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Rita da Nova

Qua | 10.05.17

Um fim-de-semana em Madrid

Madrid é um dos meus destinos favoritos para uma escapadinha de fim-de-semana. Não sei ao certo quantas vezes lá fui, mas de certeza que já não consigo contá-las só com os dedos de uma mão. Logo na primeira vez fiquei com a ideia de que viveria muito bem em Madrid, uma sensação que se mantém até hoje. Não é que a cidade seja espectacularmente bonita como Barcelona, cheia de glamour como Paris ou com uma personalidade forte como Londres. Madrid tem um ambiente muito ligado à movida madrilena e, ao mesmo tempo, uma forma calma de levar a vida.

Fica aqui tão perto, que não há desculpas para não a visitar! Por isso preparei-vos um roteiro de fim-de-semana que cobre os principais must see, sem esquecer obviamente algumas sugestões de sítios para comer. Antes de partirmos à descoberta convém saberem que - uma vez que dois dias são de facto pouco tempo -, decidi dividir a cidade mais ou menos a meio para facilitar as deslocações.

 

 

SÁBADO // Centro e Zona Ocidental

Como não poderia deixar de ser, sugiro começar o dia com um pequeno-almoço reforçado (um brunch, na verdade) no Le Pain Quotidien da famosa Gran Vía. Há diferentes opções de pequeno-almoço ou brunch - a minha favorita é o brunch vegan, mas os croissants integrais e o parfait de iogurte e granola também são excelentes. Comam bem porque vão precisar de força para ir a todos os sítios que temos na lista para este dia. Mesmo que não se sintam com energia, acreditem que Madrid vos vai contagiar rapidamente.

 

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A Plaza del Callao fica bem perto, basta descer um pouco e já lá estão. Não é uma praça muito grande, mas tem uma vida interessante. É lá que fica um dos balcões turísticos onde podem obter um mapa gratuito da cidade, se ainda não tiverem um. A seguir, se continuarem a descer, vão encontrar uma das praças mais agitadas da cidade - a Puerta del Sol. É um sítio cheio de artistas de rua e pessoas vestidas de tudo e mais alguma coisa, por isso sentem-se um bocadinho junto à fonte e aproveitem o ambiente. Dois dos pontos mais atractivos desta praça são a estátua do Urso (símbolo da cidade) e a placa que indica o Quilómetro Zero - que não corresponde ao centro da cidade, mas sim ao ponto de onde partem 6 estradas que se espalham pela Península Ibérica.

Ali bem perto, numa zona muito castiça, fica aquela que pode ser considerada a praça principal de Madrid - a Plaza Mayor. Vale muito a pena passear um bocadinho por lá antes de seguirem para o Mercado de San Miguel. Se gostam de comida, vão adorar este sítio! Juro que nunca vi fruta tão bonita nem tão bem arrumada na vida. Podem aproveitar para petiscar qualquer coisa por lá, já que o que não falta são opções!

 

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A tarde está dividida em duas partes. A primeira consiste em conhecer a zona do Palácio Real, a Catedral de Almudena (que tem uma das melhores vistas sobre a cidade), a Plaza de Oriente (onde adoraria morar um dia) e o Teatro Real. Sugiro depois terminar o dia a visitar o Templo Debod e respectiva vista, que oferece um pôr-do-sol maravilhoso.

 

 

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Para acabar mesmo o primeiro dia em grande, não podem deixar de jantar no Bosco de Lobos, um dos meus restaurantes favoritos de Madrid. Mas atenção: convém reservar com bastante antecedência porque enche rapidamente (podem fazê-lo através do site deles). 

 

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Caso queiram conhecer toda esta parte da cidade com um pouco mais de orientação, recomendo vivamente que façam a tour grátis com os Sandeman. Vão cobrir grande parte do que vos falei, com a vantagem de terem um guia simpático e divertido a acompanhar-vos!

 

 

DOMINGO // Centro e Zona Oriental

Vamos começar o segundo dia com um passeio pela maravilhosa Gran Via? Esta constitui, de facto, o coração da cidade e podem respirar todo o ambiente madrileno só de andarem lá. Meninas que me estão a ler: entrem por favor na Zara desta rua, que vale a pena pelo edifício em si (e pelo facto de ser enorme, vá!). E tomem atenção ao famoso edifício Metropolis!

