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Rita da Nova

Sab | 19.08.17

#RitaNaRotaDoBrunch // Ela Canela

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Agosto em Lisboa significa conhecer as novidades com muita calma. O Ela Canela já me tinha invadido o feed do Instagram, mas fica num dos bairros mais movimentados da cidade - Campo de Ourique -, por isso adiei a visita durante algumas semanas. Foi mesmo antes de partir para a Escócia, por onde ando agora, que reservei mesa no Ela Canela, não fosse o Diabo tecê-las e estar cheio. Mas não: parecia que Lisboa tinha tirado férias das pessoas que inundam as ruas (e não o contrário) e foi possível desfrutar do brunch com muita tranquilidade.

 

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O Ela Canela é a minha cara: tem mais janelas do que paredes, uma luz incrível e está decorado em tons claros e madeira. É um espaço que se faz dos pormenores: dos livros pousados ao acaso em cima das mesas e dos jarros com flores que estão ali para colorir sem ofuscarem. Senti-me imediatamente em casa quando nos receberam com um grande sorriso e nos explicaram como funciona a ementa de brunch.

 

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Para além de ser possível pedir os pratos individualmente, compondo assim o nosso próprio brunch, já há duas sugestões criadas: o acabado de acordar - composto pelo sumo do dia, um iogurte com granola ou o nuv’ela (pão, requeijão e compota), um olhos’ovos ou uma saladona e um café - e o dia já vai longo, com sumo do dia ou copo de vinho, um aconchego, um almoço no brunch, uma sobremesa e café. Fomos pelo mood do primeiro menu, já que tínhamos saltado directamente da cama para o Ela Canela, e escolhemos uma opção de cada para dividir.

 

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Os pratos de brunch do Ela Canela não são fixos e vão mudando semanalmente, consoante os produtos da época. Isto porque privilegiam produtos biológicos e fazem por confeccioná-los da forma mais saudável possível. E embora tudo seja feito no momento, para preservar sabores e frescura, o serviço é muito ágil e nada demora demasiado tempo a chegar à mesa.

 

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Não houve nada que estivesse menos bom. O yo! (iogurte grego com fruta da época, mel e granola caseira) estava delicioso, bem como o nuv'ela (pão com requeijão e compota). Optámos pela compota de figo e canela que, a par dos outros sabores disponíveis, também é feita na casa. O olhos'ovos (mini frittatas) tinha uma combinação perfeita de sabores e a saladona levava quinoa e rebentos de mung com feijão verde a vapor e sementes de cânhamo, por isso estava fresca e crocante. Tudo isto foi acompanhado pelo sumo d'hoje, que tinha pepino, pêra, limão e manjericão.

 

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No final ainda sobrou espaço e muita vontade para provar pelo menos uma das sobremesas saudáveis do Ela Canela. Escolhemos a tarte de cacau, laranja e caju com base de tâmaras e frutos secos. E foi a forma perfeita de terminar um brunch tão leve, tão equilibrado e, ao mesmo tempo, tão reconfortante.

 

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Como abriu há pouco tempo, ainda conversámos um pouco com a dona do espaço, que quis saber o que tínhamos achado. É tão bom quando se preocupam em melhorar constantemente e não se conformam com a qualidade que já têm. É também por isso que tenho a certeza que vou querer voltar a este sítio tranquilo e luminoso.

 

Já tinham ouvido falar do Ela Canela? Ficaram curiosos para conhecer? 

 

Ela Canela Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Qui | 17.08.17

Pasta Non Basta: não só de massa vive a cozinha italiana (embora pudesse)

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Às vezes esquecemo-nos, mas é verdade: a comida italiana não é só massas. Nem é só pizzas. É uma mistura muito feliz de várias zonas de um país muito rico do ponto-de-vista gastronómico, que vale muito a pena conhecer. Há cada vez mais restaurantes especializados nas diferentes iguarias: restaurantes de massa, restaurantes de pizzas, restaurantes de risotto. E depois há restaurantes como o Pasta Non Basta - que embora sejam honestos e admitam que massa nunca será demais, preferem fazer um elogio à comida italiana como um todo.

