Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Rita da Nova

Seg | 30.09.19

Os livros da Rita // 4 3 2 1, Paul Auster

4 3 2 1, de Paul Auster, é na realidade quatro livros em apenas um. O ponto de partida é comum: a história de vida de Archibald Isaac Ferguson. A partir daí, o autor criou quatro possibilidades de percursos para esta personagem.

 

2019-09-30 03.42.33 1.jpg

 

 

Ao início é uma confusão tão grande quanto parece, sim. Porque, ao contrário do que eu estava à espera, os capítulos não seguem cada história até ao fim. Ou seja: começa com o primeiro capítulo da primeira storyline, o primeiro capítulo da segunda storyline, etc. Como sei que não me conseguiria orientar, acabei por andar a saltitar para ler as diferentes histórias completas - mas também acho que o livro foi criado desta forma para nos dar essa possibilidade.

 

O que mais gostei no livro, para além da forma incrível como o Paul Auster escreve (Mr. Vertigo é um livro que não recomendo tantas vezes como deveria), foi da maneira como uma pessoa poderia, de facto, ter vidas muito diferentes consoante os acontecimentos marcantes da sua vida. A perda de um pai numa das histórias, por exemplo, levou Ferguson por um caminho bastante diferentes do que nas outras. Ao mesmo tempo, faz-nos ponderar se não há certas coisas ou pessoas que estamos destinados a conhecer ou fazer, independentemente do percurso que escolhemos.

 

Ainda assim, se decidirem pegar no livro preparem-se para uma leitura demorada e intensa. É uma empreitada pela história do século XX nos EUA e cada storyline aborda aspectos diferentes - uns mais políticos, outros mais sociais, outros mais culturais. No final das mais de 1000 páginas, ficamos mesmo com um quadro interessante.

 

No final disto tudo, fiquei com muita vontade de ler mais coisas do Paul Auster. Até agora só li o Mr. Vertigo, que ficou com um lugarzinho especial no meu coração. Que outros livros dele me recomendam?

 

_________

4 3 2 1 por Paul Auster

Avaliação: 8/10

Qua | 25.09.19

A caminho da Madeira

No final do dia de hoje ponho-me a caminho da Madeira, onde fico até domingo. Tinha uns 7 anos quando lá fui pela primeira vez e lembro-me de muito pouco - na realidade, as únicas coisas de que me lembro bem são o quarto de hotel e de andarmos com um taxista a percorrer a ilha.

 

caminho-madeira.jpg

 

O real motivo que nos leva à Madeira só acontece no sábado e é o casamento de dois amigos, que decidiram fazer a festa por lá. Mas como nunca é demais aproveitar para conhecer (ou avivar a memória), vou já hoje! Até alugámos um carro para conseguirmos aproveitar a natureza incrível que a Madeira tem para oferecer. E é da maneira que me vingo do facto de não ter viajado no meu aniversário deste ano.

 

O que é que eu preciso do vosso lado? Das dicas preciosas a que já me habituaram, claro! São especialmente bem-vindas as sugestões de coisas e sítios para comer, já sabem.

Seg | 23.09.19

O que os 27 me trouxeram

Este ano, ao contrário do habitual, não vos escrevo de uma qualquer cidade europeia para onde fugi no meu aniversário. Crescer também é isto: aceitar que às vezes a responsabilidade fala mais alto do que a nossa vontade de fazer outras coisas; aceitar que a felicidade pode ter diversas formas e não apenas aquelas a que estamos acostumados.

 

2018-09-23 06.08.52 1.jpg

 

No ano passado disse-vos que gostava muito de fazer aniversários ímpares porque parece sempre que são anos recheados de mudanças e coisas boas. E, caramba, estes meus 27 foram tão atribulados quanto gratificantes. Mas tiveram também algumas dores de crescimento, algumas perdas inesperadas, algumas desilusões. Se tivesse que escolher só uma palavra, escolhia “agridoce” porque consegue abarcar todas as coisas que fui sentindo.

