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Rita da Nova

Seg | 16.09.19

Terapia de Casal // O que é?

Os mais atentos devem ter reparado que eu e o Guilherme publicámos imagens muito semelhantes nas Instagram Stories, a anunciar que vinha daí coisa. Houve até quem achasse que era a nossa forma de anunciar que vamos ser pais (!), mas não. Calha que há coisa de um ano que andamos com a ideia de fazer um podcast em conjunto e, finalmente, pusemos tudo em marcha.

 

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Chama-se Terapia de Casal - sim, eu sei que o Casey Neistat e a Candice Pool têm um com o mesmo nome, mas a ideia do nome surgiu antes de o percebermos e, honestamente, não haveria outro nome que fizesse tanto sentido. Isto porque vamos aproveitar o podcast para discutir questões sobre as quais discordamos profundamente. Mas não pensem que vão ser questões fracturantes ou impactantes para o mundo. São temas em que divergimos, mas na maioria dos casos são coisas mínimas, como: dar ou não gorjeta nos restaurantes?

 

 

Como em qualquer boa sessão de terapia, vamos contar com a presença de terapeutas que vão guiar a sessão e tentar fazer com que cheguemos a um consenso no final. Os terapeutas não são, como podem calcular, terapeutas a sério, mas sim amigos e conhecidos divertidos que vão tornar a experiência muito mais agradável de ouvir. Vamos intercalar os episódios de terapia com episódios em que nós os dois vamos responder às vossas dúvidas amorosas (enviem-nas para terapiadecasalpodcast@gmail.com). Mas não venham à espera de respostas a sério, que isso nós não temos.

 

Para já é isso, vão acompanhando no SoundCloud, Spotify e iTunes - há episódio novo todas as segundas-feiras. O episódio 0 já está disponível: é uma espécie de apresentação e, a isso, acrescentámos um teste de compatibilidade para casais, só mesmo para justificar porque é que precisamos de terapia.

 

Quem já ouviu este episódio piloto, o que achou? Queremos saber tudo!

Qua | 11.09.19

Parabéns, Avózinha!

A minha Avózinha faz anos hoje. Não é a primeira vez (nem será a última) que vos falo dela por aqui - é impossível fugir a uma pessoa que foi e é tão importante para mim. Mas o motivo pelo qual as pessoas têm o 11 de Setembro tão presente na memória não é tão bom quanto o meu. Lembro-me perfeitamente de ver tudo a acontecer na televisão: tinha ido com a minha Avó para o trabalho porque as aulas ainda não tinham começado. Lá no consultório onde ela trabalhava, os pacientes, os acompanhantes e os funcionários começaram a acumular-se na sala de espera do fundo, a única que tinha televisão (para onde eu costumava ir ver os desenhos animados quando estava aborrecida).

 

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Não foi a imagem de ver um avião, e depois outro, a chocar contra um arranha-céus. Não foi o fogo que apareceu automaticamente, nem as pessoas que saltavam desesperadas de alturas impossíveis. Foi o silêncio que se instalou - primeiro naquela sala de espera, depois no dia inteiro. Todo aquele 11 de Setembro foram pessoas coladas às televisões, profundamente soturnas.

 

O meu 10º aniversário também estava à porta e eu só conseguia sentir que a minha Avó não estava a ter a atenção devida naquele dia. Fomos jantar fora e ninguém olhava para ela, continuavam todos de olhos presos na televisão e acho que foi a primeira e única vez em que não ouvi barulho num restaurante. Olhei para ela e estava a sorrir. Perguntei-lhe porquê. “Sabes, quando eu era muito pequena, a minha mãe disse que a minha data de aniversário não era nada, que eram só dois pauzinhos ridículos. Agora olha, vai ficar para a história.”

 

Nunca antes me tinha apercebido tão claramente desta capacidade que a minha Avó tem de deixar as coisas acontecer, de dar tempo à vida para ela se endireitar. Aprendi e aprendo muitas coisas valiosas com ela, que fazem de mim a pessoa que sou, mas acho que nenhuma é tão importante quanto esta: tudo se endireita, tudo se compõe - às vezes basta esperar.

 

Parabéns por mais um ano, Avózinha. Hoje prometo que não há televisão ao jantar.

Ter | 10.09.19

MEG // Tornei-me voluntária!