 

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Esta homenagem nota-se logo à entrada, já que a janela do restaurante dá para um enorme forno a lenha (que, contam, coube ali ao milímetro) e é possível pedir pizza d’asporto, ou seja, para levar para casa - o que é excelente, visto que está localizado numa zona residencial. Lá dentro tudo nos remete para um ambiente italiano, mas não tradicional, com uma decoração acolhedora sem ser exagerada.

 

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Algo que se pode dizer também da comida. Os antipasti (entradas) vão do mais familiar ao mais inusitado, dos Crostini al Salmone às Coze al Forno. Sem esquecer iguarias tão típicas e reconfortantes como a Focaccia e a Burratina.

 

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Já nos pratos principais, quase todos optámos pela massa. Porque, concordamos, nunca é demais. Mas também houve quem se decidisse pelas pizzas ou pelo Risotto de Beterraba e Trufa, que tem um aspecto de sonho. Eu cá decidi pôr o Trofie al Pesto à prova e não me desiludi: o pesto é caseiro, suave e saboroso. O mesmo acontece com a massa, que é fresca e vinha al dente.

 

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Não podia terminar a refeição sem pedir a Panna Cotta com compota de framboesa, uma das minhas sobremesas italianas favoritas, e sem dar uma dentada no Tiramisù para avaliar se é melhor que o meu e acho que estamos empatados, Pasta Non Basta.

 

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Sei que, desde que morei em Turim, me tornei muito exigente com tudo o que é italiano - sejam as pizzas, as massas ou os gelados. Mas sabe muito bem encontrar sítios novos que preservam a qualidade da comida italiana tal como a provei in loco e que tentam dar uma nova vida a partes tão bonitas da cidade como é ali a zona da Praça de Espanha. Bravo, ragazzi!

 

E vocês, já conheciam este novo restaurante? Não sei se um dia destes não passo pela janela deles para levar umas pizzas para casa, já que fiquei curiosa com a de figos e presunto.

 

Pasta Non Basta Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Ter | 15.08.17

A caminho da Escócia

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Quando estiverem a ler este post, eu já estarei a caminho da Escócia. Finalmente! Comecei a planear esta viagem em Janeiro e desde aí que a vontade de passar quase duas semanas a passear pelas paisagens deste país não pára de crescer.

 

Vamos aterrar em Edimburgo e pegar imediatamente num carro para irmos até ao Cairngorms National Park, o maior parque natural da Escócia. Passamos dois dias aí, a passear pelas montanhas, a ver lagos e castelos, e a tentar avistar as Highland Cows. Depois continuamos pelas Highlands, passamos na Ilha de Skye e finalizamos a roadtrip em Glasgow. Depois regressamos à capital, onde vamos passar cinco dias a desfrutar do Edinburgh Festival Fringe - um festival de artes performativas e comédia - e da vida da cidade nesta altura do ano.

 

Este post serve também para vos avisar que irei estar menos activa aqui pelo blog, mas é por uma excelente razão. Vou ganhar energias e inspiração para vos trazer melhores textos no futuro (assim espero). Claro que depois vou passar anos a falar-vos da Escócia, mas também dicas nunca foram demais, não é? Até ao meu regresso ainda podem contar com um dois posts sobre dois sítios novos e bem catitas em Lisboa. Ponham um gosto na página de Facebook do blog, que vou estar por lá a recordar alguns posts do último ano e subscrevam a newsletter para saberem quais os artigos mais lidos de sempre aqui deste cantinho.

 

Quanto à viagem, podem acompanhá-la através do meu Instagram e da hashtag #guieritanaescocia. Prometo que não vou parar de vos spammar com fotografias e stories dos sítios por onde for passando. Para já, deixo-vos com o tipo de imagens que me têm inundado a vista.

 

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Já estiveram na Escócia? Têm alguma dica de última hora para partilhar comigo?

Até logo! 💚

Seg | 14.08.17

Atari Baby: Comida japonesa, Arcade e Karaoke

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Se vos disser que, no outro dia, fui jantar comida japonesa num sítio decorado a jogos de Arcade e com Karaoke na cave, vão achar que estive no Japão. Mas não - embora fosse bom. Isto acontece tudo num restaurante chamado Atari Baby, no Cais do Sodré, e saí de lá com a sensação de Lisboa se estar a tornar uma cidade do caraças. Há não muito tempo - um dois anos, talvez - não encontrávamos espaços tão giros pela cidade.

