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Rita da Nova

Qui | 07.07.22

One Italian Summer, Rebecca Serle

Acho que não é segredo para ninguém que eu tenho um fraquinho por livros passados em Itália — sobretudo se forem de autores que eu já li antes e gostei. Mal vi que Rebecca Serle ia lançar One Italian Summer, fiz logo compra em pré-venda pelo Kobo. In Five Years já tinha sido uma agradável surpresa e acho que gostei ainda mais deste novo livro.

 

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Logo no início de One Italian Summer descobrimos que Carol, a mãe de Katy, morreu depois de batalhar contra o cancro. Ora, Carol e Katy não eram só mãe e filha: eram o grande amor da vida uma da outra. E é por isso que Katy decide ir na mesma na viagem que ambas estavam a combinar fazer, com destino a Positano — onde a mãe tinha estado vários anos antes, e onde tinha sido muito feliz.

 

I don’t see how you could ever leave. The magic of Italy seems to be in its ability to connect to some time out of time, some era that is unmarked by modernity. There is so much peacefulness in being present, right here.

 

Mal chega a Positano, Katy começa a sentir a presença da mãe em todos os lugares e em algumas pessoas, até que acaba por se cruzar mesmo com a mãe — só que, nesta versão, Carol tem novamente vinte e tal anos. Nem tudo foi sempre perfeito na vida da mãe e é isso que Katy terá de descobrir, ao mesmo tempo que tem uma segunda oportunidade para estar com ela. O mais incrível é que a autora foi mesmo com a mãe a Positano para preparar o livro e encontrou lá várias coisas do passado dela que a inspiraram para o enredo.

 

History, memory is by definition fiction. Once an event is no longer present, but remembered, it is narrative. And we can choose the narratives we tell—about our own lives, our own stories, our own relationships. We can choose the chapters we give meaning.

 

Adoro que a autora consiga equilibrar muito bem os momentos de tensão com as partes mais leves — o que torna os livros dela muito completos e muito fáceis de ler. E também gosto muito que as personagens principais estejam quase sempre no início da casa dos 30, porque é também aí que me encontro e consigo identificar-me com alguns dos seus dilemas. Fiquei com tanta vontade de ler o outro livro dela — The Dinner List —, que foi uma das minhas compras em Nova Iorque. Rebecca Serle disse, no Instagram, que era o seu livro mais pessoal de sempre, por isso estou muito curiosa.

 

E vocês, já se aventuraram nos livros da autora? Se sim, o que acharam?

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