Mas o nosso passeio tem um destino: conhecer o Parque del Retiro e passar lá grande parte da manhã. Percam-se à vontade e aproveitem o facto de ser domingo e, possivelmente, o parque estar cheio de pessoas. Lá encontram o Palácio de Cristal, o grande lago com barquinhos que podem alugar e uma série de outros monumentos e edifícios muito interessantes.

 

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Se sairem do parque por uma das suas saídas a sul vão dar com a Estação de Atocha, outro dos meus pontos preferidos da cidade. Não deixem de visitar o memorial criado em honra das vítimas do atentado de 11 de Março de 2004. É simples, mas ao mesmo tempo muito bonito e imponente.

Depois de um momento mais introspectivo, é hora de começar a subir o passeio dos museus. É aqui que podem visitar o Reina Sofia, o Prado e o Thyssen-Bornemisza - cada um com um estilo muito diferente. O meu favorito é sem dúvida o Reina Sofia, mas se só puderem escolher mesmo um, então sugiro que optem pelo Prado. Podem ver lá imensos Goyas e as Meninas do Velázquez! Para além disso - e esta é a parte boa - é grátis todos os dias a partir das 18h.

 

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Se continuarem sempre a subir não só vão encontrar os museus, como também a Caixa Fórum (que tem um edifício muito giro), a Fonte de Neptuno, a Plaza de Cibeles, a Puerta de Alcalá e, se quiserem prolongar o passeio, a Plaza de Colón. Prometo que é um passeio muito agradável e que se faz muito bem.

 

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“E sugestões para comer, Rita, não há?”, perguntam vocês. Há pois, ou não me chamaria eu Rita da Nova. Nesta parte da cidade há dois restaurantes de que gosto muito: o Ana La Santa e o Oribu Gastrobar. A escolha vai depender do que vos apetece: se preferirem um sítio onde podem comer umas tapas reinventadas, escolham o primeiro. Se quiserem experimentar um restaurante asiático de cozinha de fusão, então optem pelo Oribu. Ambos são excelentes, podem confiar!

 

 

Algumas dicas extra

A viagem do aeroporto até ao centro da cidade é facílima, já que a rede de Metro de Madrid chega ao aeroporto (e a todo o lado, na verdade). É apenas preciso pagar uma taxa de entrada na cidade, mas o valor é-vos acrescentado ao bilhete. 

Outra forma de agilizar a vossa viagem e poupar nalguns custos é adquirir o MadridCard. Claro que só compensa se planearem visitar mais do que uma atracção, mas têm também a vantagem de ter entrada prioritária nalguns museus ou monumentos. Assim, não só poupam dinheiro como acabam por poupar tempo. 

 

O que acharam deste pequeno roteiro? Foi-vos útil? E quem já conhece Madrid, o que acrescentaria a esta lista de coisas para fazer e visitar em dois dias?

Seg | 08.05.17

Porto: até à última dentada

Venho inspirada (e de barriga cheia) desta mini-visita ao Porto e, como prometido, venho deixar-vos algumas ideias de sítios onde comer. Já estive em bastantes restaurantes nesta cidade e posso dizer que tive sempre óptimas experiências - não só pela comida em si, como pela simpatia que é comum às pessoas que atendem ou que estão à nossa volta.

Ora, sob pena de listar para aqui uma série deles e nunca mais acabar o post, decidi falar-vos apenas de três sítios por refeição: pequeno-almoço ou brunch, almoço e jantar. Perdoem-me todos os outros sítios do Porto onde já fui gastronomicamente feliz, mas estes foram os escolhidos porque tenho uma memória mais fresca para escrever sobre eles.

 

Pequeno-almoço ou brunch // Rosa et Al, ZenithAmarelo Torrada

Sou adepta de começar o dia em grande, sobretudo se estivermos fora do nosso ambiente. Acho até que o pequeno-almoço é a minha refeição favorita de todas. Se puder vir mais recheado e tardio, em forma de brunch, melhor ainda.

No Porto não faltam opções para esta refeição e o Rosa et Al é uma das que não podem perder por nada deste mundo! Não é propriamente o sítio mais barato do mundo, mas é excelente para aqueles momentos “um dia não são dias”. Tem um menu de brunch que vai variando todos os dias e uma carta de onde podem pedir várias opções. O primeiro fica mais em conta, o segundo é mais personalizado. Experimentei o Croque-Florentine, as Panquecas com creme fraîche e fruta e o iogurte grego com granola (ambos caseiros) - tudo excelente! Ah, se estiver bom tempo podem pedir para terminar a refeição com um café no jardim.

