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Rita da Nova

Ter | 23.07.19

Restaurantes // Big Fish Poke

Há muito tempo que não tinha uma experiência gastronómica tão perfeita como a que tive no Big Fish Poke. Correu tudo maravilhosamente bem do início ao fim e eu, confesso, não tinha quaisquer expectativas acerca do que iria encontrar neste restaurante. Tínhamos uma festa na Trindade e decidimos experimentar um sítio novo ali na zona. Quando andei na Zomato à procura das novidades da cidade dei com este restaurante especializado em poké bowls e achei que era perfeito, já que o Guilherme adora.

 

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O espaço tem poucas mesas individuais, resguardadas num canto com uma das janelas mais bonitas que já vi - a representar as escamadas do peixe que inspira a carta. Os restantes lugares são todos à volta de um balcão gigante, no qual podemos ver a nossa refeição a ser preparada e que serve também como armário para guardar as dezenas de garrafas de Sake que há no Big Fish.

 

O atendimento é impecável e a atenção que não dão fica-nos na memória. Mesmo quando eu atirei o meu chá Tokyo Summer para o outro lado do balcão (juro que foi sem querer!), o staff tratou do assunto com um sorriso rasgado e algumas gargalhadas contidas. Souberam explicar-nos a ideia por detrás de cada elemento da carta sem nunca nos imporem nenhuma escolha.

 

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Contaram-nos que o Big Fish Poke se inspira na cozinha havaiana, mas que lhe adiciona os melhores ingredientes japoneses. O resultado é uma fusão muito bem conseguida entre a forma de preparar a comida no Havai e os sabores do Japão. O Tuna Musubi que pedimos de entrada é um excelente exemplo disso: se tradicionalmente é um snack preparado com barriga de porco, no Big Fish Pokea proteína deste prato é o atum. Aconselho-vos vivamente a provar esta entrada numa visita ao restaurante.

 

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Para além das entradas e das sobremesas, neste espaço quem manda são as Poké Bowls e há para todos os gostos e mais alguns. Em todas é possível escolher o nível de picante que queremos em três categorias: pouco, médio (fire) ou muito (dynamite). Eu escolhi um Hybrid (atum Yellowfin, Salmão,arroz Yumenishiki, edamame, kyūri, cebola doce, cebolo, jalapeño, cebola crocante, Spicy Hawaiian sauce e senbei de shirasha) com o nível médio de picante. Já o Guilherme escolheu um Tako muito picante, com polvo, arroz Yumenishiki, kyūri, cebola roxa, creme de abacate, coentros, alga nori, lima, Kimchi sauce e milho crocante.

 

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Mesmo quase a terminar a refeição - e pela descrição que nos fizeram delas - tivemos vontade de experimentar as três sobremesas da carta, mas contivemo-nos e provámos apenas duas. Primeiro atacámos a Malasada com creme de batata doce e macadâmia. As malcasadas são, basicamente, a interpretação havaiana das Bolas de Berlim que os portugueses levaram para os EUA - são mais pequeninas e recheadas com coisas diferentes. Apesar de estarem muito boas, o Chocolate Kilauea ganhou a noite, tanto a nível de sabor como de apresentação. Sendo uma homenagem ao vulcão mais activo no mundo, tem uma mistura de ingredientes combinados de forma a parecer visualmente um vulcão.

 

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Fiquei muito, muito, muito fã do Big Fish. Adorei a forma como fomos tratados e a comida trouxe sempre algo de diferente àquilo que eu já conheço, por isso não posso deixar de aconselhar que vão lá e descubram esta fusão havaiana com o Japão! Quem desse lado já conhecia este restaurante no Cais do Sodré?

 

Big Fish Poke Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato