urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanovaRita da NovaritadanovaLiveJournal / SAPO Blogsritadanova2020-06-05T08:00:00Zurn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:167292Rita da Nova2020-06-05T09:00:00#BlackLivesMatter e livros sobre o tema2020-06-04T17:27:42Z2020-06-04T17:27:42Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Como é que posso ajudar? É a pergunta que não me tem saído da cabeça. Como é que eu, do alto do privilégio de ser uma mulher branca, sem problemas na vida, posso ajudar? Confesso que andei dias a matutar nisto e depois, ao olhar para as estantes da sala, tudo fez sentido.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 715px; padding: 10px 10px;" title="806D8F37-02FE-4131-8BA3-E1E150AE7220.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G7618cc95/21825926_Itek5.jpeg" alt="806D8F37-02FE-4131-8BA3-E1E150AE7220.jpg" width="715" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Uma das coisas que sei que posso fazer é partilhar fontes de informação e conhecimento para ajudar aqueles que não sabem bem o que dizer ou pensar sobre um problema de séculos. Desenganem-se os que acham que isto é uma luta de um grupo específico de pessoas - isto é uma luta de todos.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Não leio muita não-ficção, como vocês sabem, mas todos os livros que vos sugiro neste post são demasiado inspirados na realidade para serem postos de lado neste momento. Todos eles me ajudaram a ter noção de muitas coisas: do privilégio de ser branca, da realidade tão diferente que outras pessoas vivem, das coisas a que têm que se sujeitar para terem uma vida minimamente decente. Espero que vos sejam úteis, também:</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <em>Born a Crime</em>, Trevor Noah (<a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/os-livros-da-rita-born-a-crime-trevor-111104" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">book review</span></a>)</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <em>To Kill a Mocking Bird</em>, Harper Lee</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <em>I Know Why The Caged Bird Sings</em>, Maya Angelou (<a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/os-livros-da-rita-i-know-why-the-caged-92748" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">book review</span></a>)</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <em>Gather Together In My Name</em>, Maya Angelou</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <em>Purple Hibiscus</em>, Chimamanda Ngozi Adichie (<a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/os-livros-da-rita-purple-hibiscus-122409" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">book review</span></a>)</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <em>Americanah</em>, Chimamanda Ngozi Adichie (<a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/os-livros-da-rita-americanah-115054" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">book review</span></a>)</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <em>The Color Purple</em>, Alice Walker (<a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/os-livros-da-rita-the-color-purple-150577" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">book review</span></a>)</span></p>
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<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Que livros sentem que falta nesta lista? Sei que ainda está muito incompleta e que há muitos livros que ainda posso ler para me informar mais sobre o tema!</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:166957Rita da Nova2020-06-03T09:00:00Os livros da Rita // Sharp Objects, Gillian Flynn2020-06-02T12:55:09Z2020-06-02T12:55:09Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Gillian Flynn é rainha do <em>thriller</em> e dos <em>plot twists</em>. Ainda não tinha lido nada dela, mas tinha visto a adaptação ao cinema de <em>Gone Girl</em> e lembro-me de ficar presa. Peguei finalmente no <em>Sharp Objects</em>, o primeiro livro da autora, a propósito do tema de Junho d’Uma Dúzia de Livros - um livro adaptado ao cinema ou televisão. Andava há que tempos para ver a série na HBO, mas não queria fazê-lo antes de ler o livro.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 963px; padding: 10px 10px;" title="97593D6C-82E6-475E-847D-0E511E3EB15E.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G7618f318/21823879_qwOQz.jpeg" alt="97593D6C-82E6-475E-847D-0E511E3EB15E.jpg" width="963" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">A premissa é aparentemente simples: Camille Preaker, repórter num jornal em Chicago, é enviada para Wind Gap, onde nasceu e cresceu, para cobrir o assassinato de uma rapariga e o desaparecimento de outra. Isso faz com que fique provisoriamente em casa da mãe, com quem não mantinha contacto. Camille confronta-se de novo com coisas que preferiu esconder e evitar: a morte da irmã mais nova há uns anos, a personalidade neurótica da mãe, a irmã mais nova que entretanto nasceu de outro pai, uma infância difícil e conturbada.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<blockquote>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Sometimes I think illness sits inside every woman, waiting for the right moment to bloom. I have known so many sick women all my life. Women with chronic pain, with ever-gestating diseases. Women with conditions. Men, sure, they have bone snaps, they have backaches, they have a surgery or two, yank out a tonsil, insert a shiny plastic hip. Women get consumed.</em></span></p>
</blockquote>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Camille rapidamente percebe que, para deslindar os crimes, terá que voltar a ligar-se à família, à cidade onde nasceu e a toda a bagagem emocional que isso acarreta. Mais do que ser um livro sobre assassinatos e desaparecimentos, <em>Sharp Objects</em> é um livro sobre crescer numa família tóxica: sobre a maternidade e sobre afirmar o nosso domínio através do acto de ter e cuidar de filhos.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Não gostei apenas do tema, gostei também da forma crua como está escrito e da forma como Gillian Flynn nos vai dando informações ao longo do livro - nunca demasiado depressa, sempre no momento certo para irmos percebendo o que se passa ao mesmo tempo que a personagem principal. Fiquei muito fã da forma como escreve e talvez dê uma oportunidade a outros livros dela - qual recomendariam para continuar?</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Quem desse lado já leu este livro e/ou viu a série? Vou começar a ver a série rapidamente, para depois poder comparar!</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">_________</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Sharp Objects </em>por Gillian Flynn</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Avaliação:</strong> 9/10</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:166891Rita da Nova2020-06-02T09:00:00Música para o mês // Junho2020-06-01T16:25:44Z2020-06-01T16:25:44Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Assim de repente, chegamos a meio do ano. Não preciso de dizer o quão atípico está a ser, acredito que todos vocês sintam o mesmo que eu. O conceito de passagem de tempo normalmente já é complicado de definir - às vezes acelera, outras abranda e nem sempre é coerente -, nesta fase que vivemos torna-se ainda mais imprevisível. Para mim, Maio passou num instante, mas nem por isso foi fácil. Achei que traria uma tranquilidade e confiança no futuro, mas não sinto que isso tenha acontecido como esperava.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 800px; padding: 10px 10px;" title="PLANOS-JUNHO.png" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gf318766d/21823132_GFNZW.png" alt="PLANOS-JUNHO.png" width="800" height="800" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Para mim, Junho ainda vai ser um mês de estar por casa ou perto dela. Felizmente tenho a possibilidade e liberdade de continuar a trabalhar remotamente - nem sei se conseguiria ir já para um escritório fechado, confesso. Por outro lado, já encontrei a minha rotina por casa e acho que vai ser complicado voltar a mudar toda a minha vida. Por isso mesmo, a música para este mês é um pouco menos animada do que a de Maio, mas talvez tenha o mesmo nível de esperança que tudo corra bem.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/jqhgXAGP4Ho" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>I know it's hard</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Only you and I</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Is it all for me?</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Because I know it's all for you</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>And I guess, I guess</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>It is only you, are the only thing I've ever truly know</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>So I hesitate, if I can act the same</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>For you</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>And my darlin', I'll be rooting for you</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>And my darlin', I'll be rooting for you</em></span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">London Grammar ajudam-me a concentrar-me no trabalho e, admito, têm aquela <em>vibe </em>meio para baixo de que eu tanto gosto. Para além disso, as letras bonitas e a voz incrível da Hannah Reid fazem com que volte sempre a esta banda. E acho que esta música resume exactamente como acho que vou continuar a sentir-me nos próximos tempos: tem uma letra esperançosa, mas uma melodia triste - porque nem sempre tudo tem que ser coerente, não é mesmo?</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Que música dedicariam a Junho e como vai ser a vossa rotina este mês?</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:166478Rita da Nova2020-05-26T11:32:00Os livros da Rita // Harry Potter and the Order of the Phoenix, J. K. Rowling2020-05-26T10:32:40Z2020-05-26T10:32:40Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Eu sei, eu sei, eu sei. Há muito tempo que não dava novidades do meu progresso na saga Harry Potter, mas a verdade é que estive uns meses sem avançar. Andei a ler outras coisas durante algum tempo e agora regressei para ler <em>Harry Potter and the Order of the Phoenix</em>. É o maior livro de todos e acompanha o quinto ano em Hogwarts, um ano de muitas mudanças e de crescimento para quase todas as personagens.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 963px; padding: 10px 10px;" title="5BED678E-8DEA-489C-AEFC-71BFC4FF2FDA.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gb118b793/21818180_05NwW.jpeg" alt="5BED678E-8DEA-489C-AEFC-71BFC4FF2FDA.jpg" width="963" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Tenho a certeza que haverá pessoas como eu desse lado, pessoas que passaram ao lado do universo Harry Potter durante anos e, por respeito, vou tentar não deixar aqui s<em>poilers</em>. Mas uma coisa é certa: este foi o livro que mais me fez odiar a personagem principal, o próprio do Harry. Nunca foi o meu favorito e acho que é, provavelmente, o menos interessante de todos - gosto bem mais da Hermione, do Ron (de toda a família Weasley, na verdade), do Hagrid, da McGonnagall, do Dumbledore, do Snape, do Sirius… até do Voldemort! Todas estas personagens têm uma evolução bem mais notória e credível do que o miúdo da cicatriz.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Seja como for, gostei de muita coisa neste livro: do facto de se sair mais de Hogwarts e nos aproximarmos da vida política no mundo da magia, com o confronto entre <em>Death Eaters</em> e a <em>Order of the Phoenix</em>, da perspectiva do Snape relativamente ao que foi crescer naquela escola, do aparecimento da Luna Lovegood (adoro-a!) e do protagonismo que o Neville ganha. Acima de tudo, adorei que não tivesse capítulos exaustivos a descrever jogos e torneios de Quidditch porque, convenhamos, é uma tremenda seca e não acrescenta nada de novo - aliás, no quarto e no quinto volume, a J. K. Rowling arranja forma de afastar o Harry do campeonato e eu acredito que seja porque já não conseguia inventar mais descrições.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<blockquote>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>The mind is not a book, to be opened at will and examined at leisure. Thoughts are not etched on the inside of skulls, to be perused by an invader. The mind is a complex and many-layered thing.</em><br /></span></p>
