The Knight and The Moth, Rachel Gillig
Quando convidei a minha amiga Fi para participar no Clube do Livra-te de dezembro já sabia que era altamente provável que trouxesse um livro de fantasia. O que eu não esperava era acabar a gostar tanto da leitura de The Knight and The Moth (O Cavaleiro e a Mariposa), de Rachel Gillig, quanto gostei — esta leitura acompanhou-me nos dias caóticos antes do Natal, e provou ser a companhia perfeita para uma época agitada.

Sybil, a nossa protagonista, é uma de seis videntes que servem na catedral de Aisling. O propósito destas mulheres é o de receberem revelações e informações importantes em sonhos, mas para que isso aconteça precisam de ser afogadas. Um novo rei recorre a esse «serviço», mas a partir desse momento começa a acontecer o pior: uma a uma, as videntes desaparecem durante a noite, até que Sybil é a única que resta e decide perceber o que se passa.
Claro que não vos vou dizer o que se passa a seguir, mas podem partir para a leitura com a garantia de que é uma leitura bastante fluida, já que o sistema de magia e o mundo de fantasia que Rachel Gillig apresenta é pouco complexo — o que nos deixa espaço mental para aproveitar o desenvolvimento das personagens e a forma como interagem umas com as outras. O plot twist pode não ser a coisa mais surpreendente do mundo, mas é uma aventura que vale muito a pena ser lida, e até acho que pode ser um bom livro para quem se quer iniciar no género da fantasia e não sabe por onde começar.
"The answer is rather simple." The gargoyle swatted birch branches as we passed them by. "When you do the right thing for the wrong reason, no one praises you. When you do the wrong thing for the right reason, everyone does, even though what is right and wrong depends entirely on the story you're living in. And no one says they need recognition or praise or love, but we all hunger for it. We all want to be special.
Rachel Gillig conseguiu equilibrar muito bem a crítica a um sistema capitalista e corrupto com momentos bastante divertidos. Para tal, creio que a personagem da gárgula foi essencial — funciona como apontamento cómico, mas não está lá só para tornar o livro menos pesado. Mas para perceberem o que quero dizer, terão mesmo de o ler!
Caso queiram ouvir-me a falar sobre este livro com mais detalhe, deixo-vos o episódio de Clube do Livra-te que gravei com a Fi:
E agora quero saber: mais alguém desse lado à espera da continuação desta história, que vai ser uma duologia? Ou alguém com vontade de ler este? Contem-me tudo!
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O que é o Clube do Livra-te?
É o clube do livro do podcast Livra-te — calma, não precisam de acompanhar o podcast para participar nas leituras. Todos os meses, eu e um convidado escolhemos um livro para ler em conjunto convosco e vocês podem optar por ler a escolha do convidado, a minha escolha ou ambas. Depois, podem deixar a vossa opinião nos comentários do episódio de discussão ou no Discord. Podem juntar-se a qualquer altura, venham daí!