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Rita da Nova

Sex | 06.08.21

Três e-books para Agosto

Antes de mais, uma palavra de agradecimento a todas as pessoas que participaram no giveaway em parceria com a Kobo e a Fnac Portugal, onde oferecemos três e-books a cinco participantes. Tal como vos tinha dito, a ideia é que haja uma oportunidade por mês para participarem – se há coisa de que não nos queixamos é de uma pilha de livros para ler sempre a aumentar, não é mesmo? 

 

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E como eu gosto de ser essa boa/má influência no que toca às leituras, nada como vos apresentar os três livros que escolhi para Agosto (estava tão curiosa com A Gorda que já o comecei e tudo!). Aqui ficam eles: 

 

O país dos outros, Leila Slimani 

 

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Sinopse: 

Da aclamada autora franco marroquina Leïla Slimani, uma atmosférica e inquietante saga familiar que põe em relevo uma mulher enredada entre duas culturas, dividida entre a dedicação à família e o amor à liberdade com que cresceu.

Em 1944, Mathilde, uma jovem alsaciana, apaixona-se por Amine, um oficial marroquino que combate no exército francês durante a Segunda Guerra Mundial. Terminada a guerra, o casal muda-se para Marrocos e instala-se perto de Meknés.

Amine dedica-se a recuperar a quinta herdada do pai, tentando arrancar frutos de uma terra pedregosa e estéril. Enquanto isso, Mathilde começa a sentir o jugo dos costumes conservadores do novo país, tão sufocante quanto o seu clima.

Nem a maternidade apaga a solidão que sente no campo, longe de tudo, num lugar que não é o seu e a verá sempre como estrangeira.

 

 

A Gorda, Isabela Figueiredo 

 

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Sinopse:

Maria Luísa, a heroína deste romance, é uma bela rapariga, inteligente, boa aluna, voluntariosa e com uma forte personalidade. Mas é gorda. E isto, esta característica física, incomoda-a de tal modo que coloca tudo o resto em causa. Na adolescência sofre, e aguenta em silêncio, as piadas e os insultos dos colegas, fica esquecida, ao lado da mais feia das suas colegas, no baile dos finalistas do colégio. Mas não desiste, não se verga, e vai em frente, gorda, à procura de uma vida que valha a pena viver. Este é um dos melhores livros que se escreveu em Portugal nos últimos anos. 

 

 

O Homem das Castanhas, Søren Sveistrup

 

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Sinopse: 

Uma tempestuosa manhã de Outubro. Num tranquilo subúrbio de Copenhaga, a Polícia faz uma descoberta terrível. No recreio de um colégio, uma jovem é encontrada brutalmente assassinada, e falta-lhe uma das mãos. Pendurado por cima dela, um pequeno boneco feito com castanhas.

A jovem e ambiciosa detective Naia Thulin é designada para desvendar o caso. Com o seu colega Mark Hess, um investigador que acabou de ser expulso da Europol, descobrem uma misteriosa prova sobre "o homem das castanhas", nome com que os media baptizaram o assassino. Existem evidências que o ligam a uma menina que desapareceu um ano antes e foi dada como morta: a filha da ministra Rosa Hartung. Mas o homem que confessou o assassínio da menina, um jovem que sofre de uma doença mental, já está atrás das grades e o caso há muito tempo fechado.

Quando uma segunda mulher é encontrada morta e, junto dela, mais um boneco de castanhas, Thulin e Hess suspeitam de que possa haver uma ligação entre o caso Hartung e as mulheres assassinadas. Mas qual é a relação entre as duas mortes?

Thulin e Hess entram numa corrida contra o tempo. O assassino tem uma missão# e está longe de a terminar.

 

 

Mais uma vez, decidi trazer três géneros bastante diferentes para acompanhar mais um mês de férias e de leituras ao sol. Qual deles vos chama mais à atenção? Não se esqueçam de ir deitando um olho ao Instagram, que no início da próxima semana haverá novo giveaway! 

Qui | 05.08.21

Nine Perfect Strangers, Liane Moriarty

Nine Perfect Strangers, de Liane Moriarty, tem andado a ser mais falado por aí desde a promoção da minissérie que está quase aí – estreia dia 18. Como tive sempre boas experiências com a autora, decidi pegar no livro antes de estrear a adaptação, mas posso dizer que a série me parece vir a ter mais interesse do que o livro teve (pelo menos para mim). 

 

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Quando nove pessoas desconhecidas se juntam para umas férias num retiro de saúde, muito pode acontecer. Começamos por conhecer estas personagens: quem são, que problemas têm na vida, que expectativas têm para este retiro – pode ser perder peso, ficar mais saudável, reconectar-se com o seu interior. Porém, nem tudo vai ser exactamente como esperavam e algumas coisas estranhas começam a acontecer.

 

Sometimes your life changes so slowly and imperceptibly that you don't notice it at all until one day you wake up and think, 'How did I get here?' But other times, life changes in an instant with a lightning stroke of good or bad luck with glorious or tragic consequences.

 

Não vos conto mais para não estragar, mas posso dizer que a premissa parece mais entusiasmante do que a concretização da história. Sinto que a autora passa muito tempo a construir personagens, o que por norma é bom, mas a partir do momento em que as coisas mais estranhas começam a acontecer e a narrativa ganha contornos de suspense, não conseguiu agarrar-me como gostaria. 

