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Rita da Nova

Qua | 14.10.20

My Year of Rest and Relaxation, Ottessa Moshfegh

My Year of Rest and Relaxation, de Ottessa Moshfegh, foi-me recomendado pelo Kobo depois de ter terminado o último livro que li por lá - A Traveler at the Gates of Wisdom. Depois de ler a sinopse (e algumas reviews) decidi comprar e ler - mas não nego que foi uma espécie de compra por impulso porque não me estava a apetecer ler nada do que tinha em casa.

 

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Começo por vos dizer que foi uma leitura assim-assim. My Year of Rest and Relaxation acompanha a história de uma protagonista no início dos anos 2000, uma jovem mulher que parece ter uma vida de sonho: é muito bonita, tem uma vida financeira estável devido a uma herança e mora num apartamento em Nova Iorque. Quase tudo é perfeito, sim, mas a morte dos pais e outros assuntos da sua vida parecem não estar assim tão bem resolvidos quanto isso. Dessa forma, a narradora decide despedir-se do emprego com o objectivo de passar um ano a dormir (com a ajuda de comprimidos, claro).

 

Sleep felt productive. Something was getting sorted out. I knew in my heart—this was, perhaps, the only thing my heart knew back then—that when I'd slept enough, I'd be okay. I'd be renewed, reborn. I would be a whole new person, every one of my cells regenerated enough times that the old cells were just distant, foggy memories. My past life would be but a dream, and I could start over without regrets, bolstered by the bliss and serenity that I would have accumulated in my year of rest and relaxation.

 

À medida que vemos a protagonista a pôr o seu plano em marcha, vamos seguindo a forma como ela se esforça para se desligar do mundo que a rodeia. Exactamente como eu acredito que deva ser estar deprimido - uma vontade constante de nos reduzirmos para dentro de nós mesmos. A narradora passa por algumas experiências e ajustes com vários tipos de medicação, por forma a encontrar a fórmula mágica que a fará dormir. É nesse processo que vamos percebendo tudo aquilo que a faz sentir-se profundamente infeliz.

 

Apesar de a premissa ser interessante, sinto que não consegui ligar-me a 100% à narrativa - daí que não tenha achado assim tão bom como algumas reviews que li. Em certos momentos achei a história um pouco tonta e exagerada, até. Ainda assim, lê-se muito bem e é um daqueles livros bons para quando não nos apetece ler nada em especial, sabem?

 

Quem desse lado já ouviu falar deste livro ou de Ottessa Moshfegh, a autora?

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