</blockquote>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Com <em>Harry Potter and the Order of the Phoenix </em>aconteceu-me uma coisa que só me tinha acontecido com o primeiro - fiquei cheia de vontade de pegar logo de seguida no próximo. Lá está, os livros estão a ficar mais adultos e a agarrar-me cada vez mais por isso. Mas controlei-me e avancei antes para a minha leitura de Junho d’Uma Dúzia de Livros e, quando terminar, logo regresso a Hogwarts.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">No entanto, vi o filme logo de seguida para continuar no <em>mood</em>. Como em quase todas as adaptações de livros, achei que faltam ali detalhes importantíssimos para se perceber a história e a ligação entre acontecimentos. Quem só tiver visto os filmes não vai entender todo o meu desabafo acerca do Harry, parece-me sempre que nas adaptações fazem dele ainda mais armado em herói do que ele já tem tendência para ser.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Em resumo, estou a gostar cada vez mais desta aventura de ler Harry Potter em idade adulta. Se, por um lado, tenho pena de ter sido uma criança <em>snob </em>e ter rejeitado ler os livros nessa altura, por outro sei que agora tenho um discernimento e uma capacidade de análise muito diferentes - o que torna esta leitura muito melhor. Desse lado, o que me têm a dizer sobre este 5º volume? </span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">_________</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Harry Potter and the Order of the Phoenix </em>por J. K. Rowling</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Avaliação:</strong> 8/10</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:166360Rita da Nova2020-05-22T09:00:00Uma Dúzia de Livros // Junho: um livro adaptado ao cinema ou televisão2020-05-21T14:42:06Z2020-05-21T14:42:06Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Mesmo sendo 2020 um ano tão estranho, o tempo parece continuar a passar à velocidade da luz e, de repente, já estamos a preparar-nos para a sexta leitura d’Uma Dúzia de Livros! Não sei quanto a vocês, mas tenho gostado até mais dos temas deste ano, são um pouco mais fora do habitual. O de Junho, em particular, foi um daqueles em que tive mais dificuldade em escolher, mas não porque tinha pouca variedade cá em casa - exactamente pelo contrário.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1280px; padding: 10px 10px;" title="jonas-leupe-xAuQY9Vof24-unsplash.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G24173c89/21814015_INzw2.jpeg" alt="jonas-leupe-xAuQY9Vof24-unsplash.jpg" width="1280" height="854" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Mas comecemos pelo início: o tema do mês que se aproxima é <strong>um livro adaptado ao cinema ou televisão </strong>e, não sei se é de mim, ou cada vez mais vejo séries e filmes que foram inspirados em livros. E sim, na maioria das vezes sou da opinião que os livros são melhores com os filmes ou as séries. Ainda assim, tenho tido boas surpresas ultimamente - <em>Big Little Lies</em> (de que já falei aqui) e <em>Normal People</em> estão extramemente bem adaptados a televisão. </span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Se estão ainda à procura do que ler em Junho, deixo-vos aqui algo que pode ajudar: um artigo da Stylist com <a href="https://www.stylist.co.uk/books/best-tv-series-based-on-books/257054" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">as melhores 28 séries inspiradas em livros</span></a> e uma lista Goodreads com <a href="https://www.goodreads.com/list/show/31274.All_Books_that_Inspired_into_Movies_" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">todos os livros que inspiraram filmes</span></a> - em ambas descobri alguns que não fazia ideia terem um livro como base! Eu já escolhi: vou ler <em>Sharp Objects</em>, da Gillian Flynn. Tenho a série pendente há imenso tempo porque quero ler o livro primeiro!</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">E vocês, já decidiram ou ainda vão fazer umas pesquisas?</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:166042Rita da Nova2020-05-15T08:39:00Parabéns, Coisa Boa!2020-05-14T18:28:36Z2020-05-15T07:39:08Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Cá estás tu, pronto para abraçar mais um ano. Sei que este que passou e especialmente os últimos meses foram complicados, mais para ti do que para mim, na verdade. Sei o quanto precisas de ser do mundo, de andar por aí a fazer as pessoas rir. Espero ter conseguido mostrar-te, nestes dias, que sim - que tens a capacidade natural de fazer os outros rir (só não me peças para rir de trocadilhos parvos, que até o amor tem limites).</em></span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="89AF66B1-8B22-4247-B0E8-B6711CE8E653.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ged17cd0b/21808320_6vFr9.jpeg" alt="89AF66B1-8B22-4247-B0E8-B6711CE8E653.jpg" width="720" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Mas estar tanto tempo contigo ultimamente - como já não estávamos desde que começámos a namorar - fez-me perceber que essa não é a única capacidade natural que tens. Também tens um jeito muito próprio de cuidar daqueles que amas. Eu sempre o soube, mas parece que precisei de chegar a um cenário apocalíptico para realmente notar isso nos pequenos gestos do dia-a-dia. Nas laranjas que descascas por mim porque sabes que odeio ficar com o cheiro nas mãos. Em todas as vezes que me ajudaste a regar as plantas e partilhaste a felicidade de ver folhinhas novas a crescer. De todas as sextas-feiras em que foste comigo à associação, tratar dos gatinhos. Nos abraços que sabes que preciso ainda antes de eu pedir.</em></span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Desejo mesmo que este teu novo ano não seja como estes últimos meses, porque sei que o mundo também precisa um bocadinho de ti nele. Parabéns, Coisa Boa. </em><span class="s1">❤️</span></span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:165674Rita da Nova2020-05-13T09:00:00MEG // Como é ser voluntária com gatos2020-05-12T16:52:11Z2020-05-12T16:52:11Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Depois de um primeiro post que escrevi aqui <a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/meg-tornei-me-voluntaria-145572" target="_blank" rel="noopener">quando me tornei voluntária no <span class="s1">MEG (Movimento de Esterilização de Gatos)</span></a> e de partilhas que fui fazendo no Instagram, algumas pessoas ficaram curiosas sobre a experiência de dar um bocadinho do meu tempo aos gatinhos da associação. Tanto que foi um dos temas mais pedidos quando andei a questionar o que gostariam de ver por cá. Pois bem, hoje venho então contar-vos como é estar rodeada de gatinhos e o que faço pelo MEG.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1280px; padding: 10px 10px;" title="6176B51A-43DB-4186-B897-52E40089AE66.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G9217b35c/21805880_LzlS8.jpeg" alt="6176B51A-43DB-4186-B897-52E40089AE66.jpg" width="1280" height="853" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Primeiro é importante que saibam que o MEG faz muitas coisas, pelo que acolher animais no abrigo é apenas uma delas. Essencialmente, o objectivo é controlar o aparecimento de ninhadas de rua e isso só se consegue através da esterilização. Embora eu nunca tenha participado nesse processo, sei que implica tentar capturar gatos, levá-los para serem esterilizados e depois tomar uma decisão: se forem completamente silvestres e estiverem saudáveis, são devolvidos às colónias onde vivem e onde serão certamente mais felizes - afinal, foi na rua que sempre estiveram. Se forem dóceis e com potencial de serem adoptados e/ou estiverem doentes, então são recolhidos.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">É essencialmente neste ponto em que entro: todas as sextas-feiras vou até ao abrigo para tratar dos gatos que lá estão. Isso inclui limpar cocós (muitos!), dar-lhes comida e água, limpar as jaulas dos que têm que estar separados por algum motivo, dar medicações se necessário, limpar o espaço e, acima de tudo, ajudar a socializar os bichitos. Brincar com eles, tentar dar-lhes festas, tentar perceber a personalidade deles para ser mais fácil explicar como são na altura de serem adoptados.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<div style="max-width: 900px; padding: 10px; margin: 10px auto; display: grid; grid-template-columns: repeat(auto-fill, minmax(300px, 1fr)); grid-gap: 20px; align-items: normal;"><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bdc17df7f/21805881_sjEEN.jpeg" /><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4217dfc6/21805882_aOfaN.jpeg" /></div>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1280px; padding: 10px 10px;" title="3.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G83185fcb/21805889_7eaKN.jpeg" alt="3.jpg" width="1280" height="853" /></p>
<p> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Fazer a escala às sextas-feiras é uma das coisas que me dá mais prazer no trabalho que faço com o MEG, uma vez que são algumas horas em que não estou a pensar em nada em concreto (nem trabalho, nem problemas, nada) e estou apenas a aproveitar o meu tempo para descontrair e estar com os gatinhos. Muitas vezes ponho uma musiquinha a tocar e, acreditem, os gatos também parecem gostar!</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Para além disso, há outras coisas que os voluntários normalmente fazem, como participar em recolhas de bens essenciais (que vamos retomar quando pudermos sair à rua, não é?), levar gatos ao veterinário ou acolhê-los em FAT - família de acolhimento temporário. Aliás, foi assim que a Bagheera veio cá para casa e depois acabou por ficar.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="BC74BB83-3416-472D-A4F2-D3C9016952B2.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B591855fa/21805891_cifD1.jpeg" alt="BC74BB83-3416-472D-A4F2-D3C9016952B2.jpg" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="ffff.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1718d176/21805892_hUhe4.jpeg" alt="ffff.jpg" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Acho que é isto! Espero que tenham gostado de saber um pouco mais e, confesso, tenho esperança que vos dê vontade de usarem um bocadinho do vosso tempo livre para fazer companhia a animais ou pessoas que precisem. Se não puderem, saibam que há sempre formas de ajudar, nomeadamente através de donativos em bens como comida, areia, materiais de limpeza (usam-se muitos rolos de cozinha!) ou resguardos.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Se quiserem ir conhecendo os gatos que temos para adopção, é acompanharem o MEG no <a href="https://www.facebook.com/MEGEALx/" rel="noopener"><span class="s1">Facebook</span></a> e <a href="https://www.instagram.com/meg_lx/" rel="noopener"><span class="s1">Instagram</span></a>.</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:165386Rita da Nova2020-05-08T09:00:00Os livros da Rita // Eliete, Dulce Maria Cardoso2020-05-07T11:59:25Z2020-05-07T11:59:25Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Eu já sei o que estão a pensar: leram “Dulce Maria Cardoso” no título e têm a certeza de que me vou desfazer em elogios. Estão errados? Não, não estão. O tema deste mês d’Uma Dúzia de Livros é um livro português e eu vi isso como uma desculpa para ler finalmente <em>Eliete</em>, o livro mais recente da autora. Foi uma das minhas compras na Feira do Livro do ano passado e ainda não tinha tido tempo para lhe pegar.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="21482312_Znegk.jpeg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G7018ce8f/21800824_e7rmZ.jpeg" alt="21482312_Znegk.jpeg" width="720" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Eliete</em> conta a história de uma mulher com esse nome, que chegou agora à meia-idade e se depara com aquilo a que podemos chamar de “vida normal”. Aliás, é mesmo esse o subtítulo do livro - “a vida normal”. O pai de Eliete morreu cedo e essa é uma sombra que paira sempre na narrativa, já que é uma das coisas que define aquilo que a personagem é. Mas não só essa relação: também a relação atribulada com a mãe, o sentimento de dívida que tem para com a avó paterna que adoece, o relacionamento insípido que tem com o marido e uma barreira invisível que não consegue ultrapassar relativamente às duas filhas.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<blockquote>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Na meia-idade, o tempo das escolhas já tinha passado, escolher pertencia à adolescência, ao início da idade adulta, ia para ciências ou humanidades?, experimentava drogas?, fazia ou não a vontade da pila do Marco? Aceitava um emprego de merda ou esperava por aquele que merecia?, ia viver ou não com o Jorge?, deixava ou não de tomar a pílula?, a adrenalina da escolha, a angústia da tomada de decisão pertenciam a um passado remoto. Agora já nada havia para escolher, nem para decidir, a vida estava embalada, não era fácil travá-la, não era fácil desembrulhá-la. </em></span></p>