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Conheci o Zenith desta última ida ao Porto e foi amor à primeira vista. Sim, porque ainda antes de me sentar para comer, fiquei apaixonada pelo espaço. O Zenith abriu há relativamente pouco tempo e promete bons momentos de brunch ou de cocktails ao fim da tarde.  Com um ambiente entre o tropical e o urbano, fez-me lembrar alguns dos sítios que conheci em Nova Iorque. E a comida também não ficou atrás da dos brunches que provei em NYC! Depois de muita indecisão sobre o que pedir (a carta tem toda óptimo aspecto), lá me decidi pela tosta de batata doce com cogumelos e abacate e pelas panquecas de manteiga de amendoim. Oh, minha gente, fui tão feliz!

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Conheci o Amarelo Torrada também neste fim-de-semana, embora já tivesse ouvido falar muito deste sítio. Dizem servir as “melhores torradas da Baixa” e eu acrescento que são “as melhores torradas que comi nos últimos tempos”. Porque são tudo o que uma típica torrada de café deve ser: alta, crocante por fora e fofa por dentro. Se a isso adicionarmos a dose certa de manteiga e/ou um doce de abóbora Prisca (a minha marca de compotas favorita), temos o paraíso acabado de sair da torradeira. E querem mais? Não há apenas um tipo de pão: ali podem comer torradas em pão com noz, pão com avelãs, pão de cereais e o típico pão branco. O Amarelo Torrada faz lembrar uma casa de chá à antiga, bem decorada sem cair no exagero, algo que também se reflecte no atendimento.

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Almoço // Cantina 32, Ó MariaBrick Clérigos

Pensei muito antes de decidir se incluía o Cantina 32 nas sugestões de almoço ou de jantar. Isto porque, como qualquer restaurante que está aberto todo o dia, o ambiente - e por vezes a própria comida - pode mudar muito consoante a hora da visita. Nunca lá fui ao jantar, por isso decidi falar do Cantina 32 como opção para almoço, até porque acredito que deva estar menos cheio nessa altura. Já não me lembro exactamente do que comi, mas as sobremesas foram inesquecíveis: o cheesecake de banana caramelizada e chocolate (que vem num vaso) e a torta de cenoura, ambos maravilhosos. Por outro lado, a decoração ficou-me gravada na memória como uma das coisas que mais gostei nesta cantina. Aliás, se todas as cantinas fossem assim, eu tinha sido muito mais feliz na escola.

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Numa opção mais leve para almoço encontramos o Ó Maria, um sítio simples até naquilo que serve. Aqui quase só se comem pequeninas sandes, chamadas Marias. Como há muitas Marias no mundo, cada uma delas tem um recheio (e às vezes um pão) diferente. Podem ainda combiná-las com sopas ou entradas, para complementar a refeição. A minha sugestão? Provem a Maria Callas, a Maria Eduarda e a Maria Guadalupe (salvo seja!), para terem uma opção vegetariana, uma de peixe e outra de carne.

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O Brick Clérigos é a minha cara e infelizmente só tive a oportunidade de lá ir uma vez. Tem tudo o que gosto num sítio: uma decoração simples mas bonita, comida saudável e honesta, empregados simpáticos e prestáveis. Gostei especialmente da grande mesa onde sentam quase todas as pessoas, que é no fundo um grande reflexo daquilo que a experiência no Brick nos proporciona - a oportunidade de fugir à rotina. Para se distraírem enquanto a comida não chega, há lápis de colorir e livros de mandalas para encher de vida.

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Jantar // Cruel, FlowCasa Vasco

Um dos meus sítios preferidos de sempre (e não apenas do Porto) é o Cruel. É um restaurante com um conceito diferente daquilo a que estamos habituados. Eu explico - há três menus: o Cauteloso, o Medroso e o Cruel, que vão progressivamente proporcionando uma experiência mais intensa (mais picante, mais estranha, etc). Toda a comida é excelente, mas não podem deixar de arriscar nalguns pratos do menu Cruel, como as Bolas de Berlim com salão e wasabi, o Carpaccio com flor eléctrica, a Tempura negra de línguas de bacalhau ou o Risoto de cogumelos em alucinação. Pelo meio dos pratos peçam um shot de cachaça de jambu para limpar o paladar e experimentar o Cruel a 100%.

