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Rita da Nova

Sex | 02.04.21

In Five Years, Rebecca Serle

Se eu sou a primeira pessoa a dizer que não se deve julgar um livro pela capa e, depois, sou também a primeira a fazê-lo? Às vezes acontece e pronto, é preciso admitir e seguir em frente. Já tinha visto o livro In Five Years, de Rebecca Serle, um pouco por toda esta Internet, mas achei sempre que não era para mim. Até que o Kobo me acenou com o belo preço de 99 cêntimos e eu lá decidi dar-lhe uma oportunidade. 

 

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Ainda bem que o fiz – não porque o livro tenha mudado a minha vida, longe disso, mas porque foi até uma leitura prazerosa e um excelente “limpa palato” entre outros livros mais pesados. E descobri que o julgamento que andava a fazer do livro (pensava que era um daqueles romances bem melosos e chatos) afinal estava totalmente errado. 

 

A premissa agarrou-me logo: Dannie, a nossa protagonista, mora em Manhattan com o namorado, com quem tem a vida planeada ao segundo. Se lhe perguntarem onde se vê daqui a cinco anos, ela tem um plano infalível e bem delineado – sabe onde quer trabalhar, onde quer morar e com quem quer partilhar a vida. Na noite em que fica noiva do namorado, adormece exausta no sofá e tem um sonho demasiado vívido. Passaram cinco anos e ela está em Brooklyn, num apartamento com um homem que não conhece. 

 

You mistake love. You think it has to have a future in order to matter, but it doesn't. It's the only thing that does not need to become at all. It matters only insofar as it exists. Here. Now. Love doesn't require a future. 

 

Eu sei que por esta sinopse parece que vai ser um livro apenas sobre a forma como ela depois percebe que, afinal, é esta vida de que precisa para ser feliz. Mas, acreditem, o livro tem twists de que eu não estava à espera, mostrando ser muito mais profundo (e até triste) do que eu achava. Pensei que estava a adivinhar tudo o que ia acontecer e, pelos vistos, a autora conseguiu dar-me bem a volta. Percebo que In Five Years se tenha tornado um grande sucesso ou, pelo menos, que ande a ser falado por aí. 

 

Vejam bem que até me puxou à lagriminha no final (pessoas que menstruam e estão a ler isto: não é um bom livro para ler no pico da TPM, está bem?). Em resumo: não é um livro perfeito, mas revelou-se uma bela surpresa e eu gostei de ter estado errada na opinião que tinha sobre ele – e tudo pela capa. Quem desse lado já o leu? O que acharam? 

Qui | 01.04.21

Música para o mês // Abril

Se eu estou feliz com a chegada de Abril? Estou, pois. E querem saber porquê? Provavelmente não, mas eu conto na mesma: porque vou de férias. Desde que trabalho que me habituei a tirar férias com o objectivo de viajar e, neste contexto, fica uma situação meio estranha para mim. Ainda assim, é importante reconhecer que precisamos de parar uns dias, seja para ficar simplesmente em casa ou perto dela. 

 

MUSICA-ABRIL.png

 

Ando a sonhar com o momento em que possa regressar a Nova Iorque ou visitar finalmente a Islândia, mas enquanto isso não pode acontecer, decidi que iria gastar alguns dias de férias na mesma. Daí que o meu mood para a entrada neste mês seja positivo – embora a meteorologia não esteja com muita vontade de colaborar. De qualquer das formas, descanso é descanso e eu sinto que estou a precisar. 

 

A música que vos trago hoje, The Look dos Metronomy, é um clássico das minhas viagens de carro em férias, sejam roadtrips ou viagens cá dentro. Deixa-me sempre tão bem disposta que não dava para não a inaugurar Abril com ela: 

 

 

 

You're up and you'll get down

You never running from this town

Kinda think you said

You'll never get anything better than this

'Cause you're going 'round in a circle

And everyone knows you're trouble

 

'Cause you read it in a big book

And now you're giving me the look look

But just remember how we shook shook

And all the things we took took

This town's the oldest friend of mine

 

Se não conheciam, espero que vos deixe com o espírito tão levezinho como me deixa a mim! Não sei se está nos vossos planos tirar férias tão cedo, mas não se esqueçam que é importante descansar e parar, sobretudo neste contexto que continua tão estranho. Posto isto, fico à espera de saber o que têm na agenda para Abril!