</blockquote>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Dulce Maria Cardoso fala-nos da meia-idade que se vive nos dias de hoje, com o Facebook e o Tinder como ferramenta para lidar com eventuais frustrações amorosas, por exemplo. Ainda não tinha lido um livro dela que falasse directamente dos dias de hoje e que capturasse tão bem a essência do que é envelhecer nesta era da tecnologia. E mesmo que eu ainda não esteja nesta altura da minha vida, consegui relacionar-me muito com o livro porque conheço pessoas próximas que viveram momentos muito semelhantes aos que Eliete vive neste livro.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Pelo que sei, é apenas o primeiro volume da história de Eliete - até porque o final nos deixa com uma descoberta estranha (e incrível ao mesmo tempo) e sei que quem leu vai precisar muito de ter mais desenvolvimentos neste enredo. E eu fico feliz porque sei que Dulce Maria Cardoso estará algures a escrever um livro maravilhoso - como sempre.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Impressões sobre <em>Eliete</em>, quem tem? Quero saber o que acharam!</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">_________</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Eliete </em>by Dulce Maria Cardoso</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Avaliação:</strong> 8,5/10</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:165313Rita da Nova2020-05-05T09:00:00Os livros da Rita // A Morte do Pai, Karl Ove Knausgård2020-05-04T17:12:09Z2020-05-04T17:12:09Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Lembro-me perfeitamente da primeira vez que ouvi falar do Karl Ove Knausgård: estávamos numa edição do meu workshop de Escrita Criativa e os livros dele foram tema. Confesso que não sigo muito a literatura nórdica, mas fiquei logo interessada em conhecer um bocadinho mais sobre a obra dele - sobretudo o conjunto de 6 livros a que chamou “Min Kamp” (A Minha Luta).</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" title="21060372_4Fdva.jpeg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G0e18cbe0/21797386_gBA05.jpeg" alt="21060372_4Fdva.jpeg" width="960" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Comprei o primeiro volume - <em>A Morte do Pai</em> - na Feira do Livro de há dois anos, mas foi ficando por ler. Até que a quarentena chegou, eu estou a despachar livros a uma velocidade superior ao normal e decidi pegar-lhe. O que me atraiu foi a crueza que usa para falar da sua própria vida e, neste volume em específico, como a relação com o pai o afectou. O livro é autobiográfico, mas não necessariamente cronológico porque é importante irmos tendo estes contrapontos entre o Karl Ove da adolescência e o Karl Ove da idade adulta.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Gostei muito do conceito do livro, mas confesso que não tanto da concretização. Não sei se foi a tradução, mas houve partes em que ele perdeu completamente o meu interesse - explorou demasiado a vida de adolescência dele, a relação com a música, mas não consegui criar empatia com essa parte da história. Achei-o aborrecido em certas partes, até. No entanto, a partir do momento em que o pai de Karl Ove morre, consegui criar uma ligação com ele e com aquilo por que estava a passar.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">O livro está escrito de uma forma bastante fria, mesmo quando fala de sentimentos e isso é algo que facilmente se atribui à escrita nórdica. Ainda assim, na segunda metade do livro, tem momentos profundamente emocionais e eu assei fascinante como é que se consegue ser as duas coisas ao mesmo tempo - distante, mas empático. <em>A Morte do Pai</em> ainda não me convenceu a 100%, mas pelo sim, pelo não, tenho cá o segundo volume traduzido para inglês e hei-de pegar-lhe brevemente para tirar as teimas.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Desse lado, quem já leu algo de Karl Ove Knausgård? O que acharam?</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">_________</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>A Morte do Pai </em>by Karl Ove Knausgård</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Avaliação:</strong> 7,5/10</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:164978Rita da Nova2020-05-01T09:00:00Música para o mês // Maio2020-04-30T10:46:29Z2020-04-30T10:46:29Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Olá, Maio! Acho que nunca estive tão ansiosa pela chegada de um novo mês - e não porque tenha alguma coisa de especial para fazer, mas porque sinto que Maio vai trazer uma vaga de tranquilidade de que já estamos a precisar. Bem sei que ainda é preciso ter muitos cuidados e que nada está garantido, mas só o facto de a vida começar lentamente a voltar ao normal já me dá algum alento.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="PLANOS-MARÇO.png" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G2417dd76/21791326_CwSWM.png" alt="PLANOS-MARÇO.png" width="720" height="720" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Maio é também o mês em que faz um ano que esta rubrica mudou de formato. Quem acompanha o blog há mais tempo saberá que já teve várias ideias: primeiro era só um resumo do mês que passou e uma lista de planos que tinha para o mês que entrava, depois passou a ser uma lista de três coisas e, mais recentemente, um verbo para ditar o rumo do mês. Faço por mudar estes posts de ano a ano e, sem mais demoras (e como já perceberam pelo título), aqui fica o novo formato:</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Uma música para o mês. Uma música que represente o espírito e aquilo que desejo para os dias que estão a chegar. E não poderia deixar de ser uma mensagem de esperança e de vontade que tudo corra bem.</span></p>
<p class="p2" style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Wxu02vp_Vm0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Let's make this happen, girl</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>We're gonna show the world that something good can work</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>And it can work for you</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>And you know that it will</em></span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Let's get this started, girl</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>We're movin' up, we're movin' up</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>It's been a lot to change, but you</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Will always get what you want</em></span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Oiço sempre esta música em dias importantes para mim - no começo de um novo trabalho ou projecto, num dia de mudança de casa, etc. Pela letra e o ritmo, lembra-me sempre que tudo vai correr bem e que vou conseguir que tudo resulte para mim. Neste caso, é o que desejo a todos nós neste mês de Maio - que algo de bom aconteça.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">E vocês? Se tivessem que dedicar uma música a Maio, qual seria?</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:164860Rita da Nova2020-04-28T09:00:00Fazer tempo para ler 2020-04-27T16:50:12Z2020-04-27T16:50:12Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Continuo nesta caminhada de escrever por aqui alguns posts com temas que vocês sugeriram <a href="https://www.instagram.com/ritadanova/" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">lá no Instagram</span></a>. Uma coisa que me perguntam algumas vezes é: <em>como é que tens tanto tempo para ler? </em>Bom, começo por dizer que provavelmente tenho o mesmo tempo que a maioria de vós, por isso não é tanto uma questão de ter tempo para ler, mas mais de fazer tempo para ler.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="A8433518-92DE-4649-A429-5BEE1E1CA43A.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G6018714b/21787891_5HoLZ.jpeg" alt="A8433518-92DE-4649-A429-5BEE1E1CA43A.jpg" width="720" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Mais uma vez, aquilo que aqui escrevo é o que sei que resulta para mim e dentro da minha rotina. Por exemplo: eu não ando de transportes públicos, mas quando andava reservava esse tempo para a leitura. Agora é um bocadinho difícil ler e conduzir ao mesmo tempo, por isso guardo esse tempo de leitura para a hora de almoço - como tenho companhia da minha Joana para ler, torna-se mais fácil. Isto, claro, assumindo que estamos em tempos fora da quarentena.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Se calhar, o melhor mesmo é deixar-vos algumas sugestões para melhorar ou implementar novos hábitos de leitura nos dois cenários - em quarentena e na vida normal.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 12pt;">Ler na vida “normal”</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Não sei se me consigo bem lembrar de como era, mas sei que havia algumas dicas importantes:</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <strong>Andar sempre com um livro.</strong> Parece clichê, mas se não andarem sempre com um livro atrás, não vão conseguir aproveitar oportunidades que vão surgindo no vosso dia para ler. Quando trabalho no escritório, costumo deixar lá sempre um livro para ler nas horas de almoço, por exemplo.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <strong>Aproveitar “tempos mortos” para ler. </strong>Seja uma fila de espera, uma pausa num jardim ou 10 minutos entre uma coisa e outra. Acredito que 5 minutos de leitura são melhores do que nenhum, por isso toca a aproveitar melhor o tempo!</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <strong>Menos um episódio, mais um capítulo. </strong>Cá em casa temos o hábito de ver séries às refeições e ler a seguir ao jantar. Isto faz com que consigamos conjugar as duas coisas, sem sentirmos que estamos a abrir mão de uma delas.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="2019-06-16 04.34.57 1.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gae18fdda/21787892_ZMc8c.jpeg" alt="2019-06-16 04.34.57 1.jpg" width="720" height="960" /></p>
