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Rita da Nova

Copenhaga // Dia 1

Copenhaga estava na minha lista de locais a visitar há muito, muito tempo. Por algum motivo ainda não se tinha proporcionado, mas em Fevereiro - quando regressámos de Cuba - decidi marcar logo uma viagem para o fim-de-semana do meu aniversário. Não sei se acontece isto convosco, mas eu preciso muito de ter sempre novas viagens em agenda, caso contrário começo a dar em doida.

 

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Às 7h da manhã de sábado já estávamos a caminho de Copenhaga, onde chegamos por volta da hora de almoço. Iriamos ficar até segunda-feira, mas não quisemos desperdiçar nenhum segundo. O fim-de-semana foi tão recheado de coisas boas, que decidi partí-lo em três posts, um por cada dia. Assim sendo, hoje vou contar-vos o que fizemos no primeiro. Vamos a isso?

 

Depois de deixarmos as malas no hotel - encontrámos este, que é bastante central e relativamente barato -, tínhamos em mente ir almoçar num mercado de street food perto de Christiania, mas assim que nos pusemos a caminho começou a chover a potes e decidimos entrar num sítio mais próximo. Acabámos por comer os hambúrgueres deliciosos - apesar de caros - do Hot Buns, que ficava a dois minutos do nosso hotel. Uma das coisas maravilhosas desta hamburgueria, e que o Guilherme adorou, é que se podem pedir chicken wings como acompanhamento, em vez de batatas ou salada.

 

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Sempre que viajo faço uma lista de livrarias que quero visitar e acabo por trazer sempre pelo menos um livro como souvenir. Aproveitámos para parar na Tranquebar, uma livraria que é também um café e uma loja de discos. Apaixonei-me imediatamente pelo espaço e ficámos por ali algum tempo, a folhear livros e beber um expresso. Acabei por trazer um livro com o qual tenho uma história muito interessante, mas brevemente vou falar-vos sobre ele, por isso não quero já spoilar.

 

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Entretanto já fazia sol e decidimos aproveitar a oportunidade para ir então ao outro lado, visitar Christiania. Escolhemos ir através de Nyhavn, possivelmente o canal mais conhecido da cidade. Os edifícios coloridos e as esplanadas dão muita vida a este sítio, tornando-o especialmente apelativo para um passeio. Passámos ali várias vezes durante o fim-de-semana e gostei sempre de me demorar a observar os prédios e os barcos atracados.

 

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Christiania é também muitas vezes mencionada como a “cidade livre” por ser uma espécie de comuna com cerca de 850 habitantes. Fica situada no bairro de Christianshavn e é até regulada por uma lei específica, passada em 1989. Ainda assim, o estatuto jurídico desta comuna ainda está a ser discutido aos dias de hoje. Por exemplo: o consumo de cannabis foi tolerado até 2004, mas actualmente a polícia ainda fecha os olhos, fazendo apenas rusgas ocasionais.

 

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É uma área muito interessante de se visitar, com uma vida cultural muito vibrante e ainda bastante marcada por valores hippies e anarquistas. E é curioso ver como numa cidade tão organizada como Copenhaga, é possível coexistir uma forma de sociedade completamente diferente. Antes de regressarmos ao centro ainda passámos pela Vor Frelsers Kirke, que tem uma torre lindíssima.

 

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Tínhamos algum tempo até à nossa marcação para jantar, por isso passeámos um pouco pela Srøget, a principal rua pedonal da cidade. No fundo é a rua das lojas e nós tínhamos dois objectivos claros: visitar a loja da Lego e subir à Rundetaarn. A primeira é muito gira, mas eu aconselho vivamente a subida à torre - sobretudo se estiver sol. Não é muito alta, mas lá de cima é possível ter uma vista a 360º de toda a cidade. Em dias especialmente claros dizem que se consegue ver até à Suécia (que também não é muito longe, diga-se de passagem).

 

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Os nossos planos para jantar eram muito especiais. Copenhaga é muito conhecida pela grande quantidade de restaurantes com estrela Michelin que tem, sendo o Noma o mais conhecido. Já tinha partilhado convosco que estava fechado na altura da nossa viagem, por isso decidimos ir a outro - o Era Ora. Fica, como grande parte dos Michelin, na zona de Christianshavn e é o único italiano premiado na Escandinávia.

 

Era suposto irmos lá no domingo, o dia em que fiz anos, mas estava fechado. Assim sendo, adiantámos as celebrações. Posso adiantar-vos que foi uma das melhores experiências gastronómicas da minha vida, mas honestamente gostava de falar-vos sobre ela isoladamente. Teriam interesse em ler um post sobre este jantar?

 

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E questões sobre Copenhaga, têm? Brevemente prometo falar-vos do segundo dia - o do meu aniversário -, que passámos na capital dinamarquesa, em que nos dedicámos a conhecer o centro histórico e as principais atracções. Por enquanto, deixo-vos um mapa que assinala os sítios de que falei neste post, para poderem visualizar melhor:

 

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