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Já o Flow é um dos sítios com mais pinta do Porto. O espaço é amplo, muito bem decorado, perfeito para um jantar tardio a dois ou com amigos. A comida tem inspiração italiana, mas confesso que a acho um pouco cara. Ainda assim tem qualidade e - lá está - por vezes podemos dizer que “um dia não são dias”. De tudo aquilo que poderia sugerir-vos comer, vou ficar-me por uma das melhores sobremesas que alguma vez comi. Chama-se Mi-Cuit de Abóbora e vai mudar a vossa vida.

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Incrível como não tenho fotografias de um dos sítios a que fui mais vezes - o Casa Vasco. Situa-se na zona da Foz e talvez por isso o restaurante sempre me tenha feito lembrar as cabanas de praia. É ideal para uma petiscada entre amigos, mas também tem opções de pratos individuais se preferirem. Não se esqueçam de pedir a sangria de espumante com frutos vermelhos para acompanhar a comida, é mesmo divinal. Mas atenção, o espaço não é muito grande, por isso convém ir relativamente cedo.

 

Acho que está uma lista bastante composta, mas digam-me de vossa justiça: que restaurantes ou brunches não posso perder na próxima vinda ao Porto? Sei que abriu o Vingança, dos mesmos donos do Cruel e também com um conceito engraçado, por isso esse já está debaixo de olho! 

Sab | 06.05.17

Imperdível (no) Porto

Cheguei ontem à noite ao Porto, uma cidade que visito muitas vezes por motivos vários. Comecei por vir mais cá por causa de trabalho, depois por causa do trabalho do Guilherme e entretanto tornou-se um sítio para onde fugimos de vez em quando. Tenho a certeza que, se a vida de repente desse uma volta e me visse a morar no Porto, seria tão feliz como sou em Lisboa.

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Já perdi a conta às vezes que cá vim, por isso até me espantei comigo mesma por nunca vos ter escrito sobre esta cidade. Esta cidade onde o tempo é mais frio, mas as pessoas são mais quentes. Onde não há menos luz, há uma luz diferente. Esta cidade onde tudo se alcança a pé e há sempre pormenores bonitos nas ruas. Onde se come demasiado bem e se passeia ainda melhor. É claro que está mais turístico - era uma questão de tempo até o mundo descobrir o Porto -, mas conserva-se castiço e de mão na cinta como bem se quer no norte.

Já deve ter dado para perceber que sou mesmo muito fã da cidade, e embora possa não ser a pessoa mais indicada para o fazer, decidi reunir uma lista de sítios que gosto sempre de visitar no Porto (uns mais conhecidos do que outros).

 

Estar // Praça Carlos Alberto

Começamos precisamente pela zona onde estamos a ficar desta vez. A Praça Carlos Alberto é tão pitoresca e colorida, que vale a pena a vossa visita. E todos os sábados acontece cá a o Mercado Porto Belo, que tem sempre bancas com coisas giríssimas! Para além disso, nesta zona começaram a surgir imensos bares e restaurantes novos, cheios de pinta. Não podia ter escolhido uma melhor zona para alojamento, certo?

 

Estar // Serralves

Acho que sabem que gosto muito de jardins e Serralves está no top dos meus preferidos em Portugal. É perfeitamente possível passar lá um dia inteiro e haver sempre coisas para ver, até porque o museu tem sempre coisas muito interessantes para ver. A minha parte favorita é a Casa de Chá, onde podem beber chá acompanhado de scones, enquanto lêem um livro. A entrada é grátis no primeiro domingo de cada mês, por isso planeiem a vossa vinda ao Porto tendo isso em mente.

 

Estar // Livraria Lello

E por falar em livros: a Livraria Lello, senhores! Não só é bonita, como cheira mesmo mesmo a livraria a sério. Bem sei que agora nos “obrigam” a pagar uma entrada no valor de 3€, mas esse dinheiro pode depois ajudar a pagar um livro, por isso não é assim tão mau. Pelo menos é mais uma desculpa para comprar mais um livro.

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Ver // Clérigos

Bem sei que este é um grande cliché da cidade, mas há coisa de dois anos reabriram a torre e já se pode subir novamente. No topo dos Clérigos vão ter uma vista quase 360 sobre os telhados do Porto e as suas ruas apertadas. Perfeito para respirar o ar da cidade!

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Passear // Galerias de Paris

Bem perto dos Clérigos fica também a zona das Galerias de Paris, cheias de bares fixes para beber um copo à noite ou de discotecas para dançar. O que gosto mais na noite do Porto é o facto de ter sítios com ambientes muito diferentes e com muita escolha, consoante o nosso mood ou gostos musicais.

