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Rita da Nova

Ter | 11.09.18

Restaurantes // Valdo Gatti

Eu e o Guilherme tentamos fazer o esforço de assinalar os dias 8 de cada mês porque foi esse o dia em que nos conhecemos. Agora é também o dia da nossa festa de casamento, por isso é uma dupla celebração. Umas vezes acontece no próprio dia 8, outras vezes uns dias antes ou uns dias depois. Não somos complicados. Mas se me dissessem que o jantar que assinalou os dois meses de casados seria a uma sexta-feira à noite no Bairro Alto, eu chamava-vos doidos.

 

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Calha que até fui eu a ter a ideia, mas eu explico: fiquei muito curiosa com a abertura da pizzarria Valdo Gatti, que usa apenas ingredientes biológicos na confecção de qualquer coisa que venha para a mesa. Só me apercebi de que ficava na Rua do Grémio Lusitano, em pleno Bairro Alto, quando a mesa já estava marcada e posso já adiantar-vos que nem me apercebi que estava numa das zonas mais turísticas e movimentadas da cidade durante todo o jantar.

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Seg | 10.09.18

Dividimos a Conta // Mafalda Beirão no Trópico do Cais

Perdi a conta às vezes em que, durante o nosso jantar no Trópico do Cais, a Mafalda falou dos amigos. “Sou uma pessoa de pessoas, das minhas pessoas”, é como ela resume a forma como gosta de estar e se dedicar àqueles de quem gosta. Talvez por este espírito, a Mafalda tenha casado tão bem com o Trópico do Cais, um espaço que é restaurante durante o dia e bar durante a noite, para que possamos ficar à conversa all night long.

 

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Acabou por acontecer exactamente isso connosco e, felizmente, a maioria das coisas que comemos eram frias. Eu sei o que vão pensar: se juntam duas bloggers à mesa, elas vão deixar que a comida arrefeça por causa das inúmeras fotografias que vão querer tirar. Lamento desiludir-vos, mas não. Durante as quatro horas em que estivemos sentadas ao balcão do Trópico do Cais, raras foram as vezes em que alguma de nós pegou no telemóvel.

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Sex | 07.09.18

Dividimos a Conta // O que é?

Se há uma coisa em que acredito plenamente é no poder da comida.

 

Por um lado, tem a capacidade de unir pessoas. Pelo menos para nós, portugueses, estar à mesa significa muito mais do que comer. Basta pensar nos jantares de amigos ou nos almoços de trabalho, em que a comida facilmente passa a ser uma desculpa para estar com certas pessoas. Por outro, as conversas sobre comida raramente são racionais. Comida é emoção e isso vê-se quando começamos a discutir questões fracturantes como “ananás na pizza: sim ou não?”. Os gostos, os hábitos e as formas de cozinhar dão assunto para horas e horas.

 

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Foi por isto tudo - e porque de vez em quando preciso de desculpas para ir comer fora com pessoas que admiro -, que decidi criar uma nova rubrica no blog chamada Dividimos a Conta. Lembram-se de vos ter falado sobre os conteúdos novos que andava a preparar? Pois bem, acabou o mistério.

 

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Qui | 06.09.18

Os livros da Rita // I Know Why the Caged Bird Sings, Maya Angelou

Eu sabia que ia ser doloroso ler o I Know Why the Caged Bird Sings da Maya Angelou. Afinal, por mais alerta que estejamos para uma série de problemas da sociedade (entre eles, obviamente, o racismo), nem sempre estamos preparados para ler relatos de quem sofreu esses problemas na pele.

 

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Este livro é a primeira de sete autobiografias e leva-nos a conhecer a história de Maya Angelou nos seus primeiros anos de vida, mais concretamente até aos 16. É curioso perceber como é a visão de uma criança que aprende a viver com o racismo, na sociedade americana dos anos 40. É uma perspectiva inocente e tão pura, que me faz pensar se não seria melhor que nos mantivéssemos crianças para toda a vida - talvez metade dos problemas não chegassem sequer a existir.

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