Never Let Me Go, Kazuo Ishiguro
A minha experiência com Kazuo Ishiguro tem sido um crescendo: comecei com The Remains of the Day (PT: Os Despojos do Dia), que não consegui terminar, passei para Klara and the Sun (PT: Klara e o Sol), de que gostei bastante, e parti recentemente para este Never Let Me Go (PT: Nunca Me Deixes), pelo qual me apaixonei completamente desde o primeiro capítulo.

Estamos perante um daqueles casos em que quanto menos disser sobre esta história, melhor. O que é que posso revelar? Que Never Let Me Go se passa nos anos 1990, em Inglaterra, e que acompanhamos três amigos — Kathy, Ruth e Tommy —, tanto nos anos em que frequentam Hailsham, um colégio interno, como nos anos seguintes. É uma realidade alternativa à nossa, ou seja, é essencialmente uma distopia, mas não quero relevar os traços deste mundo que Kazuo Ishiguro construiu porque não quero mesmo estragar-vos a experiência (e a surpresa) de ler.
Memories, even your most precious ones, fade surprisingly quickly. But I don’t go along with that. The memories I value most, I don’t ever see them fading.
Ainda assim, não quero terminar esta review sem confirmar que, tal como várias pessoas já me tinham dito ao longo dos anos, este livro é mesmo a minha cara. Além de uma prosa muito bonita e cuidada — emocional quando tem de ser, racional quando é preciso fazer a ação avançar —, é um excelente trabalho de construção de personagens e de desenvolvimento das relações entre elas ao longo dos anos (e tendo em conta a maneira como, naturalmente, vão crescendo e evoluindo). Senti-me muito ligada à história, e sei que não me vou esquecer da Kathy, da Ruth e do Tommy tão cedo. Se já pensaram em ler este livro e nunca aconteceu, levem este post como um sinal para avançarem — prometo que não se arrependerão.
O meu próximo passo é ver a adaptação para filme com Carey Mulligan, Andrew Garfield e Keira Knightley. E agora que já li mais coisas do autor, sei que vou querer dar uma nova oportunidade a The Remains of the Day, mas deixo-vos também o canal aberto para que me recomendem mais livros do autor que considerem imprescindíveis. Conto convosco?