 

Até pode ter sido porque eu não estava numa fase propriamente produtiva em termos de leituras, mas senti muita dificuldade em ligar-me com as personagens e com a história, mesmo reconhecendo que tudo tinha um enorme potencial para resultar – mais que não seja porque a Liane Moriarty já escreveu coisas tão boas, como é possível errar? Contudo, de cada vez que vejo o trailer fico com mais vontade de ver a minissérie… será este um daqueles casos em que ficará mesmo melhor no ecrã? 

 

Também já leram este livro? Sei que está traduzido para português, com o título Nove Perfeitos Desconhecidos. Ficaram com curiosidade para ler ou para ver a série? 

Qua | 04.08.21

Ready Player One, Ernest Cline

Se vão estando atentos às minhas publicações no Instagram sabem que eu e o Guilherme temos feito uma parceria com a Wook para celebrar a forma como os livros nos podem ajudar a despertar – despertar para novos temas, para novas realidades, para novas culturas. Parte do desafio que nos foi lançado consistia em que o Guilherme lesse um dos livros que teve impacto na minha forma de ver o mundo (O Retorno, de Dulce Maria Cardoso), enquanto eu leria um dos dele. 

 

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E foi assim que Ready Player One, de Ernest Cline, veio parar às minhas mãos e foi uma das minhas leituras recentes. Era um daqueles que tinha eventualmente na pilha para ler, mas que foi sendo ultrapassado por outros que são mais a minha onda. Acho até que, se não fosse o desafio, não o teria lido tão cedo – mas ainda bem que o fiz, já que foi uma experiência leve e divertida. 

 

A premissa é muito interessante e dá pano para mangas: em 2044, o mundo é um sítio muito feio. Doenças, problemas ambientais e violência são a regra, não a excepção. No meio deste cenário negro, o OASIS (um sistema de realidade virtual onde é possível fazer praticamente tudo) é o único sítio em que a maior parte das pessoas se sentem bem e em segurança. Quando o criador do jogo morre sem deixar herdeiros, começa uma caça pelas diversas pistas que foram deixadas e que vão levar alguém ao grande prémio final. 

 

Passam-se anos até que alguém, um adolescente chamado Wade Watts na vida real e Parzival no OASIS, descobre a primeira pista e reacende o jogo. À medida que outros jogadores seguem no seu encalço, Parzival começa a pôr em causa as amizades que foi criando neste sistema e a ser ameaçado por pessoas mais fortes do que ele, que querem destruir o OASIS. É um livro cheio de referências aos anos 80, não apenas de arcade, mas de filmes, séries, músicas e filmes – e é a prova de que ser um nerd compensa mais do que ter força física. 

 

I created the OASIS because I never felt at home in the real world. I didn't know how to connect with the people there. I was afraid, for all of my life, right up until I knew it was ending. That was when I realized, as terrifying and painful as reality can be, it's also the only place where you can find true happiness. Because reality is real.

 

A leitura é quase como uma aventura bastante divertida, com altos e baixos que me foram tirando o fôlego. De tudo, aquilo de que mais gostei foi da construção da personagem Arth3mis, a única jogadora mulher a estar no pódio e interesse amoroso da personagem principal. Acho até que é ela quem torna mais palpável as diferenças entre existir dentro e fora do OASIS (e qual o lado mais importante). 

 

Também existe o filme, que eu vi mal estreou e bastante antes de ler o livro. Lembro-me que é bastante diferente do livro, mas vi há tanto tempo que acabou por não ter impacto na minha leitura. E vocês, já conheciam este?

Seg | 02.08.21

Música para o mês // Agosto

Então não é que somos recebidos por um Agosto meio cinzento, precisamente em linha com a artista e com a música que eu tinha pensado para receber este mês? Nem sempre o meu mood anda de mãos dadas com o mood do mês em questão, mas parece que aqui até calhou bem. Nem dá para fazer muito suspense à volta disto – com um álbum lançado na passada sexta-feira, claro que é Billie Eilish quem vai andar a servir de banda sonora nas próximas semanas. 

 

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Ainda não ouvi o álbum com todo o tempo e dedicação que sei que merece, mas adoro que se note uma evolução enorme relativamente a When We All Fall Asleep, Where Do We Go?, não apenas musicalmente, mas quando consideramos os temas abordados nas letras. Talvez eu até prefira (ou esteja mais habituada) à Billie mais ansiosa, mais agitada e mais electrónica, mas sabe bem ouvir uma versão mais calma, mais madura e com a tónica na aceitação. 

 

NDA é, sem dúvida, uma das minhas favoritas do álbum por conjugar estas duas faces da mesma artista: 

 

 

 

30 under 30 for another year

I can barely go outside, I think I hate it here (think I hate it here)

Maybe I should think about a new career

Somewhere in Kauai where I can disappear

I've been having fun, getting older now

Didn't change my number, made him shut his mouth (his mouth)

At least I gave him something he can cry about

I thought about my future but I want it now

Mmm, want it now 

 

Com este álbum, reforço a opinião que tenho desde início sobre Billie Eilish: como é que há tanta vida numa rapariga tão nova? Como é que ela já é isto tudo, mas ainda tem tanto caminho pela frente? 

 

E desse lado, há mais fãs dela? Se sim, o que acharam do álbum? E que música acompanharia o vosso Agosto? 

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