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Rita da Nova

Seg | 16.08.21

Everything I Know About Love, Dolly Alderton

Ora aqui está um livro que percorreu tudo o que é Internet e esteve em todas as pilhas de livros para ler das pessoas que acompanho (e em cuja opinião confio bastante). Confesso que nunca tive uma vontade muito grande de o ler, apesar de saber que provavelmente iria gostar, mas a situação mudou depois de ler Ghosts e, sobretudo, depois de começar a ouvir audiolivros. 

 

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Everything I Know About Love é um livro de memórias, na lógica das crónicas que foi escrevendo para a coluna do Sunday Times quando estava na casa dos vinte. Nele, Dolly Alderton vai contando diferentes episódios da vida dela, desde a adolescência até à entrada nos trinta, onde o tema central é o amor. O amor romântico, claro, em forma de encontros, paixões, flirts e casamentos de amigas; mas também o amor que dá força a amizade, que cria uma rede de suporte grande quando estamos a passar por fases mais complicadas. 

 

It was at this time that I was reminded of the chain of support that keeps a sufferer afloat – the person at the core of a crisis needs the support of their family and best friends, while those people need support from their friends, partners and family. Then even those people twice removed might need to talk to someone about it too. It takes a village to mend a broken heart.

 

É complicado contar-vos exactamente o que podem encontrar neste livro, visto que os textos têm todos formatos e abordagens completamente diferentes – uns são listas, outros são episódios por que Dolly passou, outros são receitas que acompanham bem certas partes do livro (e, consequentemente, certas fases da vida da autora). Uma coisa é certa: se forem uma mulher na casa dos vinte (idealmente a chegar aos trinta), irão identificar-se com vários dos capítulos. 

 

Em resumo, adorei. Como já tenho dito, ter os autores a narrar os próprios livros torna a experiência ainda mais próxima e nada como ouvir estas histórias com a pronúncia british que caracteriza Dolly Alderton. Emocionei-me bastante em alguns momentos, sobretudo aqueles que exploram a importância de ter amigas mulheres e dessas mulheres serem uma fonte de amor e apoio incondicional, sem competição. Relacionei-me com bastantes textos, principalmente os que falam sobre envelhecer e passar dos vinte para os trinta (estou quase, caraças!). 

 

I didn’t want to be weird about turning thirty. Being weird about turning thirty is a cliché. It’s not feminist, it’s not cool, it’s not modern or progressive. It’s heteronormative, it’s hysterical, it’s bourgeois, it’s suburban. It’s very predictable. It’s too Rachel Green. It’s princessy, precious and completely pathetic. I didn’t want to be any of those things. 

 

No fundo, demorei a lê-lo (ouvi-lo, no caso), mas percebi porque é que toda a gente dizia tão bem dele. Se ainda não lhe pegaram, não sejam como eu e resolvam isso o quanto antes! Como sei que vão perguntar… sim, está traduzido para português, por isso não há desculpa. Quem leu, o que tem a dizer? 

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