<p> </p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 12pt;">Ler em tempos de quarentena</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Aqui as coisas ficam mais estranhas, as rotinas mudaram todas e os hábitos de leitura também. Aqui vão algumas coisas que têm resultado comigo:</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <strong>Ler nas horas em que estaria no trânsito.</strong> Não aplico de manhã, mas tento usar o tempo entre deixar de trabalhar e jantar para ler. Normalmente estaria uns 45 minutos no trânsito para regressar a casa, por isso agora tento usar esse tempo para ler.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <strong>Dedicar um dos dias do fim-de-semana à leitura.</strong> Para mim costuma ser o domingo porque o Guilherme vai trabalhar e a casa fica silenciosa. Chego a fazer grandes maratonas de leitura se o livro estiver a puxar por mim. Caso não esteja, vou fazendo mais pausas, mas não deixo de ler.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <strong>Manter a leitura pós-jantar. </strong>Nestes tempos de quarentena deixei de treinar logo de manhã e passei a fazê-lo à hora de almoço ou ao fim do dia. Isso significa que acordo mais tarde e, consequentemente, me deito mais tarde também. Logo, não tendo tanto sono à noite, tenho aproveitado para ler depois do jantar (primeiro no sofá e, algumas vezes, também na cama).</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="IMG_9710.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gcf183de6/21787893_7Tmon.jpeg" alt="IMG_9710.jpg" width="720" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Espero que estas sugestões sejam úteis para vocês. Se só puderem levar uma mensagem deste post, eu gostava que fosse esta: conseguimos sempre fazer tempo para ler. Provavelmente temos que abdicar tempo de outras coisas, como ver séries - mas, se quisermos mesmo ler mais, é uma escolha que não vai custar nada! E agora quero que me contem também sobre os vossos hábitos de leitura e como fazem tempo para ler!</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:164442Rita da Nova2020-04-24T09:00:00Uma Dúzia de Livros // Maio: um livro português2020-04-22T16:35:38Z2020-04-22T16:35:38Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Chegámos a Maio e o Uma Dúzia de Livros vai ser regido por um tema que tem tanto de abrangente como de fascinante - <strong>um livro português</strong>. Ou seja, não apenas ler em português, mas honrar os nossos autores e conhecer melhor o que têm para nos oferecer.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" title="dulce-maria-cardoso.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G76173026/21779910_RiDn1.jpeg" alt="dulce-maria-cardoso.jpg" width="640" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Esqueço-me algumas vezes da riqueza literária que temos neste país e acabo por pôr livros de autores estrangeiros mais em cima na lista de coisas para ler - também vos acontece? Desta forma, achei que era importante ter um tema que nos levasse a descobrir novas coisas para ler em português.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Eu cá vou continuar a explorar a obra de Dulce Maria Cardoso, desta vez com o seu mais recente livro - <em>Eliete</em>. Comprei-o na Feira do Livro do ano passado e chegou a altura de pegar nele! Caso ainda não tenham um livro escolhido, deixo-vos aqui umas fontes de inspiração: revista Estante reuniu <a href="http://www.revistaestante.fnac.pt/os-12-melhores-livros-portugueses-dos-ultimos-100-anos/" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">os 12 melhores livros portugueses dos últimos 100 anos</span></a> e, no Diário de Notícias, têm uma lista com as <a href="https://www.dn.pt/artes/as-50-obras-essenciais-da-literatura-portuguesa-5140124.html" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">50 obras essenciais da língua portuguesa</span></a> - que inclui também poesia, ensaios e peças de teatro.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Já sabem qual vai ser a vossa companhia em português para este mês? Quero saber!</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:164253Rita da Nova2020-04-23T09:00:00Dia do Livro // Estante Cápsula2020-04-22T15:31:50Z2020-04-22T15:41:26Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Não celebro muitas efemérides, mas seria impossível passar ao lado deste Dia Mundial do Livro, já que os livros são uma parte tão fundamental da minha vida (parece que ainda mais nos dias que vivemos actualmente). Já houve um ano em que entrei no desafio da <a href="https://asofiaworld.com/" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">Sofia</span></a> a <a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/os-livros-da-rita-dia-mundial-do-livro-70114" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">propósito deste dia</span></a> e este ano é altura de participar no desafio criado pela <a href="https://asgavetasdaminhacasaencantada.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">Andreia</span></a>, chamado <strong>Estante Cápsula</strong>.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" title="haruki-murakami.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gc817e838/21779732_riDEQ.jpeg" alt="haruki-murakami.jpg" width="640" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">As regras são simples, mas o desafio é mais complicado do que parece. Imaginado que mudava de casa e a minha estante só tinha espaço para 4 autores e 3 livros, quais escolheria? Andei aqui às voltas durante algum tempo, mas lá me consegui decidir e “bloquear a resposta” nesta selecção:</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 12pt;">4 autores: Afonso Cruz, Haruki Murakami, Dulce Maria Cardoso & Sally Rooney</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">O meu racional foi um bocadinho batoteiro, mas pensei no seguinte: se escolher autores que ainda estão vivos e/ou têm uma bibliografia extensa, poderia ir lendo as suas obras e ter sempre coisas com que me entreter. Por isso escolhi dois autores portugueses que adoro (<a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/tag/afonso+cruz" target="_blank" rel="noopener">Afonso Cruz</a> e <a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/tag/dulce+maria+cardoso" target="_blank" rel="noopener">Dulce Maria Cardoso</a>) e dois estrangeiros (<a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/tag/haruki+murakami" target="_blank" rel="noopener">Murakami</a> e <a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/tag/sally+rooney" target="_blank" rel="noopener">Sally Rooney</a>). Há aqui um bocadinho de tudo, mas tentei sempre que fossem autores que gosto, claro, mas também que pudessem continuar a escrever - a Sally Rooney, por exemplo, está bastante em início de carreira e sei que vai dar ainda que falar.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<div style="max-width: 900px; padding: 10px; margin: 10px auto; display: grid; grid-template-columns: repeat(auto-fill, minmax(300px, 1fr)); grid-gap: 20px; align-items: normal;"><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G1617f547/21779721_WqRzk.jpeg" /><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G22173e47/21779722_KHnY9.jpeg" /></div>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1280px; padding: 10px 10px;" title="sally-rooney.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G7417f8d8/21779734_ypZQU.jpeg" alt="sally-rooney.jpg" width="1280" height="853" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 12pt;">3 livros: <em>A Little Life</em>, <em>A Sombra do Vento</em> & <em>Lolita</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Ok, aqui foi bastante mais complicado. O <a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/os-livros-da-rita-a-little-life-hanya-62564" target="_blank" rel="noopener">A Little Life</a>, da Hanya Yanagihara, entrou na estante e nunca mais saiu porque foi mesmo um dos livros que mais me marcou na vida - para além de que a capa é linda e leva-me directamente para Nova Iorque. Depois disso, andei às voltas - põe livro, tira livro, volta a por livro - e enfim, cheguei lá. Escolhi também <em>A Sombra do Vento</em>, de Carlos Ruiz Zafón, e <em>Lolita</em>, do Vladimir Nabokov.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1280px; padding: 10px 10px;" title="3-livros.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G091701f7/21779736_7ZLzY.jpeg" alt="3-livros.jpg" width="1280" height="853" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Estes três livros marcaram-me de formas diferentes e em fases diferentes da vida. <em>A Sombra do Vento </em>reforçou o meu amor aos livros e fez-me ter a certeza de que queria tê-los sempre por perto na vida. O <em>A Little Life </em>mostrou-me a beleza que há na tristeza e lembrou-me a importância dos episódios traumáticos para fazer de nós quem somos. E, por fim, o <em>Lolita</em> foi o primeiro livro a fazer-me duvidar da minha moralidade e a ver o lado pouco visto das histórias.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Para além destes quatro autores e três livros, ainda há espaço na minha estante cápsula para responder a algumas perguntas muito engraçadas - que, no fundo, só pretendem mostrar o tipo de pessoa que somos no que toca a livros:</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>> Para acompanhar a leitura…</strong> Nada! Preciso de concentração absoluta para ler, mas só em determinados momentos. Se estiver a andar de transportes, na praia ou numa esplanada, consigo concentrar-me sem problemas. Se estiver em casa, preciso de silêncio absoluto. Em ambos os casos, é raro estar a comer ou a beber algo enquanto leio.<span class="Apple-converted-space"> </span></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>> Sublinhar livros?</strong> O quê? NÃO! NUNCA! Prefiro fotografar as frases de que gostei e apontar num caderno mais tarde.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>> Uma personagem para tomar café?</strong> Miss Marple, que para mim é - de longe - a melhor protagonista criada pela Agatha Christie. Aparentemente meio baralhada, tem uma capacidade mental incrível e acho que iria ser muito interessante conversar com ela.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>> Team marcador de livro ou qualquer coisa serve para marcar a página?</strong> Algo no meio: não uso marcadores, mas também não acredito que qualquer coisa sirva. Vou mudando muito e uso normalmente coisas com significado: bilhetes de concertos ou espectáculos, entradas em museus ou atracções em viagem, post-its ou notas que alguém me deixou.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>> Um livro para reler?</strong> Toda a colecção do Cemitério dos Livros Esquecidos, do Zafón, da qual faz parte o incrível <em>A Sombra do Vento</em>, de que vos falei aqui.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>> Um livro que vos acompanha da infância?</strong> O incontornável <em>Diário de Anne Frank</em>. Foi um dos primeiros livros que me fez apaixonar pela leitura e perceber que ler não é sempre uma forma de entretenimento - às vezes pode também servir para nos deixar desconfortáveis e ver coisas que nunca tínhamos visto antes. Está nos meus planos relê-lo este ano, a propósito d’ Uma Dúzia de Livros.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>> Na mesa de cabeceira tenho…</strong> De momento estou a ler <em>A Morte do Pai</em>, de Karl Ove Knausgård. O primeiro de seis livros muito íntimos, sobre a vida do autor e sobre como as relações familiares o afectaram e o tornaram no homem que é hoje.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Percebi uma série de coisas engraçadas enquanto preparava este desafio. Por exemplo: tenho muitos mais livros do Murakami do que achava (não estão todos na fotografia) e vou mesmo precisar de usar esta quarentena para organizar os livros que tenho nalguma ordem específica. Mudámos para esta casa há pouco mais de um ano e, na altura, basicamente atirámos os livros sem ordem para as estantes, mas dei por mim a perceber que não faço ideia onde estão os meus livros, tenho sempre que procurar imenso.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Por isso, vou ali pôr mãos à obra e no entretanto quero saber qual seria a vossa resposta a este desafio! Vamos lá falar sobre livros, especialmente hoje <span class="s2">💜</span></span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:164050Rita da Nova2020-04-21T09:00:00Os livros da Rita // The Heart's Invisible Furies, John Boyne2020-04-20T16:23:55Z2020-04-20T16:23:55Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Há um conjunto muito específico de pessoas na minha vida que acertam sempre que recomendam algo para ler. Embora haja algumas pessoas a recomendar-me livros ou outras fontes de informação onde vou pesquisando, é com estas (poucas) pessoas que partilho exactamente o mesmo gosto. O Ricardo é uma dessas pessoas, por isso quando ele me disse que eu tinha que ler <em>The Heart’s Invisible Furies</em> do John Boyne, eu percebi que tinha mesmo mesmo que ser.</span></p>
