não muito boas, o que acabava por me tirar a vontade de o ler. Agora que o terminei posso garantir que é uma leitura interessante e que foi melhor do que esperava.

 

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Eu sei que o título pode parecer que este livro é só um rip-off de Normal People ou que a autora está a tentar navegar o efeito Sally Rooney, mas sendo ambos do mesmo ano, só posso assumir que tenha sido uma coincidência — até porque, na essência, pouco têm a ver um com o outro. Em Ordinary People, Diana Evans explora a vida e o casamento de dois casais, ambos em momentos conturbados das suas vidas em conjunto.

 

Michael e Melissa estão a tentar lidar com as mudanças que um recém-nascido traz com o seu nascimento, enquanto Damian e Stephanie parecem estar dessintonizados — Stephanie parece feliz com o estado das coisas, ao passo que Damian tenta lidar com a morte do pai. O mais interessante é que os casais são amigos, pelo que há vários momentos em que as duas histórias se cruzam e influenciam.

 

Sometimes in the lives of ordinary people, there is a great halt, a revelation, a moment of change. It occurs under low mental skies, never when one is happy. You are walking along on a crumbling road. The tarmac is falling away beneath your feet and you have started to limp, you are wearing rags, a cruel wind is blowing against your face. It feels as though you have been walking for a very long time. You are losing hope. You are losing meaning, and the only thing keeping you going is that stubborn human instinct to proceed. Then, immediately up ahead, you see something, something bright and completely external to your own life. It is so bright that it makes you squint. You see it. You squint. And you stop.

 

Achei que o livro tenta dar palco a questões mais mundanas, a coisas por que pessoas casadas passam e que, na maior parte das vezes, não são entusiasmantes ou glamourosas o suficiente para serem o centro das narrativas. Estes casais podiam ser conhecidos meus e isso foi o que mais gostei neste livro: embora não seja a melhor coisa que li na vida, acho-o verdadeiramente relacionável.

 

Em resumo: demorou, mas foi — e ainda bem! Sei que está traduzido com o título Pessoas Comuns, pelo que podem dar-lhe uma oportunidade mesmo que prefiram ler em português. Não sei se é uma recomendação transversal a todas as pessoas que acompanham aqui o blog, mas será certamente bom para quem se interessa por relações. Já conheciam?

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