No mês passado comecei a fazer voluntariado no MEG - Movimento de Esterilização de Gatos, uma associação na Penha de França cujo principal objectivo é o de controlar as colónias de gatos de rua através da esterilização. Prometo que não me vou tornar naquele tipo de pessoas que faz voluntariado só para dizer que faz, mas passado um mês já consigo perceber o quão gratificante é (apesar de cansativo).

 

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Comecemos pelo início: depois de ter adoptado três gatos de rua, continuava com uma vontade imensa de ajudar qualquer patudo que me aparecesse à frente. Como isso, feliz ou infelizmente, não é possível, comecei a ponderar outras formas de estar envolvida com estes bichos. Fazer parte de uma associação fez-me logo todo o sentido e identifiquei-me muito com a causa do MEG. Daí a começar, foi um tirinho.

 

Algumas pessoas já me têm perguntado o que faço exactamente no MEG e como acho que pode haver mais pessoas interessadas em ajudar, aqui fica: semanalmente faço escala no abrigo para cuidar dos cerca de 20 gatos que estão a nosso cargo agora. Isso inclui todo aquele trabalho menos glamouroso, como limpar cocós e xixis, lavar chão, dar medicação a gatos, cortar-lhes as unhas… claro que há sempre muito mimo à mistura também.

 

Depois há outras coisas que os voluntários fazem pontualmente, como ajudar em capturas de gatos para serem esterilizados (e posteriormente devolvidos às colónias se assim fizer sentido) ou ajudar em recolhas de bens necessários para os gatinhos.

 

Entrei no MEG numa altura duplamente complicada: primeiro porque era Agosto e faltavam voluntários; e depois porque a maioria dos gatinhos está com tinha - uma doença de pele causada por um fungo que, embora altamente contagiosa, trata-se bem se toda a medicação for seguida à risca. Ainda assim, acho que foi esta época mais atribulada que me fez realmente apaixonar-me por aqueles miúdos e querer ajudá-los o melhor possível. Diga-se de passagem que tenho tido colegas de escala incríveis e super pacientes comigo!

 

Se ficaram com vontade de contribuir com algum tipo de ajuda e não sabem como, eu deixo-vos aqui uma série de coisas de que estamos sempre a precisar no MEG: rolos de cozinha, luvas descartáveis, álcool etílico, areia para as caixinhas, comida e medicação (no caso destas duas últimas, são coisas um pouco específicas, por isso o melhor é perguntarem-me o que é ao certo). Podemos contar convosco?

Seg | 09.09.19

Restaurantes // Allways

Alguma vez tiveram vontade de fazer brunch a meio da semana, mas não souberam muito bem onde ir? Ou têm algumas vezes dificuldades em concordar com o vosso grupo de amigos que tipo de refeição fazer - se brunch, se um almoço leve, se algo ali no meio? O Allways, um espaço em Picoas, apareceu para acabar com estes problemas e indecisões.

 

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Fui lá almoçar com o Guilherme num dia de semana e opções não faltam. Há o menu de almoço - com um prato do dia, sopa e sumo natural por 8,90€ -, uma selecção de pratos que podem ser pedidos individualmente e, ainda, panquecas de aveia e tostas abertas que fazem parte do menu de brunch. O próprio espaço é muito particular: é, ao mesmo tempo, um restaurante e uma cafeteira, que partilha espaço com a Beta-i e tem todas as condições para que os funcionários aqueçam a sua comida por lá também.

 

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Como havia tantas escolhas, acabámos por fazer uma misturada que nos soube bastante bem. Começámos por pedir uma Salmon Bowl para mim e uma Chicken Curry Bowl para o Guilherme. Gostei do prato do Guilherme, mas gostei ainda mais do meu! O salmão estava perfeito e o arroz negro estava super bem temperado. Veio acompanhado do sumo do dia - Laranja, Melancia e Hortelã, que estava bem fresquinho.

 

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Para rematar nem sequer olhámos para as sobremesas do dia e fomos directamente às Panquecas Healthy Nutella. Minha nossa! Toda a receita é um sonho: a base das panquecas é de aveia e a nutella é não só saudável, como feita em casa (aliás, tudo no Allways é caseiro). Fiquei com imensa curiosidade em experimentar as tostas do menu de brunch, sou capaz de voltar só para isso!

 

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Quem desse lado já conhecia este espaço?

 

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