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<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="9DCC2F64-031B-4BCF-A04A-F5BE5F31C07D.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G1617d22f/21776583_UmZVH.jpeg" alt="9DCC2F64-031B-4BCF-A04A-F5BE5F31C07D.jpg" width="720" height="960" /></p>
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<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Depois de termos falado sobre o livro eu fui duas vezes a Londres, mas acabei por não conseguir encontrá-lo nas livrarias que visitei. Ele disse que ia encontrar para mo oferecer, mas eu queria tanto ler que acabei por encomendar pelo Book Depository. Depois chegou esta quarentena, eu percebi que tinha tomado a decisão certa ao comprá-lo e que estavam reunidas as condições para me agarrar às suas mais de 700 páginas.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Estava à espera que fosse mais triste, porque uma das coisas que eu e o Ricardo partilhamos é esta adoração por histórias essencialmente tristes. Acho que é das poucas pessoas que conheço que vê tanta beleza e necessidade na tristeza quanto eu. Mas bom, achei que seria mais semelhante a um <em>A Little Life</em> e embora tenha a mesma envergadura, consegue, de certa forma, ser muito mais sarcástico e leve.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>If there is one thing I've learned in more than seven decades of life, it's that the world is a completely fucked-up place. You never know what's around the corner and it's often something unpleasant.</em></span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Resumindo o enredo: <em>The Heart’s Invisible Furies </em>conta a história de Cyril Avery, que não é um Avery a sério porque foi adoptado (e os pais adoptivos gostam de o relembrar constantemente disso). A história de Cyril poderia ser um épico normal, uma vez que o acompanhamos desde 1945, ano em que nasce, até 2015. Mas Cyril Avery é homossexual e vive na Irlanda, onde supostamente “não existem homossexuais”, logo conseguem compreender que não é uma história fácil.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Maybe there were no villains in my mother’s story at all. Just men and women, trying to do their best by each other. And failing.</em></span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Mais do que uma história difícil, é uma história bonita e comovente sobre a forma como amamos os outros, independentemente do tipo de amor de que estamos a falar. E é também sobre como encontramos sempre forma de amar novamente, mesmo depois de nos terem partido o coração.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Se já é costume eu não querer revelar muito sobre as histórias dos livros de que falo aqui, neste então quero mesmo que sejam apanhados de surpresa e se apaixonem por este livro a cada página. Não se deixem assustar pelo tamanho do livro, nem pelo facto de ser um épico. Eu achei-o mesmo muito fácil de ler e, acima de tudo, cativante. No final da edição que comprei tem uma nota do autor, sobre o quão pessoal é este livro e foi aí que percebi porque é que tinha gostado tanto - as emoções e sentimentos são tão reais, que não poderiam ser meramente inventados por alguém que nunca viveu uma história assim.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Portanto é isso, vão ler; vão mesmo! Já tinham ouvido falar deste livro? O autor é o mesmo d’<em>O Rapaz do Pijama às Riscas.</em></span></p>
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<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">_________</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>The Heart's Invisible Furies </em>by John Boyne</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Avaliação:</strong> 9,5/10</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:163673Rita da Nova2020-04-17T09:00:0037 dias em casa2020-04-15T11:46:45Z2020-04-15T11:46:45Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Estou no meu 37º dia de isolamento social. Lembro-me de ver um vídeo de uma americana a viver em Wuhan, mostrando dia a dia como estava a quarentena, e recordo-me de ter pensado “50 dias dentro de casa? Isso não vai acontecer cá!”. E agora acho que provavelmente vamos estar ainda mais tempo fechados - se não pela imposição do Estado, pelo medo que teremos de voltar à vida normal.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1280px; padding: 10px 10px;" title="eduard-militaru-Q4PvX80itZ0-unsplash.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G2f184bce/21769358_zeLTy.jpeg" alt="eduard-militaru-Q4PvX80itZ0-unsplash.jpg" width="1280" height="854" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Desde que vim trabalhar a partir de casa, só saí para três coisas: fazer compras, deixar compras na minha Avó e ir à associação onde faço voluntariado tratar dos gatinhos. O resto do meu tempo é passado nas divisões da minha casa, que de repente são mais do que aquilo que eram antes. O meu escritório, por exemplo, passou a ser um local de trabalho e um jardim interior (sim, muitas plantas!). O quarto divide as funções de ginásio com a sala, depende se estamos a fazer uma aula de <em>crosstraining</em> por zoom ou algo que exige menos espaço. E, de repente, a cozinha deixou de servir para fazer apenas refeições rápidas e passámos a inventar muito mais e a experimentar receitas novas.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Mas nem tudo tem sido assim tão bom, sabem? Tenho a sensação de que daqui a uns anos, quando me lembrar destes tempos tão estranhos, não vou conseguir ainda perceber bem se tudo isto foi maioritariamente positivo ou negativo. Claro que nos permitiu aproveitar mais as nossas casas, não perder tanto tempo desnecessário e stressante no trânsito e, até, poluir bem menos o planeta. Mas - falo por mim - também me tornou uma pessoa mais receosa em relação ao futuro, mais ansiosa e a ferver em muito menos água.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Como saberão, eu sou bem mais introvertida do que extrovertida. Estar em casa e longe das pessoas de quem gosto, sem as ver ou sem falar com elas com frequência, é algo que não me custa fazer - já sou um pouco assim em alturas normais. Por isso, não consigo imaginar como possa estar a ser para quem precisa de pessoas e de sair. E embora cada um tenha que lidar à sua maneira, tenho a certeza que há pessoas para quem isto está a ser muito mais doloroso do que para mim.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">37 dias em casa parece muito, mas quando ligo as notícias e olho para a forma como fomos passando estes dias em casa, algo em mim me diz que isto está só a começar. E que, provavelmente, o nosso futuro passará mais por isto que estamos a viver agora do que pelo que vivemos até então. Fico assustada, claro, mas também expectante. É tudo tão estranho, não é?</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">E vocês, como estão a aguentar-se desse lado? São dos que têm a sorte de poder estar a trabalhar de casa ou nem por isso? </span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:163388Rita da Nova2020-04-14T08:05:00Dicas (possíveis) para criar um blog2020-04-13T14:36:30Z2020-04-14T07:05:15Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Lembram-se de vos ter dito que ia escrever alguns posts sobre os temas que vocês deixaram em resposta à minha Instagram Story? Pois bem, cá estou eu novamente - hoje para vos falar de um assunto recorrente: <strong>dicas para criar um blog</strong>. Começo por vos dizer que tudo aquilo que escrever aqui é única e exclusivamente a minha opinião e o que eu percebi que funciona para mim. Até porque este blog só é verdadeiramente constante há pouco mais de 3 anos, antes disso era apenas um sítio onde ia escrevendo impressões de viagens sem grande fio condutor.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1280px; padding: 10px 10px;" title="anete-lusina-zwsHjakE_iI-unsplash.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G16181eff/21766295_BaJ50.jpeg" alt="anete-lusina-zwsHjakE_iI-unsplash.jpg" width="1280" height="852" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Ou seja: não esperem daqui um daqueles posts estilo LinkedIn, com as-melhores-dicas-para-criar-um-blog-de-sucesso. Vou apenas falar-vos de três aspectos que eu considero importantes para quem gosta de escrever e de partilhar o que escreve com os outros, neste caso através de um blog.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 12pt;">1. Escrever sobre algo de que gostamos</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Quem diz “algo de que gostamos” diz também “algo que conhecemos bem”. No meu caso em concreto, comecei por falar dos sítios onde tinha ido, depois dos restaurantes que visitava e dos livros que leio. Para além disso, por vezes faço alguns posts mais íntimos sobre temas sobre os quais sinto que devo falar ou para me dar a conhecer um pouco mais a quem me lê. Não consigo conceber escrever sobre coisas de que não gosto assim tanto ou que não entendo muito bem e acredito mesmo que conseguimos passar o nosso gosto pelos temas quando escrevemos com verdade.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Por isso, a minha sugestão é: encontrem os temas que vos apaixonam, sobre os quais querem sempre saber mais, e escrevam sobre isso. Vão ver que o processo de criar e manter um blog se torna muito mais fácil!</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 12pt;">2. Manter a regularidade</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Em Janeiro de 2017, quando decidi reanimar este cantinho, prometi a mim mesma que não estaria uma semana sem escrever no blog - excepção feita aos dias em que estou de viagem. Tenho conseguido manter essa promessa e, mais importante que tudo, tenho mostrado a mim mesma que é possível cuidar do meu blog mesmo quando a “inspiração” não vem. Quem frequentou os meus workshops de Escrita Criativa sabe que eu acredito que as coisas se conseguem com trabalho e não ficando à espera que a musa inspiradora apareça - porque 99.9% das vezes ela está ocupada com outras coisas e não tem tempo para nós.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Como é que tenho conseguido manter a regularidade? Com muito planeamento. Normalmente penso o blog a duas semanas, o que significa que já estou a prever o que vou escrever e publicar nos 15 dias seguintes. Planear permite-me diversificar temas, pensá-los com calma e ir apontando coisas que quero dizer sobre cada um deles.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 12pt;">3. Criar rubricas de conteúdo</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Depois de pensarem nos temas que querem explorar no vosso blog, recomendo que façam um mapa mental de tudo o que podem dizer sobre esse assunto, de forma a perceberem exactamente que rubricas de conteúdo podem ir desenvolvendo. Não significa que tenham que ter um nome para cada rubrica ou um <em>template</em> de como escrever cada post, é apenas uma forma de saberem que ângulos dar aos temas. Para além disso, também é uma forma de manterem os vossos leitores interessados no que têm a dizer.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Por exemplo: eu falo sobre livros aqui no blog, mas não falo sobre eles de uma só forma. Escrevo <em>reviews</em> dos livros que leio, crio listas com livros para ler, vou relembrando os temas do Uma Dúzia de Livros, falo-vos de eventos como a Feira do Livro e assinalo datas importantes para quem gosta de ler. Ou seja, de um tema genérico é sempre possível extrair diferentes abordagens e formas de escrever.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1280px; padding: 10px 10px;" title="plush-design-studio-q10VITrVYUM-unsplash.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ge918af1f/21766296_0S8P2.jpeg" alt="plush-design-studio-q10VITrVYUM-unsplash.jpg" width="1280" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Como podem ver, aquilo que tinha para vos passar não era nada do outro mundo - apenas coisas que me foram ajudando e que pode ser que vos ajudem também. Se me orgulho de tudo o que escrevo aqui no blog? <em>Hell, no</em>. Há posts onde sei que não passei exactamente o que queria e outros em que sei que a escrita está formatada e não sai do mesmo estilo de sempre, mas acredito genuinamente que é mais importante ir treinando e ir escrevendo do que esperar que as coisas apareçam feitas.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">E vocês, que estratégias usam para manter os vossos projectos (blogs ou não) regulares e saudáveis? Partilhem ali na caixa de comentários!</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:163275Rita da Nova2020-04-10T09:00:00Digam olá aos meus gatos!2020-04-09T18:29:44Z2020-04-09T18:29:44Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Há uns dias publiquei uma Instagram Story onde vos perguntava que conteúdos gostavam de ver aqui pelo blog, agora que tenho um bocadinho mais de tempo e vontade de criar mais conteúdos. Não vos consigo dizer a quantidade de vezes que a palavra “gatos” surgiu na resposta, por isso aqui estou eu a fazer um post para que conheçam um pouco melhor os meus gatinhos.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="Gatos-2.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gf8180b4d/21759803_WHKGt.jpeg" alt="Gatos-2.jpg" width="720" height="960" /></p>
