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Rita da Nova

Sex | 26.06.20

Uma Dúzia de Livros // Julho: um livro que já tenhas lido

Julho está quase aí e nós estamos quase a passar o meio d’Uma Dúzia de Livros de 2020 - que tem sido um ano tão atípico, mesmo em leituras. E parece-me sempre que a vida tem umas formas retorcidas e irónicas de se manifestar: o tema deste mês é um livro que já tenhas lido e, apesar de o meu instinto inicial ser usar esta desculpa para reler finalmente O Diário de Anne Frank, a morte de Carlos Ruiz Zafón trouxe-me a urgência de reler a obra dele.

 

Perdemo-lo demasiado cedo, é o que vos digo. Mas uma coisa é certa: Carlos Ruiz Zafón vai viver sempre nos livros que escreveu - sobretudo nos livros que escreveu sobre livros. A melhor forma de o imortalizar é continuar a ler o que escreveu e a falar sobre essas obras, partilhá-las com amigos. Nesse sentido, o meu plano para Julho é ambicioso, mas espero que uns dias à beira da piscina me ajudem a concretizá-lo: vou reler a saga “Cemitério dos Livros Esquecidos”, desta vez por ordem cronológica de acontecimentos e não de lançamento.

 

Para quem tem curiosidade, é esta a ordem: O Jogo do Anjo, A Sombra do Vento, O Prisioneiro do Céu e O Labirinto dos Espíritos. Há anos que dizia que um dia iria entrar novamente nesta colecção tão mágica e parece que é mesmo agora. Se ainda sobrar tempo (duvido), dedicar-me-ei então a O Diário de Anne Frank. Quem entra comigo nesta homenagem a este escritor incrível? Se não, o que planeiam ler para o tema de Julho?

 

E antes de irem embora, fica aqui a data para o nosso próximo encontro (virtual, ainda): 3 de Julho, às 19h. Eu sei que é uma sexta-feira, mas já que é feito a partir do Zoom… por que não? Vamos discutir os livros de Abril, Maio e Junho. Como o nosso grupo de WhatsApp foi “atacado”, enviem-me um e-mail a confirmar a vossa presença neste encontro e eu envio-vos um convite! Conto convosco?

Ter | 23.06.20

Casa // Se as paredes falassem (II)

Não sei há quanto tempo acompanham o blog, mas se são novos por aqui provavelmente não leram o primeiro post sobre as paredes da minha casa e aquilo que elas dizem. Vamos fazer assim, vocês vão ler esse primeiro post e depois voltam aqui. Já está? Perfeito! Vou então falar-vos dos mais recentes acrescentos cá por casa.

 

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Como já vos disse na semana passada, a quarentena parece ter feito extremamente bem à nossa casa. Acho que tudo tem a ver com o facto de passarmos muito mais tempo por cá, de a aproveitarmos melhor. Com isso, veio a vontade de a pôr ainda mais bonitinha - eu acredito que uma casa é um work in progress eterno e dá-me imenso prazer ir mudando algumas coisas aqui e ali.

 

Quando fiz a primeira encomenda na Desenio, soube logo que não ia ser a única. Esta nossa casa tem muitas mais paredes que a antiga e eu gosto de as ver cheias, bonitas e a transmitir várias mensagens que tenham a ver connosco. Para além disso, a parede grande da sala, junto à mesa de refeição, ainda estava vazia - prontíssima para receber quadros!

 

Ainda está longe de estar completa, mas já começámos a desenhar a nossa parede de quadros. Para dar início, escolhemos três posters: o Sunkissed Peaches, o Noodles e o Texture Lines Hands. Como diz o Guilherme, o dos pêssegos é super Call Me By Your Name (está errado?) e escolhi os outros para que combinassem com esse - não apenas relacionados com comida por estarem perto da zona de refeição, mas acima de tudo que conjuguem bem em termos de cores. Já fizemos uma nova wishlist para completar esta parede e quando chegarem mostro-vos o resultado final.

 

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De resto, quis dar alguns apontamentos a partes muito específicas da casa. Perto do bar, na sala, pendurei o poster Graphic Espresso Martini - não só para ficar bonito, mas porque tem uma receita que será super útil, acredito. No escritório deixei o Plant Lady porque é lá que está grande parte da minha colecção de plantas, mas quero fazer uma correcção: eu não sou apenas plant lady, sou uma conjugação muito estranha entre plant e cat lady! Para terminar, pendurámos o poster Chocolates is Happinness na única parede livre da cozinha e de cada vez que entro lá fico mais contente com ele.

 

 

Como já vos tinha dito antes, comprei directamente molduras para todos eles na Desenio - para mim, uma das maiores vantagens de comprar lá os posters. É que para além de serem bonitos e haver para todos os gostos, ao comprarmos molduras e ganchos de cartaz no site, garantimos que são do tamanho certo e que podemos pendurá-los logo mal chegam. Há sensação melhor do que pôr logo algo novo a decorar a nossa casa?

 

Qual destes é o vosso favorito? Já fizeram compras na Desenio? Se sim, quais? Vá, estou armada em cusca e quero saber tudo!

 

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Este post foi criado em colaboração com a Desenio. 

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Qui | 18.06.20

As coisas boas da quarentena

Esta semana senti, pela primeira vez desde o isolamento social, um pequeno regresso à normalidade. Saí de casa para ir ao escritório onde trabalho e tive um pequeno gosto do que era a minha vida antes da pandemia. E isso deixou-me a pensar em tudo aquilo por que o mundo passou nos últimos meses, na forma como tivemos que nos adaptar e em como o fizemos tão depressa.