 

Entro nos 28 de coração e mente abertos, expectante em relação às coisas que aí vêm e com muita vontade de cuidar bem das que consegui alcançar. Mas, antes disso, nada como reforçar essas mesmas coisas boas que me vieram parar às mãos:

 

 

Comprámos casa

Pimba, comprar uma casa para começar o ano em grande e a sentir-me crescida. Toda a experiência foi muito engraçada: desde encontrar a casa, a pedir um empréstimo. E mesmo agora, passados 6 meses de estarmos a morar na nossa forever home, sei que ainda há muita coisa que posso fazer para a tornar ainda mais nossa. Uma coisa é certa, cada vez me sinto mais em casa e isso só pode ser bom sinal.

 

53CA340A-0A6A-444C-9533-0F8F7E843E58.jpg

 

 

Cumpri o sonho de ir à Patagónia

Foi há 9 meses, mas parece que foi há uma vida, acreditam? Mas sim, tinha o sonho de andar no meio da Patagónia, de subir montanhas, de ver glaciares e pinguins… e cumpri, finalmente. Foi uma viagem do caraças e, mesmo que este tenha sido provavelmente o ano em que menos viajei, sinto que aproveitei esta experiência ao máximo.

 

2019-02-11 05.34.04 1.jpg

 

 

Mantive vários projectos

Quando olho para os projectos que vou mantendo a funcionar paralelamente ao meu trabalho “das 9 às 18h”, fico um bocadinho espantada como ainda não deixei cair nenhum. A verdade é que, como se diz, quem corre por gosto não cansa e eu gosto mesmo muito de fazer todas as coisas que faço. Nos 27 lancei-me para uma série de coisas: para o Dividimos a Conta, para o Uma Dúzia de Livros e, muito recentemente, para o Terapia de Casal.

 

2019-01-28 10.42.35 1.jpg

 

 

Tornei-me voluntária no MEG

Andava há muito tempo para dar o passo de me juntar a uma associação que ajudasse, de alguma forma, os gatinhos que habitam as ruas de Lisboa. Identifiquei-me muito com a causa do MEG - Movimento de Esterilização de Gatos, adorei conhecer os gatinhos e as pessoas que fazem parte do projecto e, agora, estou sempre a contar os dias para a próxima escala!

 

2019-09-15 06.47.35 1.jpg

 

 

Nunca é demais agradecer-vos por me acompanharem, por conversarem comigo sobre os temas que aqui vou deixando. Agora vou ali apanhar um sol na piscina, fazer umas massagens do SPA e jantar no Bistro 100 Maneiras, que já quero conhecer há imenso tempo. 💛

Sex | 20.09.19

Uma Dúzia de Livros // Outubro: um livro com animais

Falantes ou não, protagonistas ou personagens secundárias, os animais dão excelentes motes para histórias - sejam elas ficcionadas ou reais. Se no dia-a-dia já são criaturas que conseguem tornar tudo melhor, nos livros por vezes são também vilões. Há muito por onde escolher no tema do próximo mês - um livro com animais.

 

chuttersnap-pZFX08DEg3w-unsplash.jpg

 

É certo que ainda temos uns dias para aproveitar os nossos livros de Setembro - falo sobretudo de mim, que escolhi um com mais de 1000 páginas que está longe de ser terminado -, mas nada como começar a planear as nossas leituras de Outubro. Eu vou, finalmente, pegar num souvenir que a minha Rititi me trouxe da Índia e que esteve este tempo todo à espera para ser lido: The White Tiger de Aravind Adiga. Não é a minha primeira experiência com este autor, por isso estou com as expectativas em alta.

 

Qual a vossa escolha para as leituras de Outubro? Se ainda não têm, não se preocupem: hoje segue também a newsletter com algumas sugestões.

Pág. 1/3