<p> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Primeiro, é importante que saibam que eu sempre tive gatos durante toda a minha vida. O Tareco, na casa da minha mãe, e o Simão na casa da minha Avó. Estivemos uns anos sem gatos, mas logo depois adoptei a Viena para voltar a fazer-nos companhia. Ela ficou com a minha Avó quando eu fui morar sozinha e, depois, foram a Guinness e a BB8 que fizeram com que eu e o Guilherme tomássemos a decisão de morar juntos.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Sou orgulhosa e assumidamente uma <em>cat lady </em>e não consigo imaginar a minha vida sem ter estes bichos maravilhosos por casa. E como este espaço é meu e eu escrevo aqui o que eu quiser, hoje vou só mesmo apresentar-vos os meus gatos e mostrar o quão bonitos eles são - se não é disto que precisamos numa quarentena, então não sei.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 12pt;">Guinness</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">É provavelmente a que tem a personalidade mais típica de gato - gosta de estar no canto dela sem ser chateada e se estão cá pessoas que não conhece, é certo e sabido que se recolhe para o nosso quarto. Mas depois tem todo um lado mimado que me fascina: sabe quando é hora de nos irmos deitar e gosta de se rebolar no tapete ou na nossa cama, de barriga para cima, a pedir que brinquemos com ela. É também a mais esquisitinha com a comida - nem pensem em dar-lhe alguma coisa com fígado, que fica a olhar para vocês com ar de nojo.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1200px; padding: 10px 10px;" title="2.png" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gf717ad6e/21759867_FibzG.png" alt="2.png" width="1200" height="960" /></p>
<p> </p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 12pt;">BB8</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Sim, como o robot do Star Wars. E sim, porque é laranja e branca. Vocês não imaginam o poço de mimo que esta gata é. Está sempre a miar pela casa, numa de falar connosco e mostrar que está ali para receber festas. Não conheço ninguém que continue a não gostar de gatos depois de conhecer a BB8 porque ela é quase mais cão do que gato, inclusivamente gosta que lhe atirem brinquedos ou bolinhas de papel para apanhar e trazer de volta.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1200px; padding: 10px 10px;" title="1.png" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ge118f76f/21759819_rhsN7.png" alt="1.png" width="1200" height="960" /></p>
<p> </p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 12pt;">Risotto</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Foi o terceiro a chegar - a Guinness e a BB8 são irmãs da mesma ninhada e foram adoptadas juntas. Na altura achámos que fazia mais sentido adoptar um gato bebé para que a adaptação fosse mais fácil e este gordinho conquistou-as em pouquíssimo tempo. É um dos maiores gatos que eu já vi na vida - tem 8kg e nem quer está gordo… é só mesmo enorme (no veterinário acham que ele tem ali algo de Maine Coon, o que a ser verdade explica muita coisa). E eu tenho a certeza de 75% daquele peso é muito mimo concentrado, porque, tirando caçar uns ratinhos de vez em quando, é um amorzinho.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1200px; padding: 10px 10px;" title="4.png" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G2d170279/21759870_qj6J3.png" alt="4.png" width="1200" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 12pt;">Bagheera</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Quem acompanha o meu Instagram há mais tempo sabe que a Bagheera (ex-Pantera) foi uma gatinha que trouxemos cá para casa como Família de Acolhimento Temporário (FAT). Ela tinha sido recolhida pela associação onde faço voluntariado para ser esterilizada e uns dias antes presenteou-nos com uma ninhada de cinco Panterinhos desvairados. Vocês iriam rir se vissem o ar desesperado dela enquanto eles corriam e faziam disparates. Deu-se tão bem cá por casa (em especial com a BB8), que acabámos por decidir adoptá-la.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1200px; padding: 10px 10px;" title="3.png" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G3f185ddc/21759874_9gJbZ.png" alt="3.png" width="1200" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Recomendo muito que adoptem gatos já adultos, mas sobre isso falamos noutro dia. Para acabar, ficam só algumas fotografias destes miúdos que fazem a minha vida tão mais feliz:</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" title="Guinness.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G5b18ab61/21759886_m0r1n.jpeg" alt="Guinness.jpg" width="960" height="960" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="Risotto-4.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G2d189667/21759888_AoikU.jpeg" alt="Risotto-4.jpg" width="720" height="960" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 900px; padding: 10px 10px;" title="GATOS.png" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G96177017/21759895_af2d9.png" alt="GATOS.png" width="900" height="720" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="Bagheera-4.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G1b184d1f/21759896_YZlYa.jpeg" alt="Bagheera-4.jpg" width="720" height="960" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="BB8.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G6817588e/21759898_2ktB5.jpeg" alt="BB8.jpg" width="720" height="720" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Como alguns de vocês sabem, sou voluntária no MEG - Movimento de Esterilização de Gatos e também me pediram que falasse um pouco de como é dispensar um pouco dos meus dias por lá. Brevemente irei dar-vos mais detalhes, mas para já podem ler o <a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/meg-tornei-me-voluntaria-145572" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">relato da experiência durante o primeiro mês</span></a>.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Para além disso, podem também por em dia a leitura de todos os posts em que falo sobre os meus miúdos:</span></p>
<p class="p3"><span class="s2" style="font-size: 10pt;"><strong>></strong> <a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/coisas-que-aprendi-ao-ser-mae-de-gatas-8799" target="_blank" rel="noopener"><span class="s3">Coisas que aprendi ao ser mãe de gatas</span></a></span></p>
<p class="p3"><span class="s2" style="font-size: 10pt;"><strong>></strong> <a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/quem-cuida-dos-meus-cuida-de-mim-21728" target="_blank" rel="noopener"><span class="s3">Quem cuida dos meus, cuida de mim</span></a></span></p>
<p class="p3"><span class="s2" style="font-size: 10pt;"><strong>></strong> <a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/o-gato-fica-deixar-os-gatos-bem-26640" target="_blank" rel="noopener"><span class="s3">O Gato Fica: deixar os gatos bem entregues nas férias</span></a></span></p>
<p class="p3"><span class="s2" style="font-size: 10pt;"><strong>></strong> <a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/bem-vindo-risotto-91982" target="_blank" rel="noopener">Bem-vindo, Risotto!</a></span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:162921Rita da Nova2020-04-07T09:00:00Os livros da Rita // Eleanor Oliphant is Completely Fine, Gail Honeyman2020-04-06T16:41:30Z2020-04-06T16:41:30Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">É estranho e curioso estar a escrever-vos sobre <em>Eleanor Oliphant is Completely Fine</em> num dia chuvoso como este. É exactamente esta a primeira sensação que a personagem Eleanor nos transmite - escuridão e tristeza como num dia assim. Mas depois, como em todos os dias assim, há uma nesga de sol que aparece e nos faz ver uma perspectiva que antes não víamos. Assim é a Eleanor.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" title="3F64A409-38B6-448D-B346-893B116A5A3F.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G1b17dd0f/21755762_02AtI.jpeg" alt="3F64A409-38B6-448D-B346-893B116A5A3F.jpg" width="640" height="480" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Vou directa ao assunto: apaixonei-me completamente por esta personagem. Há muito tempo que não sentia uma ligação tão forte com alguém fictício e acho, genuinamente, que se a personagem não estivesse tão bem criada, provavelmente este livro não seria o sucesso que foi. Gail Honeyman conseguiu uma proeza tão difícil - criar uma personagem diferente de toda a gente que conhecemos, com pormenores que nem sempre compreendemos, mas que nos faz sentir uma empatia gigante.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Para resumir a quem não sabe do que se trata este livro: Eleanor Oliphant é uma pessoa, no mínimo, peculiar. Para além de extremamente solitária, tem muitas dificuldades em relacionar-se com outras pessoas de uma maneira considerada “normal”.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<blockquote>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>A philosophical question: if a tree falls in a forest and no one is around to hear it, does it make a sound? And if a woman who's wholly alone occasionally talks to a pot plant, is she certifiable? I think that it is perfectly normal to talk to oneself occasionally. It's not as though I'm expecting a reply. I'm fully aware that Polly is a houseplant.</em></span></p>
