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Rita da Nova

Brunch do Mundo // Europa de Leste

Poucos saberão isto, mas este blog surgiu como forma de relatar o inter-rail que fiz pela Europa de Leste, entre Outubro e Novembro de 2012. Depois eu voltei, o blog foi deixando de ser actualizado… enfim, fast forward para Fevereiro de 2017, quando lhe fiz reanimação e lhe dei uma vida maior em que as viagens são apenas uma parte. Mas as pessoas mais próximas sabem que tenho um carinho muito especial por esse mês da minha vida, em que andei de mochila às costas em países onde nem “olá” sabia dizer.

 

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Por isso, quando soube que o novo menu do Brunch do Mundo ia fazer-me recordar esta zona do globo, não hesitei. Consegui lugar para mim, para o Guilherme e para a Avó - parece que ficou fã desde o último - e lá fomos nós. Faço desde já um disclaimer: na altura da viagem eu não trabalhava e poupei o máximo de dinheiro durante a viagem, logo há uma série de coisas típicas que não provei. Esta edição do Brunch do Mundo conseguiu também trazer-me coisas que não experimentei e países que não visitei.

 

Faço outro disclaimer: este é, possivelmente, o menu mais interessante do ponto de vista estético. Os pratos são todos bonitos e a toalha da mesa condiz perfeitamente com as cores da comida. A sério, fiquei deliciada. Mas bom, como sei que querem é falar de comida, vou voltar a 2012 e relatar-vos esta mini viagem pela Europa de Leste.

 

Na mesa já nos esperavam cestas de Pão Challah e Pão de Sementes, ambos muito consumidos nesta parte do continente. O Kompot não chegou a tardar, para dar início à refeição. Esta bebida representa a Ucrânia e qualquer semelhança com a palavra “compota” não é pura coincidência. O processo de produção deste sumo é semelhante ao das compotas, já que é feito com os restos das frutas cozinhadas. A nossa vinha com bastante gelo, mas também pode ser bebida quente.

 

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Lembro-me de ter provado uma Sopa Goulash algures durante a minha viagem, mas não tenho a certeza que tenha sido na Hungria. É uma sopa consistente, preparada através de um guisado de legumes, carne e paprica. Posso dizer-vos que esta que provei no Brunch do Mundo estava muito fiel ao sabor de que tenho memória e que teve a capacidade de me levar novamente para as margens do Danúbio, com Buda atrás de mim e Peste no meu campo de visão.

 

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O meu prato favorito chegou a seguir, inspirado na Estónia - país onde, aparentemente, se comem muitos ovos. Eu sei, parece incrível que o meu favorito não seja uma sobremesa, mas é só para verem o quão bons estavam estes Ovos Recheados com Salada de Pepino. Além de deliciosos eram cor-de-rosa, “culpa” da beterraba que adicionaram na cozedura.

 

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Cepelinai de Cogumelos, que representa a Lituânia, foi o último prato salgado a vir para a mesa. Pode não ser visualmente tão bonito quanto o anterior, mas não deixa de ser interessante. Explicaram-nos que é um prato muito trabalhoso, já que a massa é feita com batata cozida e batata crua, e que por isso os lituanos só o comem fora de casa ou em ocasiões muito especiais. O nome remete para zeppelin por causa da forma que o prato tem - curioso, não é?

 

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Para a estreia nas sobremesas demos um salto à Rússia, um dos países que mais curiosidade tenho em conhecer. O Guilherme não quer de todo, por isso é daquelas viagens que vai envolver um esforço grande de persuasão (ou então é daquelas que hei-de fazer sozinha). Uma coisa é certa: vou querer comer estas Panquecas Syrniki todas as manhãs, como os russos têm o hábito de fazer. A textura e o sabor são mais aproximados aos de uma rabanada, mas são menos pesadas e enjoativas.

 

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Granola de Trigo Sarraceno e Millet com Creme de Frutos Vermelhos inspirada na Polónia foi o único prato trazido do antigo menu da Europa. Já o conhecia, mas achei o creme de frutos vermelhos ainda melhor desta vez.

 

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Lembram-se de ter dito que achei este menu super bonito? O Bolo de Pêssego e Sementes de Papoila, que eu não tive oportunidade de experimentar na Roménia quando lá estive, é mais uma prova disso. É muito diferente, tanto no aspecto como no sabor - as sementes de papoila dão um toque crocante, ao mesmo tempo que o pêssego adoça todo o bolo. Foi a melhor forma de terminar esta refeição, mesmo!

 

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Não me canso de dizer isto, mas cá vai: se não tiverem oportunidade de viajar a sério, então marquem o vosso lugar no Brunch do Mundo e podem ter a certeza que a experiência é igualmente marcante. Tal como uma viagem, permite-nos conhecer sítios, histórias e pessoas.

 

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Estejam atentos ao Instagram e ao Facebook, onde as datas são anunciadas. Há 22 lugares livres em cada data, mas para garantirem o vosso têm que ser dos primeiros a enviar e-mail. Boa sorte!

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