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Passear // Bairro das Artes

O denominado Bairro das Artes tem o seu centro na Rua Miguel Bombarda e é lá que podem descobrir cantos inspiradores como a Oh Galeria!. A arte tomou de facto conta destas ruas: em forma de graffiti, de mensagens escritas pelas paredes ou nas montras das lojas, de galerias de arte contemporânea. Aquilo que mais gosto nesta zona é o facto de se dar destaque a artistas que, de outra forma, não seriam tão conhecidos e que expressam muito bem a maneira portuense de ver a vida.

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Passear // Jardins do Palácio de Cristal

A vista da Ribeira do Porto é bonita, mas a maneira como vêem o Douro a partir dos Jardins do Palácio de Cristal é de cortar a respiração. É perfeito para dar um passeio durante a tarde, devagar, sem pressa. Depois podem descer pelas traseiras do jardim e tomar um vinho do Porto num dos bares que têm vista para o rio.

 

Passear // Vaguear pelas ruas

Há cada vez mais coisas para ver no Porto, mas aquilo que mais gosto de fazer é andar pelas ruas sem grande destino e descobrir pormenores bonitos. Perco-me com as janelas, as portas, os azulejos e as mensagens gravadas aqui e ali.

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Não pensem que me esqueci da comida (eu nunca me esqueço da comida). Estou é a preparar um post só sobre os cafés e restaurantes que mais gosto no Porto!

E vocês, conhecem esta cidade? Quais são os vossos lugares favoritos? Portuenses que me lêem: que sítios novos me aconselham a conhecer?

Qui | 04.05.17

Coisas que aprendi ao ser mãe de gatas

Uma é reguila e tão comunicativa, que fala connosco assim que chegamos a casa. A outra é calma, snob e tem nojo de tudo e de todos. Uma chama-se BB-8 e a outra Guinness, mas os veterinários já lhes chamaram BêBê Oito e Guinnex. Uma não limpa aquilo que faz na areia, a outra vai atrás tapar porque, lá está, tudo lhe faz muita espécie. A BB-8 nunca se consegue decidir com quem quer estar e passa a maioria do tempo a passar de colo em colo. Já a Guinness só aceita colo quando é ela a pedi-lo - e mesmo assim não dura muito tempo. Uma dorme esparramada em cima do Guilherme ou nos nossos pés. A outra acorda-me e meio da noite para esfregar o nariz na minha cara, no meu pescoço, no meu cabelo, às vezes até nos meus olhos. Amuam quando vamos jantar fora e fazem asneiras, mas pedem desculpa assim que voltamos.

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Faz hoje um ano que decidimos ficar não com uma, mas com as duas. São as duas tão únicas que era impossível trazer apenas uma. Às vezes olho para elas e penso como é possível terem crescido tanto em tão pouco tempo, se quando as vi pela primeira vez cabiam nas minhas mãos. Aqueles dois pequenos ratinhos tornaram-se quase tigres e ao longo deste ano aprendi uma lição muito importante com elas.

Aprendi que altruísmo é uma forma de amor. Só sabemos verdadeiramente o que é gostar quando pomos as necessidades dos outros à frente das nossas, e isso é tão verdade para as pessoas como para os animais. Quantas vezes não deixei de sair de casa porque a Guinness e a BB-8 estavam doentes? Quantas vezes não acordei a meio da noite porque a BB-8 tinha que por um creme no olho de 4 em 4 horas? Quantas vezes não deixei de comprar coisas para mim, para poder comprar uma ração melhor?

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E sabemos que gostamos a sério porque fazemos tudo isto sem pensar duas vezes - não nos custa, é natural. Queremos tanto que estejam bem, que naquele momento nem nos lembramos que tínhamos coisas combinadas ou que queríamos mesmo fazer aquela viagem. Obviamente que não é saudável colocarmos sempre os outros à frente de nós mesmos, mas vocês certamente compreendem o que quero dizer. A Guinness e a BB-8 são mais do que bolas de pêlo que interagem. São a alma e a essência da nossa casa, fazem realmente parte da nossa família e tornam-nos pessoas melhores todos os dias. E se forem tão felizes quanto eu sou desde que as tenho na minha vida, então está tudo bem.

Também aprendi que é normal fazermos coisas parvas, como passar a vida a mostrar fotografias dos nossos gatos como se fossem filhos e, até, criar um Instagram só para esse efeito. Sim, podem acompanhar a Guinness e a BB-8 aqui

E agora cuteness overload em forma de fotografias só porque sim:

 

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Também têm animais de estimação? Apresentem-mos!