</blockquote>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Ao longo do livro vamos acompanhando esta personagem num período específico da sua vida em que várias outras personagens surgem no seu caminho e a fazem acreditar em várias coisas - no amor (ainda que platónico), nos outros, no lado divertido de uma vida social e, acima de tudo, em si própria. Ao mesmo tempo que ela vai construindo um futuro diferente, somos levados até ao seu passado e percebemos porque é que ela é como é.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Não vou dizer mais porque não quero, de todo, estragar-vos a experiência de leitura. Confesso que, depois de ouvir falar tão bem sobre este livro, estava com algum medo de me desiludir e não o achar assim tão bom. Mas como adorei, a única coisa que posso dizer é que vale muito a pena a vossa leitura.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Quem já o leu? O que têm a dizer? Vá, quero ouvir (ler, no caso)!</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">_________</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Eleanor Oliphant is Completely Fine </em>by Gail Honeyman</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Avaliação:</strong> 7,5/10</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:162577Rita da Nova2020-04-03T09:00:00Pós-pandemia: quais os planos?2020-04-02T17:09:22Z2020-04-02T17:09:22Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Há algum tempo que pensava em escrever aqui no blog todas as coisas que quero fazer quando tudo isto acabar, mas depois fui deixando de parte. Até que a Carolina chegou com mais um tema no seu <a href="https://www.thirteen.pt/p/desafio-13.html" target="_blank" rel="noopener">Desafio 1+3</a>: <strong>pós-pandemia, quais são os planos</strong>?</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 642px; padding: 10px 10px;" title="max-di-capua-7pmdVjyv2ac-unsplash.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G9118fa10/21751160_B2tEH.jpeg" alt="max-di-capua-7pmdVjyv2ac-unsplash.jpg" width="642" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Bem sei que era suposto falar de coisas que quero mudar na minha vida, mas se há uma coisa que esta pandemia me ensinou é que temos que estar preparados para os nossos planos falharem. Desta forma, fiz uma lista de coisas que quero voltar a fazer assim que tudo retomar alguma normalidade.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <strong>Abraçar a minha Avó. </strong>Desde que isto começou só a vi uma vez ao longe, quando lhe fui levar compras. Mas falamos todos os dias ao telefone, como sempre.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <strong>Estar com o meu Pai e os meus irmãos.</strong> Só de pensar que o meu Francisco fez 18 anos e eu não pude estar com ele, e que talvez também tenhamos que passar o aniversário da minha irmã assim…</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">><strong> Ir ao ginásio. </strong>Tenho treinado mais desde que estou em casa, mas sinto saudades de treinar com pessoas que percebem do assunto.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <strong>Comprar livros numa livraria. </strong>Não apenas para poder ver os livros na mão antes de os comprar, mas para apoiar as nossas livrarias que neste momento estão a sofrer com o estado das coisas.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <strong>Regressar aos meus restaurantes favoritos.</strong> Antes disto tudo andava a fazer poucas refeições fora de casa, ao contrário do que aconteceu durante tantos anos. E, apesar de agora continuar a encomendar-lhes comida para estar do lado deles, tenho a certeza que vou querer matar saudades quando pudermos sair de casa.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">> <strong>Viajar.</strong> Por cá ou lá por fora (Islândia, <em>I’m coming for you!</em>). Vou precisar de ir para sentir que voltei à normalidade - faz sentido? </span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Não é uma lista muito grande, eu sei, mas já ficarei feliz se conseguir fazer tudo isto num futuro próximo. Se calhar, Somos realmente privilegiados por podermos fazer todas estas coisas - que nos parecem básicas - sem constrangimentos ou proibições. Por isso vamos lá, esperar mais um pouco para conseguirmos retomar a normalidade e aquelas coisas que tomamos por garantidas.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">____</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Este post insere-se no <a href="http://www.thirteen.pt/2018/05/desafio-13.html" rel="noopener"><span class="s1"><strong>Desafio 1+3</strong></span></a>, lançado pela Carolina do blog <a href="http://www.thirteen.pt/" rel="noopener"><span class="s1">Thirteen</span></a>. A ideia é falarmos de nós mesmos, sempre com um olhar crítico sobre as nossas atitudes, crenças e gostos. Todos podemos participar e não há regras ou datas fixas. Cada um escreve quando e sobre os temas que quiser, dentro daqueles que forem sendo lançados pela Carolina. Juntam-se a nós? Basta enviarem um e-mail à Carolina para participar!</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:162468Rita da Nova2020-04-01T09:00:00Verbo para o mês // Abril2020-03-31T17:36:07Z2020-03-31T17:36:07Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">E bom: parece que chegamos finalmente a Abril, depois do um mês tão estranho e difícil que foi Março. Estamos todos no mesmo barco e isso, de alguma forma, dá-me um alento diferente. Sei que não podemos mudar nada e que estamos todos a fazer o que podemos para controlar uma espécie de inimigo invisível, mas não deixo de me espantar com a forma como as nossas vidas podem mudar numa questão de dias.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" title="tarik-haiga-P3nSGQwF4Mk-unsplash.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gcc189644/21749110_yLVq6.jpeg" alt="tarik-haiga-P3nSGQwF4Mk-unsplash.jpg" width="960" height="640" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Se tudo tivesse decorrido normalmente, neste momento estaria a falar-vos da nossa viagem à Islândia, que aconteceria no final de Abril. Da nossa ida ao The Literary Man, em Óbidos, no fim-de-semana da Páscoa. Do primeiro encontro presencial deste ano do Uma Dúzia de Livros, já este fim-de-semana. Mas como a vida mudou, nada disto vai acontecer. Eu sei que pode parecer fútil e estúpido estar frustrada com estes percalços quando há pessoas a morrer e outras a arriscar a vida para salvar o país, mas também sei o quanto preciso de viajar para estar bem.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Se tudo tivesse decorrido normalmente, o verbo deste mês seria algo como viajar ou explorar. Mas como a vida mudou, o verbo deste mês é:</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>re·co·lher</strong></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">(latim <em>recolligo, -ere</em>, ajuntar, reunir de novo, reunir, retomar, recuperar)</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>verbo intransitivo</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">11. Voltar para casa.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>verbo pronominal</em></span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">12. Regressar (a casa, à terra).</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">13. Refugiar-se.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">14. Concentrar-se, reconcentrar-se.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">15. Desaparecer da superfície para operar no interior do corpo.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">16. Retirar-se para os seus aposentos.</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">17. Encerrar-se.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Estamos todos assim: recolhidos, refugiados, regressados permanentemente a casa. E por cá ficaremos o tempo que for necessário, até que tudo esteja bem. Vou ficando em trabalho remoto e aproveitando para fazer algumas coisas - ler, escrever, tratar das plantas, fazer exercício e arrumar partes da casa que ainda precisam da minha atenção.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Acredito que os vossos planos para Abril sejam semelhantes, mas gosto sempre de ouvir (neste caso ler) através de vocês. Ora contem-me lá, o que têm para fazer?</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:162128Rita da Nova2020-03-31T09:00:00Os livros da Rita // Nem Todas as Baleias Voam, Afonso Cruz2020-03-30T18:02:34Z2020-03-30T18:02:34Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Afonso Cruz, meu Afonso Cruz do coração. Não é novidade para ninguém que eu sou fã assumida deste escritor - pela forma aparentemente fácil como explica sentimentos complexos e pela mestria que demonstra a ligar personagens e narrativas que aparentemente nada têm a ver umas com as outras.</span></p>
<p> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="C1F9A66D-07DB-441A-BA63-50917AB66018.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G37185bd1/21747755_1dRzc.jpeg" alt="C1F9A66D-07DB-441A-BA63-50917AB66018.jpg" width="720" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Há elementos que são muito característicos nos enredos de Afonso Cruz: cenários de guerra e conspirações, música e personagens com capacidades estranhas. Em <em>Nem Todas as Baleias Voam </em>encontramos vários destes ingredientes. Para começar, dá-nos a conhecer o plano <em>Jazz Ambassadors</em>, através do qual a CIA tentava vencer a Guerra Fria e melhorar a percepção pública dos Estados Unidos da América. A juntar a isto, criou não uma, mas duas personagens com sinestesia: Erik Gould, um músico que vê música em todo o lado, e Tristan, o seu filho, que consegue visualizar emoções.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<blockquote>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Depois abria os olhos, concentrava-se nas fotografias do atlas correspondentes ao território escolhido pela ponta do dedo (as fotografias ficavam sempre com a marca da unha do indicador, porque Tristan, ansioso e triste, deixava que alguma violência lhe saísse pelo dedo ao pressionar o lugar onde estaria a mãe.</em></span></p>
</blockquote>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">A história desta família cruza-se com a do plano da CIA quando a mulher de Erik e mãe de Tristan desaparece. Ao mesmo tempo que se vive um cenário de incerteza nas ruas, com um <em>serial killer</em> indiscriminado a monte, vamos lendo relatos de algo chamado Relatório Gould. Esta é outra das coisas que me fazem sempre voltar a Afonso Cruz: a forma como ele cria pequenas narrativas dentro da própria narrativa, sendo que estas partes são muitas vezes visualmente diferentes do resto do livro (cores de páginas diferentes, desenhos, entre outros).</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Não sei se vos convenço a ler este livro, mas não quero contar mais sobre ele para não vos estragar a experiência de leitura. Se já leram outras obras do autor, saibam que neste livro surge Isaac Dresner, uma personagem recorrente nas histórias de Afonso Cruz (aparece, por exemplo, em <em><a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/os-livros-da-rita-a-boneca-de-119497" target="_blank" rel="noopener">A Boneca de Kokoschka</a></em>).</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Alguém desse lado ficou com vontade de ler este livro em concreto? Confesso que começo a ficar sem obras do autor para ler - devo ter mais um ou dois, por isso vou poupá-los religiosamente para desfrutar bem deles!</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">_________</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>Nem Todas as Baleias Voam </em>by Afonso Cruz</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Avaliação:</strong> 7,5/10</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Semelhante a:</strong> <em>A Boneca de Kokoschka </em>& <em>O Pintor Debaixo do Lava-Loiças </em>do mesmo autor</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:161901Rita da Nova2020-03-27T09:00:00Parabéns, casa! 2020-03-26T14:52:34Z2020-03-26T14:52:34Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Faz hoje um ano que dormimos pela primeira vez nesta nossa casinha. Despedimo-nos da nossa primeira casa com alguma tristeza, mas rapidamente o facto de termos uma casa nova, maior e realmente nossa, fez com que nos focássemos em torná-la acolhedora e “a nossa cara”. Já aqui tinha assinalado <a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/parabens-casinha-18496" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">o primeiro aniversário da nossa primeira casa</span></a> e esta não merece menos do que isso!</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" title="214C0A0D-F32A-41C5-ACA1-E77476A10705.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G3e179131/21741272_nh29H.jpeg" alt="214C0A0D-F32A-41C5-ACA1-E77476A10705.jpg" width="640" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Por isso, hoje venho deixar-vos uma espécie de ode à nossa casa - e é uma coincidência estranha que seja precisamente numa altura em que passamos cá tanto tempo. Costumo dizer que a minha casa é o melhor sítio do mundo e, talvez por isso, estes dias de isolamento até estejam a ser passados relativamente bem. Claro que sinto falta de andar na rua, de ver (algumas) pessoas e de fazer a minha vida normalmente, mas também sei que não vou ter outra oportunidade para estar tanto tempo neste nosso cantinho e de tomar conta dele.