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Rita da Nova

Companhia das Culturas

Quando entramos na Companhia das Culturas, em Castro Marim, entramos num espaço com um tempo muito próprio. Aqui tudo é lento - não numa lentidão negativa, que impede as coisas de acontecer, mas numa calma que faz com que as coisas ganhem espaço e momento para crescer. Talvez isso explique o respeito que nutrem pela natureza e o tempo normal das coisas, afinal falamos de um Ecoturismo Sustentável e Orgânico.

 

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Não há televisões ou musica e o wi-fi, essa necessidade dos dias de hoje, fica reservado às áreas comuns - o antigo lagar, que é agora uma sala cheia de livros e com o cheiro familiar da lareira, a sala de pequenos-almoços e a sala de conferências (onde nos dias mais frios é servido o pequeno-almoço). E por falar na primeira refeição do dia, na Companhia das Culturas este é feito a diferentes ritmos - o dos madrugadores, que o tomam pelas 9h da manhã, e os que foram ali para pôr o sono em dia. Para esses (nós incluídos), há tempo para tomar o pequeno-almoço até ao 12h. Escusado será dizer que vivemos em modo brunch nas três manhãs em que acordámos ali.

 

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É tudo caseiro e trazido para a mesa no momento em que nos sentamos. Pão, diferentes tipos de queijos, sumos naturais e compotas feitos com as frutas da época, bolo caseiro e um prato salgado - ora ovos mexidos com tomate, ora batata doce com presunto, ora tomate e requeijão. Nenhum pequeno-almoço foi igual e isso trouxe imensa magia às nossas manhãs.

 

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Foi um fim-de-semana prolongado que soube a mais descanso do que duas semanas de férias. Houve bastante tempo para dormir (há muito tempo que não me lembro de dormir noites seguidas desta forma), para ler demoradamente à lareira, ver séries e filmes que tínhamos em atraso e fazer caminhadas até à Praia Verde. Ajudou o sol de Outono, que só se foi embora na manhã do regresso a Lisboa. Aproveitámos sobretudo a sala comum durante horas, pelo menos as suficientes para nos virem servir chá quente e bolinhos acabados de fazer. 

 

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Este ecoturismo fica mesmo às portas de São Bartolomeu e, se forem de carro, terão vários sítios interessantes para visitar à volta. Nós optámos por fazê-lo perto da hora de jantar e recomendo dois sítios em particular para comer: o incontornável Noélia e Jerónimo, em Cabanas de Tavira, e o À Terra, que fica dentro do Praia Verde Boutique Hotel. Foi o melhor jantar deste fim-de-semana!

 

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A Companhia das Culturas oferece imensas actividades: percursos de caminhada orientados por GPS, yoga às terças e sábados de manhã na CorkBox, workshops ligados à natureza, tratamentos e banhos no Hamam, entre outras coisas. Nós fizemos muito pouco, preferimos ficar por ali a aproveitar a calma e tranquilidade do espaço. Tirando os passeios e os jantares, passamos quase todo o nosso tempo na herdade, em perfeito descanso e comunhão com a natureza.

 

Ficou prometido um regresso com mais calor, para podermos fazer tudo de novo mas, desta vez, com banhos na piscina de água salgada. Quem desse lado já conhecia este pequeno retiro quase na pontinha mais a sudeste de Portugal? Ficaram com vontade de passar lá uns dias?

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