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Rita da Nova

Brunch do Mundo: vamos conhecer o Médio Oriente?

Há muito tempo que não vos escrevia sobre a segunda temporada do Brunch do Mundo, agora na Kitschen, mas isso não significa que não tenha embarcado em mais experiências gastronómicas. Sim, voltei a repetir a jornada e, desta vez, tivemos direito a uma surpresa a meio da viagem: um menu do Médio Oriente.

 

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Viajar consegue ser o ponto de partida para termos inspiração no nosso dia-a-dia, por isso já sabia que as semanas que uma das fundadoras do projecto passou no Irão dariam origem a grandes novidades. Só não sabia que iam ser tão boas. Sim, é verdade: quase um ano depois de conhecer o Brunch do Mundo, ainda me consigo surpreender com o esforço constante que fazem para levantarmos voo e conhecermos sítios novos sem nunca sairmos da mesa.

 

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Este é, possivelmente, o menu que nos é menos familiar. Mesmo já havendo alguns restaurantes do Médio Oriente por Lisboa, a verdade é que acabam todos por servir mais ou menos as mesmas coisas. O que o Brunch do Mundo quis fazer foi dar-nos a conhecer novos sabores e combinações de ingredientes. Missão cumprida, a meu ver.

 

Mas comecemos por apresentar a bebida que nos acompanhou durante toda a refeição: a Limonana (é assim mesmo, não há aqui gralha nenhuma). Representa a Jordânia e é uma limonada bem acompanhada de hortelã. A par da Água de Rosas do menu Ásia, foi a minha favorita de todas as edições.

 

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O prato seguinte veio directamente do Irão, e digo directamente porque a receita e alguns utensílios necessários foram trazidos na mochila. Eu explico: a Sopa Dizi é feita com grão e borrego e tem todo um ritual associado ao seu consumo. Primeiro deve separar-se o caldo dos ingredientes sólidos, depois esmagá-los com uma ferramenta própria e só depois comer - em separado, junto ou com pão. Eu gosto muito de borrego, mas acho que nunca tinha comido nada assim. Imaginem provar um prato cujos sabores vos são completamente novos e desconhecidos… foi isso que senti com esta sopa.

 

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Os ovos vieram representar o Iémen, numa Shakshouka feita de forma ligeiramente diferente. O ovo vem mexido em vez de escalfado, mas tem na mesma pimentos e um travo ligeiro a picante. O pão pita ajudava a empurrar a comida para o garfo, já que neste menu não tivemos direito a faca. No Médio Oriente este talher é pouco usado no momento da refeição, embora esteja presente no momento de cozinhar.

 

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O último prato salgado é-me mais familiar, já que sou muito fã de Baba Ganoush, um hummus de beringela. Esta pasta acompanhada por cenoura e pepino crus representa a Síria, mas mesmo assim o Brunch do Mundo conseguiu surpreender-me ao trazer um sabor de Baba Ganoush diferente àquele a que estou habituada.

 

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Chegados às sobremesas, tinha as expectativas em aberto porque não conhecia nenhuma. Aliás, acho que a única sobremesa do Médio Oriente que alguma vez provei foram as Baklavas e uma olhadela rápida pelo menu permitiu-me perceber que não faziam parte do alinhamento para este dia. Mas tivemos direito ao Ataif com flor de laranjeira, nozes e ricotta, uma espécie de crepes recheados inspirados no Líbano. Foi a minha sobremesa favorita deste menu e deixo-vos uma dica: os ataif vêm recheados com coisas diferentes, mas eu adorei comer os dois juntos.

 

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Torci um bocadinho o nariz quando vi que o prato seguinte era um Creme de Côco, uma fruta de que não costumo gostar. Mas vinha acompanhado da Granola do Médio Oriente, que é feita com pistáchio, tâmaras e cardamomo. Já tinha tido oportunidade de a provar e é a minha preferida de todas (a par da Granola Europa). Esta combinação de sabores tornou o prato de Israel muito especial e o travo a côco era tão suave que me esqueci completamente que estava lá.

 

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Do Egipto chegou a última iguaria deste menu: uma Basbousa com Gelado de Açafrão. Se o bolo estava bom, acreditem que o gelado estava ainda melhor. Juntos, faziam uma combinação deliciosa. Uma sobremesa para terminar em grande, pelo menos achávamos nós. Isto porque, do Irão, o Brunch do Mundo trouxe uma surpresa que tornou o momento do café (ou melhor, do chá) muito mais animado.

 

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Mas para saberem o que se passou ao certo com este chá, vão mesmo ter que embarcar nesta viagem pelas terras do Médio Oriente com o Brunch do Mundo. É uma surpresa que vale a pena ser mantida, para que tenham direito a momentos tão bons quanto eu tive.

 

 

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Já sabem: basta estarem atentos ao Instagram e Facebook, uma vez que é lá que as datas serão anunciadas. Depois é só enviar um e-mail muito rapidinho, para garantirem uma vaga. Enquanto isso, podem sempre ter um bocadinho do melhor brunch de Lisboa em vossa casa, com as granolas de cada parte do mundo.

 

Ficaram com vontade de experimentar este menu? Garanto que é mesmo muito diferente de todos os outros!

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