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1200px; padding: 10px 10px;" title="1.png" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G01179003/21741275_oLGza.png" alt="1.png" width="1200" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">A sala é uma das minhas divisões favoritas, com as estantes de livros a percorrer uma parede inteira, as janelas grandes e a decoração que se vai compondo. É sala de estar e de jantar ao mesmo tempo e cumpri finalmente o sonho de ter uma mesa grande e um banco corrido, encostado à parede. Por falar nessa parede, é o espaço ainda em processo: já pensámos em pintá-la, em colocar quadros ou estantes com plantas. Como ainda não nos decidimos, vamos deixando estar assim.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1280px; padding: 10px 10px;" title="F92F78AD-D2E4-4657-8A3F-712EEA690357.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gda17ac36/21741276_ISNuw.jpeg" alt="F92F78AD-D2E4-4657-8A3F-712EEA690357.jpg" width="1280" height="853" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1200px; padding: 10px 10px;" title="CASA-1.png" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G9b18d073/21741279_rYR3k.png" alt="CASA-1.png" width="1200" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Depois também adoro o nosso quarto, claro, e o meu closet/escritório/sala de leitura. Tem espaço suficiente para tudo - livros, plantas, roupa - e tem sido fundamental nesta fase, para manter hábitos de trabalho mais ou menos saudáveis. Umas semanas antes de tudo isto acontecer senti uma urgência em pô-lo direitinho e ainda bem que o fiz! Trabalhar em casa torna-se muito mais fácil aqui.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1280px; padding: 10px 10px;" title="EE4DFD19-4540-40BF-9314-472DDC47B3B5.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G701775d1/21741262_qI7ni.jpeg" alt="EE4DFD19-4540-40BF-9314-472DDC47B3B5.jpg" width="1280" height="853" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" title="2.png" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G4a171c92/21741267_VaYsF.png" alt="2.png" width="640" height="480" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 640px; padding: 10px 10px;" title="4A81DA00-CFCC-40AB-AA75-869B81CA0CEA.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gbb17a22d/21741270_5cHPd.jpeg" alt="4A81DA00-CFCC-40AB-AA75-869B81CA0CEA.jpg" width="640" height="960" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">E pronto, são alguns dos pormenores desta nossa casinha, que todos os dias me dão a certeza de que comprá-la foi a melhor decisão que podíamos ter tomado. Para o primeiro ano não está nada mal, mas sei que ainda faltam alguns pormenores para estar 100% como quero. Lá está: a casa é um <em>work in progress</em> permanente, também sentem isso? Que parte mais gostaram de ver e que parte mais gostam na vossa casa?</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:161697Rita da Nova2020-03-25T09:00:00Os livros da Rita // O Chão dos Pardais, Dulce Maria Cardoso2020-03-24T11:08:26Z2020-03-24T11:08:26Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Dulce Maria Cardoso tornou-se, sem dúvida, uma das minhas autoras favoritas de sempre e <em>O Chão dos Pardais</em> foi apenas mais uma confirmação disso mesmo. Gostava que ela fosse mais reconhecida, mais recomendada, mais lida. E, ao mesmo tempo, fico feliz por saber que ainda tenho tantos livros dela por explorar.</span></p>
<p class="p1"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 722px; padding: 10px 10px;" title="080C1DFA-7BEA-4959-BF2A-7156EED3A971.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gfd17000a/21738739_OyZTn.jpeg" alt="080C1DFA-7BEA-4959-BF2A-7156EED3A971.jpg" width="722" height="720" /></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Em <em>O Chão dos Pardais</em> conhecemos várias personagens complexas, que se ligam de formas pouco previsíveis e, juntas, caminham para um clímax um pouco dramático. Há Alice e Afonso, um casal sexagenário como quase todos os casais sexagenários: casados, com dois filhos, sem grande amor um pelo outro mas com grande vontade de manter as aparências. Os filhos do casal - Clara e Manuel - encontram o amor em sítios inesperados e pouco convencionais para o ano de 1997. Ao mesmo tempo, Sofia e Júlio, dois namorados, vêem a sua relação chegar ao fim. Como é que todas estas linhas narrativas se cruzam e influenciam umas às outras? Vão ter que ler o livro para perceber!</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Houve duas coisas de que gostei especialmente neste livro, para além da forma de escrever de Dulce Maria Cardoso. Por um lado, gosto do facto de não haver propriamente uma personagem principal: nenhuma tem mais destaque do que as outras e todas existem por um motivo muito preciso. Por outro lado, gostei muito de ver como a autora conseguiu fazer do ano de 97 um pano de fundo tão proeminente na história, sobretudo através de relatos da morte e funeral da Princesa Diana - que as personagens vão acompanhando através da televisão.</span></p>
<p class="p2"> </p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Se nunca leram Dulce Maria Cardoso e querem começar, continuo a achar que <em><a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/os-livros-da-rita-o-retorno-dulce-65795" rel="noopener">O Retorno</a></em> é o melhor livro de iniciação. Logo depois, podem pegar neste! Ainda tenho dois dela em casa: <em>Eliete </em>e <em>O Campo de Sangue</em>, que vou certamente ler em breve. Desse lado, contem lá: quais são os vossos livros favoritos desta escritora?</span></p>
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<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><em>O Chão dos Pardais</em> por Dulce Maria Cardoso</span></p>
<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Avaliação:</strong> 8/10</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:161351Rita da Nova2020-03-24T09:00:00Uma Dúzia de Livros // Abril: um livro vencedor de um prémio2020-03-23T18:58:59Z2020-03-23T18:58:59Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Quando comecei o desafio e clube de leitura Uma Dúzia de Livros, nunca pensei que chegasse um momento em que todos estivéssemos presos em casa - não por vontade, mas por obrigação. É um mal necessário para garantirmos que vamos ficar todos bem no futuro e os livros conseguem ser <a href="https://ritadanova.blogs.sapo.pt/isolamento-com-livros-161075" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">uma óptima companhia</span></a> para passarmos esta fase com alguma sanidade mental.</span></p>
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<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1280px; padding: 10px 10px;" title="mari-potter-Zh0mcQuw_EQ-unsplash.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ged1801e7/21738121_izBTt.jpeg" alt="mari-potter-Zh0mcQuw_EQ-unsplash.jpg" width="1280" height="854" /></p>
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<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Quase a chegar a Abril, é altura de escolhermos a leitura deste mês consoante o tema (se ainda não o fizeram). Como quis que este ano os temas continuassem suficientemente amplos, vamos ler <strong>um livro vencedor de um prémio</strong>. Um qualquer, seja ele um Nobel da Literatura ou um prémio menos conhecido, não interessa! Para vos inspirar, encontrei duas referências que podem ajudar: a Book Marks reuniu a lista das <a href="https://bookmarks.reviews/the-award-winning-novels-of-2019/" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">novelas mais premiadas do ano passado</span></a> e a FNAC tem, no seu site, uma série de <a href="https://www.fnac.pt/livros/Livros-e-Autores-Premiados/s706314" target="_blank" rel="noopener"><span class="s1">livros arrumados pelos prémios que ganharam</span></a> (uns internacionais e outros portugueses).</span></p>
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<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Eu vou FINALMENTE ler o <em>Eleanor Oliphant is Completely Fine</em>, da Gail Honeyman, vencedor do <span class="s1">Costa Debut Novel Award</span> em 2017. Foi um livro já bastante lido e comentado no grupo Uma Dúzia de Livros, por isso tenho as expectativas bem lá em cima - vamos lá ver se não saio desiludida!</span></p>
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<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Uma pequena actualização relativamente ao nosso primeiro encontro do ano: devido ao estado das coisas - e para nos protegermos e protegermos os outros - vamos optar por fazer um encontro através de videocall, no mesmo dia e horário (4 de Abril às 16h30). Envio-vos depois mais detalhes pelo grupo de WhatsApp (se ainda não fazem parte, está aqui a vossa oportunidade para se juntarem!</span></p>
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<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Agora contem-me: que livro vão ler para este mês?</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:ritadanova:161075Rita da Nova2020-03-20T09:00:00Isolamento com livros2020-03-19T17:34:27Z2020-03-19T17:34:27Z<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Agora que estamos oficialmente em Estado de Emergência, nada como passarmos mais tempo com os nossos livros. A verdade é que passamos a vida a dizer que não temos tempo para isto e para aquilo - e eu acredito que podemos mesmo aproveitar ao máximo esta paragem forçada para fazer coisas que nos deixem mais animados e felizes. Para mim, e acredito que para muitos de vocês, os livros são uma dessas coisas.</span></p>
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<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 1280px; padding: 10px 10px;" title="746468E2-4E33-49DF-96EF-ED8459820C16.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gaa18e6e1/21731718_UE5oE.jpeg" alt="746468E2-4E33-49DF-96EF-ED8459820C16.jpg" width="1280" height="853" /></p>
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<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Não vos venho dizer para passarem mais tempo a ler - acho que se estão aqui é porque já planearam ou estão a fazê-lo. Venho, sim, sugerir outras formas de estarem mais perto dos livros:</span></p>
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<li class="li1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Organizem os vossos livros.</strong> Há quanto tempo andam a dizer que um dia destes vão arrumar as vossas prateleiras por cores, autores ou data de leitura? Esse dia chegou! Eu ainda estou a perceber qual o método de organização que prefiro.</span></li>
<li class="li1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Façam uma lista de quais os livros que já leram quais os que estão por ler. </strong>Vão ver que, no meio da vossa biblioteca, há uma série de livros que ainda não leram e que, provavelmente, já nem se lembravam que tinham!</span></li>
<li class="li1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Encontrem os livros que vos emprestaram.</strong> É provável que encontrem livros que vos tenham sido emprestados, por isso separem-nos para os devolver a quem de direito quando tudo isto terminar. Em alternativa, podem também tentar fazer uma lista dos livros que emprestaram e peçam-nos de volta!</span></li>
<li class="li1"><span style="font-size: 10pt;"><strong>Por último: criem listas!</strong> Listas dos livros que querem ler enquanto estivermos de quarentena, listas de livros que recomendam a outras pessoas (partilhem nas redes!), listas dos vossos favoritos de sempre, etc.</span></li>
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<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Se, ainda assim, gostavam de ter mais sugestões do que ler durante as próximas semanas, aconselho que sigam a hashtag #oslivrosdarita no Instagram ou que procurem a etiqueta Os livros da Rita aqui pelo blog. Vão encontrar várias ideias, de diferentes géneros!</span></p>
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<p class="p1"><span style="font-size: 10pt;">Agora vamos a saber: como estão a pensar passar mais tempo com os livros durante este período?</span></p>