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Rita da Nova

Qui | 29.03.18

Guilty by Olivier: comida indulgente em Lisboa

Nunca tinha ido ao Guilty by Olivier por achar demasiado caro e vou dizer isto desde início: as minhas suspeitas confirmam-se, é de facto demasiado caro. Proporcionou-se uma ida a três - eu, o Guilherme e a minha Ana - e como gostamos de ter conhecimento antes de tecermos opinião, decidimos experimentar.

 

Não me arrependo de ter jantado no Guilty porque percebi várias coisas sobre este restaurante. Comecemos sobre o espaço e o conceito - saí de lá a acreditar que o nome se deve ao facto de quase todos os pratos da carta serem um guilty pleasure, embora haja também opções mais saudáveis. Ali é tudo à grande: as doses são muito simpáticas e os ingredientes são indulgentes, pensados para uma refeição em que não nos preocupamos com mais nada, apenas em comer bem.

 

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Ainda assim, sinto que o restaurante está parado no tempo e que não deve ter mudado muito desde os seus primórdios. Possivelmente tem a ver com a decoração ou com o tipo de carta que, numa altura em que Lisboa está em constante mudança, já não trazem nada de novo. Não me levem a mal: o Guilty é um restaurante icónico, mas sinto que o facto de não se diferenciar o está a prejudicar. Pode ter sido o primeiro deste género, mas como qualquer pioneiro precisa de desbravar novos caminhos para se manter relevante.

 

Ao contrário do que eu estava à espera, apesar de ter preços exagerados, a comida é bastante boa. Comecei a refeição com o melhor, o Rolinho Guilty, composto por massa de pizza, selecção especial de queijos, presunto e pasta de trufa preta. É uma excelente entrada e gostei tanto que teria comido vários como prato principal. Mas optei por experimentar uma das saladas da carta e a Salada de Salmão pareceu-me a mais fresca. Leva alface, rúcula, salmão marinado em vinho do porto branco, cebola roxa, tomate cereja, queijo feta, ovo cozido e molho de aneto. Gostei muito, achei apenas que o salmão marinado em vinho do porto fica demasiado doce e um pouco enjoativo.

 

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Para a mesa vieram também umas Asinhas de Frango, uma Pizza Tex-Mex (chili com carne, queijo cheddar, guacamole e pico de gallo) e uma Pita Guilty (peito de frango panado, manga, abacate, tomate cereja, cebola roxa, alface, malagueta vermelha e molho picante). Segundo o Guilherme e a Ana, eram ambos bastante bons. Eu provei um pouco da pizza e achei que era comida mexicana no seu melhor.

 

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Como vos disse, as doses são grandes e já estávamos todos satisfeitos, mas decidimos pedir duas sobremesas para dividir pelos três. Gostei bastante do Crumble de Maçã com Gelado de Baunilha, mas confesso que esperava mais da Pannacotta, embora tenha gostado do facto de ser acompanhada por morangos frescos em vez de compota.

 

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Resumo das minhas suspeitas: umas coisas confirmam-se, outras não. O Guilty não é um restaurante para ir todos os meses, mas pode ser uma boa opção para uma ocasião especial. Se quiserem uma refeição mais calma, então recomendo que escolham um dia de semana; caso prefiram um dia de festa, não podem perder as Noites Guilty às quintas, sextas e sábados.

 

Quase de certeza que conhecem este restaurante, mas contem-me: já experimentaram? Se sim, o que acharam?

 

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