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Rita da Nova

Cartel 36: tráfico de boa comida no Parque das Nações

Pablo Escobar nunca perguntaria “Plata o plomo?” se entrasse no Cartel 36, um restaurante bem escondido no Parque das Nações. Não teria necessidade de ameaças ou subornos assim que visse as delícias que a carta reserva. Ficaria rendido como qualquer um de nós, aliás.

 

As referências aos cartéis de droga e a personalidades como Pablo Escobar estão por toda a parte - desde a decoração ao menu - sem serem demasiadas. Até a música nos remete para a América do Sul, mas está sempre a servir de banda sonora a uma refeição de mesa cheia. Digo “de mesa cheia” porque embora os pratos sejam doses individuais, a ideia é pedir vários para provar coisas diferentes.

 

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Uma refeição neste restaurante não começa sem o Cartão de Visita, um couvert temático. A linha de azeite em pó e o cartão que chegam juntamente com o azeite e as azeitonas falam por si e colocam-nos logo de bom humor. Nós éramos quatro e seguimos o conselho de escolher diferentes coisas para partilhar. O menu não é muito extenso, mas é suficientemente variado para que possamos ir lá várias vezes sem nos cansarmos.

 

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As Proteínas são quem manda neste Cartel 36 e acho que tomámos a decisão acertada de pedir o Salmão curado pela casa, o Bife de Atum com cebolada, os Lagartinhos de Porco Preto com massa de pimentão caseira e a Maminha Maturada Australiana. Estavam todos tão bem feitos que não consigo escolher o melhor.

 

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Cartel que se preze tem sempre a companhia de Acompanhantes de Luxo, que dão mais vida à refeição. Optámos pelos Legumes Braseados, o Esparregado de Espinafres, a Batata Frita e os Cogumelos Assados com Queijo da Ilha. Não pude comer a maioria por causa do Whole30 (isto sim, é um crime!), mas devo dizer que os legumes estavam perfeitos e foram o complemento ideal para cada uma das proteínas.

 

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E o que me custou não poder provar O Doce da Matriarca, feito com uma espécie de baba de camelo e Oreo? Mesmo sem ter provado, garanto-vos que só de olhar me apeteceu montar todo um negócio de tráfico destes frasquinhos. Terminei bem a refeição com a Fruta Esquartejada Ensanguentada, que para além de ser a única sobremesa que podia pedir, tinha um nome demasiado bom para ficar só na lista.

 

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Eu entendo: por um lado faz todo o sentido que um restaurante inspirado em cartéis de droga esteja meio escondido, longe da parte confusa desta zona da cidade. Mas, por outro, gostava que tivesse bastante mais destaque - porque merece e muito.

 

Já conheciam o Cartel 36? Se sim, o que me aconselham pedir numa próxima visita?

 

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