 

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Embora ainda estejamos longe de ter uma rotina igual à que tínhamos (isto se alguma vez voltarmos a ter), dei por mim a pensar também nas coisas que me ajudaram a passar este tempo todo em casa sem desesperar. Fui-me dedicando a pequenas coisas e hoje sinto que, embora pareçam mínimas, tiveram um grande impacto na minha sanidade mental. Por isso, hoje decidi partilhar convosco a lista das coisas boas desta quarentena, esperando que depois partilhem as vossas também. Ora vamos lá:

 

1. As minhas plantas

Dediquei-lhes um post no início da quarentena, mas desde aí muito mudou: a minha colecção tornou-se muito maior, visitei muitos hortos (online e físicos) e aprendi a conhecê-las melhor. Mas também lidei com as primeiras pragas e com algumas mudanças de vaso. O próximo passo? Propagar plantas novas a partir das que tenho!

 

 

2. Community & Broklyn 99

Eu sei que falo mais de livros por aqui, mas também acompanho algumas séries. E esta quarentena foi especialmente boa para nos dedicarmos a algumas “empreitadas” cá por casa. Primeiro, aproveitámos que Community chegou à Netflix e vimos as temporadas todas de seguida. Depois disso, foi a vez de Brooklyn 99 (vamos agora a meio da 4ª temporada). Normalmente aproveitamos as horas das refeições (almoço e jantar) para ver pelo menos um episódio.

 

3. Voluntariado no MEG

Durante os tempos iniciais (e mais duros) do confinamento, ir uma vez por semana à associação onde faço voluntariado com gatinhos foi uma das coisas que mais sanidade mental me deu. Todos os voluntários tiveram uma declaração especial, que permitia deslocações para cuidados aos animais. Confesso que ansiava muitas vezes pelo meu dia de escala para sair finalmente à rua.

 

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4. Livros, claro

Se os livros já são o meu escape em momentos normais, durante a quarentena consegui por algumas leituras em dia e dar algum avanço à pilha de livros para ler. Até agora foram 10 livros e mais de 4000 páginas! Nada mau, Rita, nada mau…

 

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5. Projecto “pôr a casa como deve ser”

Costumo dizer que a quarentena fez muito bem à minha casa porque, ao passar tanto tempo cá, comecei a pensar em formas de a por mais ao nosso jeito, tanto em termos de decoração como de funcionalidade. Posso dizer que ficou bastante mais composta nos últimos três meses, estou muito orgulhosa deste pequeno projecto que estará sempre em construção. Para a semana vou partilhar convosco algumas coisas bem especiais, que ajudaram a tornar a nossa casa mais acolhedora e “a nossa cara”.

 

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Chega de falar da minha quarentena, agora quero saber da vossa! A única regra é: só partilhar as coisas positivas do confinamento!

Ter | 16.06.20

Os livros da Rita // The Wife, Meg Wolitzer

Depois de ter lido Os Interessantes, de Meg Wolitzer, tinha prometido a mim mesma que pegaria noutro livro da autora. Passaram-se quase dois anos (caramba, que o tempo voa) e eu peguei finalmente no The Wife - que compreI em Londres, numa viagem-relâmpago em que tinha prometido não comprar livros.

 

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O que me cativou neste livro e me levou a comprá-lo foi a premissa: uma mulher decide deixar o marido aos 60 e poucos anos. A vida conjugal é aparentemente pacífica: ele é um escritor conhecido e toda a trama se passa durante uma viagem do casal a Helsínquia, onde ele vai receber um prémio literário. É durante a viagem de avião, na ida, que ela toma a decisão de pedir o divórcio.

 

Durante o resto do livro, vamos percebendo os motivos que a levam a fazê-lo. Questionei-me várias vezes sobre o que faz com que um casamento acabe - as divergências assumidas e as discussões, ou as coisas que se calam e deixamos passar para não levantar a voz? E o que é que é mais importante: manter um casamento ou procurar fazer aquilo que nos realiza? Embora não haja semelhanças entre o casamento de The Wife e o meu, acho que é sempre importante quando o entretenimento nos mostra realidades opostas à nossa e nos faz perceber o caminho que não queremos seguir.

 

Everyone needs a wife; even wives need wives. Wives tend, they hover. Their ears are twin sensitive instruments, satellites picking up the slightest scrape of dissatisfaction. Wives bring broth, we bring paper clips, we bring ourselves and our pliant, warm bodies. We know just what to say to the men who for some reason have a great deal of trouble taking consistent care of themselves or anyone else. “Listen,” we say. “Everything will be okay.” And then, as if our lives depend on it, we make sure it is.

 

Se gostei da temática e da forma como a autora nos vai revelando os motivos pelos quais este casamento não funciona, por outro achei a escrita um pouco aborrecida em certos momentos. Mas também pode ser porque só estamos a ver a história do ponto de vista da mulher e, como percebemos ao longo da história, ela foi-se apagando para que o marido pudesse brilhar.

 

Apesar de tudo, acho que gostei mais d’Os Interessantes, mesmo tendo lido em português e não no original. Quem desse lado já leu mais coisas da autora? Da minha parte, não sei se tenho grande vontade de lhe dar mais oportunidades - são boas leituras, mas não sinto que tenham mudado a minha vida.

 

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The Wife por Meg Wolitzer

Avaliação: 6,5/10

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