 

E comecemos exactamente por aí - pelo espaço. As memórias de infância começam a aparecer por todo o lado, assim que entramos na porta 120 da Rua de São Paulo. Não tanto as minhas, que de videojogos só gostava mesmo do Mortal Kombat, mas as do Guilherme, que passou a noite toda a vibrar com as imensas referências que existem neste sítio. Chegámos cedo, pelas 19h30, e durante algum tempo tivemos o restaurante só para nós. Mas mesmo quando começaram a aparecer algumas pessoas (embora estivesse longe de encher), o atendimento permaneceu muito atencioso, como se fossemos os únicos no restaurante.

 

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Assim que vi a carta percebi que o Atari Baby é um restaurante japonês à séria, daqueles que não se contenta apenas em dar-nos a provar bom sushi. Querem mostrar-nos a diversidade desta cozinha, que em tantas coisas foi buscar inspiração à nossa. E se há coisa que não falta nesta ementa é variedade. Enquanto nos entretíamos com o Space Invaders - o couvert, não o jogo - não conseguíamos decidir o que pedir porque, simplesmente, nos apetecia provar tudo.

 

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Foi nessa altura que os nossos olhos pousaram na Outer Space Taste - Atari in a Box, uma degustação de pratos escolhidos pelo Chef. Chef esse que, vim a perceber depois, já teve mão no Can the Can e no Las Ficheras e que, apesar de ser grego e arquitecto de formação, encontrou em Portugal e na comida o seu percurso de vida. Assim que dissemos que queríamos ficar nas mãos dele e aventurar-nos nesta degustação, vi os seus olhos a brilhar de felicidade. E foi felicidade que pôs em tudo o que veio para a mesa.

 

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É que a Outer Space Taste vem mesmo numa caixa, como se de um jogo se tratasse. Atravessámos todos os níveis com bastante facilidade: primeiro a Wakame Salad (salada de algas com sésamo), para abrir o palato para o resto. Depois as Gyosas de Vegetais, o Ebi Fry (uma tempura de camarão daquelas que fazem barulho ao trincar), o Tori Kara-Age (uma tempura de pedaços de frango com gengibre, lima e soja) e as Yakitori Negima (espetadas de frango com molho teriyaki e alho francês). Ainda nos quentes, fomos surpreendidos pelos Tokoyaki, umas bolinhas de polvo com flocos de Katsobushi - o meu prato favorito da noite.

 

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Os pratos frios incluíam, como não poderia faltar, um maravilhoso Veggie Fresh Burrito - um crepe de arroz com vegetais -, um mix de Sashimi e alguns Uramaki Kanji (de salmão) e Uramaki Hiragana (de atum). Antes de decidirmos que sobremesas queríamos, o simpático Rodrigo falou-nos do conceito do restaurante e convidou-nos para conhecermos as salas de Karaoke da cave. Foram sempre tão amáveis connosco, que confesso que há muito tempo que não me sentia tão bem tratada num restaurante desta zona de Lisboa.

 

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Pedimos sugestões das melhores sobremesas para terminar em grande a refeição e acabámos por experimentar as Dragon Balls (este eu sei, que eu via!) e o Nama Choco-yuzu. A primeira surpreende pelo aspecto diferente e pelo facto de ser fresca, mas não demasiado doce. A segunda, de que gostei mais, tem o contraste entre a intensidade da ganache de chocolate negro e a acidez do yuzu.

 

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Depois levaram-nos até às salas de Karaoke, que podem ser alugadas para festas privadas. Fiquei logo com ideias de fazer ali a minha festa de aniversário, que é já em Setembro, até porque há a possibilidade de fazer um menu de grupo para conjugar boa comida com diversão. 

 

Em Setembro ou antes disso, vou regressar certamente ao Atari Baby, não só pela forma como fui tratada como pela qualidade da comida. Embora tenha tido a oportunidade de experimentar muitos pratos, ainda fiquei curiosa relativamente aos Baos (que se ali se chamam Pac Man) e os Okonomiaki. Para além disso, este é um dos mais de 400 restaurantes com Zomato Gold, por isso a visita fica mais em conta!

 

Já conheciam este restaurante? Contem-me tudo! 

 

Atari Baby Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato