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Rita da Nova

Sex | 09.02.24

The Fair Botanists, Sara Sheridan

Não escondo que Edimburgo é um dos meus sítios favoritos, onde regresso e regressarei sempre com muita vontade. Fiquei muito contente quando minha amiga Pat (oi, amiga! 🙋‍♀️) foi lá e, ainda por cima, me trouxe um livro como presente. The Fair Botanists, de Sara Sheridan, junta então duas coisas de que gosto muito: plantas e a cidade escocesa.

 

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Neste romance histórico somos transportados para os anos 1820, numa altura em que a cidade de Edimburgo vivia um estado de excitação com a possível visita do rei durante o verão. Ao mesmo tempo, há outra grande novidade: o jardim botânico mudou de localização e, nele, há uma planta prestes a dar flor. Qual é a questão aqui? É que esta planta centenária (Agave americana) floresce apenas uma vez e depois morre — e as suas sementes podem ter propriedades interessantes.

 

As personagens principais de The Fair Botanists são todas mulheres: Belle é prostituta, mas também se interessa pela arte de fazer perfumes; Elizabeth é uma jovem viúva, que decidiu mudar-se para Edimburgo depois da morte do marido; e Lady Clementina é a tia desse marido, que recebe Elizabeth como se de uma filha de tratasse. Há outras personagens, mas é em torno destas figuras femininas que a narrativa se desenvolve: todas acabam por se aproximar do jardim botânico e desta planta e, como consequência, também umas das outras.

 

Há algum tempo que não lia um romance histórico passado tão atrás no tempo e, embora não me tenha custado assim tanto a entrar na história, a meio da leitura senti alguma dificuldade com o ritmo mais lento que a autora escolheu para desenvolver o enredo. A escrita é bastante atual, tem apenas um ou outro apontamento de inglês mais arcaico — não tanto para aproximar o livro da época, mas mais para nos ajudar a situar a história. Apesar disso, posso considerar que foi uma leitura positiva e que gostei de conhecer estas personagens. Tenho a certeza de que não mudou a minha vida, mas foi um tempo bem passado e levou-me a explorar um género que não tenho por hábito ler.

 

Se são fãs de romances históricos, se gostam de plantas e de protagonistas femininas, então acho que vão dar-se muito bem com este livro. Infelizmente não está traduzido para português, mas, como disse, não achei o inglês complicado. Já tinham ouvido falar deste livro ou da escritora?