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Rita da Nova

Copenhaga // Dia 2

Depois do nosso maravilhoso jantar no Era Ora decidimos ir de metro até ao hotel, porque em Copenhaga já estava frescote. Chegámos ao quarto pela meia-noite de Portugal e, antes de me deitar, recebi um telefonema do meu pai. Nunca tinha partilhado isto convosco, mas ele faz sempre por ser o primeiro a dar-me os parabéns. Depois de receber os parabéns dos dois homens da minha vida - ele e o Guilherme - caí redonda na cama e só acordei no dia seguinte.

 

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Copenhaga recebeu os meus 27 exactamente como gosto: estava fresquinho, mas não impeditivo de passear largas horas. Foi isso mesmo que fizemos durante todo o dia - andámos cerca de 17km, para terem ideia. Mas não sem antes tomarmos um pequeno-almoço reconfortante, que nos deixou com energia para o resto da manhã. Íamos a outro sítio, sinceramente já não me lembro qual, mas não conseguimos não entrar quando passámos pelo Bowl 37.

 

Lá só se servem smoothie bowls, mas é cada uma mais deliciosa que a outra. O espaço é muito acolhedor ao estilo escandinavo, isto é, minimalista e claro sem ser impessoal. Sentámo-nos na mesinha perto da janela e começámos o dia com muita luz e duas smoothie bowls de expresso e dois cappuccinos à frente. Soube tão bem que deixámos o tempo passar e não conseguimos ir à tour grátis dos Sandeman que estava marcada para as 10h.

 

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Acabámos por ir antes à das 11h. O ponto de partida é a Radhusplatser, a praça onde fica o edifício da Câmara Municipal. Nunca me canso de recomendar estas tours porque são, para mim, a forma mais eficaz de conhecer a história de uma cidade. Em vez de andarmos sem rumo e olharmos para os edifícios sem sabermos bem o que é que estamos a ver, os guias Sandeman levam-nos aos locais mais importantes para conhecermos a cidade e contam-nos várias histórias interessantes, sempre com um tom leve e descontraído. No final damos de gorjeta aquilo que sentirmos justo.

 

Logo no início do passeio, ainda na praça, o guia chamou-nos à atenção para a fonte com um dragão, dizendo-nos que não seria a única referência a esta criatura mítica durante toda a tour. Durante a primeira parte estivemos essencialmente no centro histórico. Visitámos as praças Nytorv e Gammeltorv - juntas formam uma zona comum grande que faz parte da Strøget, a rua pedonal de que já vos falei.

 

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Uma das minhas partes favoritas foi conhecer a Snaregade e a Magstræde, duas das ruas mais antigas no centro da cidade. São mais estreitas do que o habitual e os edifícios de cores outonais são lindíssimos, vale a pena conhecer. Depois disso passámos pela Højbro Plads, onde costuma estar instalado um mercado de Natal, e o guia chamou-nos a atenção para qualquer coisa que estava no fundo do canal. Só com algum tempo e ajuda da luz do dia é que conseguimos ver a silhueta de estátuas submersas.

 

Estas contam uma história popular dinamarquesa, em que Agnete se apaixona por um tritão. No fundo foi a lenda que deu depois origem à Pequena Sereia, escrita por Hans Christian Andersen. Não consegui tirar uma fotografia porque a luz não facilitou, mas é fácil de deixar passar - por isso não percam a estátua numa visita a Copenhaga.

 

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Antes de atravessarmos Nyhavn, que estava particularmente soalheiro naquele dia, passámos pelo Det Kongelige Teater, o teatro real - um edifício demasiado imponente para não repararmos nele. A meio de Nyhavn cruzámos a rua, percorrendo a Sankt Anne Plad em direcção a Amalienborg - a casa real dinamarquesa formada por quatro palácios. O guia contou-nos várias coisas interessantes sobre a rainha Margarida II.

 

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Terminámos a tour perto da Den Lille Havfrue, a estátua da Pequena Sereia, mas estávamos demasiado esfomeados para ir directamente lá. Fizemos um pequeno desvio e conseguimos, depois da chuvada do dia anterior, ir finalmente comer ao Street Food Market. Havia mil e uma possibilidades, mas optámos por comer uma Poké Bowl de Salmão e um Guacamole no California Kitchen.

 

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Já recompostos e de barriga cheia, fomos então a caminho de Kastellet, passando pela Pequena Sereia no caminho. Vamos lá ver: se uma pessoa for com as expectativas demasiado elevadas para ver este monumento, acredito que saia de lá desiludida. Não é grande nem é particularmente interessante (passaria até despercebida se não fosse o amontoado de turistas que pairam por ali). Mas se a pessoa for como eu, já completamente avisada para o tamanho da coisa, então não é assim tão mau e é, até, um check giro de fazer na bucket list.

 

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Era domingo, então aproveitámos para usufruir do passeio junto ao canal e do ambiente familiar que se vive na zona de Kastellet. Recomendo vivamente a que levem umas bebidas (beber na rua é permitido em Copenhaga) e aproveitem a tarde por ali. Nós não pudemos fazê-lo porque ainda tínhamos que ir comprar o meu bolo de aniversário. Eu explico: com esta tradição de viajar quando faço anos, criou-se uma mini tradição associada a esta, segundo a qual eu tenho sempre um bolo diferente. Em Amesterdão foi um space cake, em Lyon foi um gelado do Terre Adélice e este ano escolhi um Kanelsnegle. Fomos em direcção ao Tivoli para soprar lá as velas.

 

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Tivoli é um parque de diversões com cerca de 170 anos. É super central e é possível passar lá um dia inteiro sem nos aborrecermos. Há mil e uma atracções (não apenas as montanhas-russas), banquinhas de comida e uma série de animações. Vale a pena ir ao final da tarde e ficar a ver a forma como se ilumina à medida que o sol se põe e a noite se instala. Juro-vos, parecia uma criança de 10 anos - mas até calhou bem, que o dia foi meu e eu aproveitei como quis.

 

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Antes de regressarmos a casa jantámos no Neighbourhood, um sítio de pizzas biológicas, feitas com a massa mais fina que já vi. Eram boas, mas nada de memorável. Afinal, o meu jantar oficial de aniversário foi no Era Ora - e esse sim, vai ficar para sempre gravado na minha memória. Mas antes de vos falar sobre esta experiência gastronómica, ainda quero partilhar convosco como aproveitámos o último dia em Copenhaga. Até lá, têm questões sobre a cidade?

 

E aqui fica o mapa do costume, para visualizarem melhor os sítios por onde andámos:

 

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