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Rita da Nova

Sex | 21.04.17

NYC: o que comer

Ponham uma música triste a tocar enquanto lêem a introdução deste post: chegámos ao terceiro e último texto sobre Nova Iorque. E embora possa não ter deixado o melhor para o fim, pelo menos deixei a parte mais deliciosa. Mandem crucificar todos aqueles que alguma vez afirmaram ou insinuaram que se come mal em NYC. Comer bem em Nova Iorque é como fazer qualquer outra coisa nesta cidade: é uma empreitada daquelas, mas não é assim tão complicado.

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E se forem esquisitinhos com a comida como eu, convém fazer algum trabalho de casa para irem informados sobre os melhores sítios para comer de forma minimamente saudável. Acabámos quase todas as noites a comprar comida no Prêt-a-Manger que havia perto do nosso hotel, não porque estivessemos com budget apertado, mas porque depois de uma média de 18km andados por dia, já só queríamos a nossa cama. E, na verdade, fomos muito felizes assim, a comer os nossos wraps, sandes ou saladas e a ver NBA ou America’s Next Top Model na televisão.

Por isso, a lista que vos trago hoje tem essencialmente sugestões de sítios para tomar o pequeno-almoço, para almoçar ou comer uma gordice! Oh, o que vale é que andámos tanto durante aqueles dias, senão tenho a certeza que tinha voltado uma autêntica bolinha.

 

Dough // Doughnuts para quem não gosta de doughnuts

O nosso primeiro pequeno-almoço em Nova Iorque foi no Dough, que fica bem perto do Flatiron Building. Nunca fui muito fã de doughnuts, por isso torci um bocadinho o nariz quando a Raquel me sugeriu este sítio. Mas lá fomos, porque sem provar nunca sabemos se gostamos ou não. E, minha gente, digo-vos: eu casava-me com estes doughnuts. Havia com todas as coberturas possíveis e imaginárias, mas nenhum era demasiado doce ou gorduroso - exactamente aquilo que não costumo gostar.

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Zucker's Bagels & Smoked Fish // O paraíso dos bagels

Não tirei fotografias aos bagels que comi no Zucker’s e isso já vos deve dar uma ideia da fome que tinha quando lá chegámos. Tinha conhecido este sítio através da Mafalda e decidimos que íamos lá almoçar no dia em que fossemos visitar a Grand Central. Já sou naturalmente fã de bagels, mas estes são qualquer coisa do outro mundo. Primeiro, porque os pães são caseiros (enrolados e cozidos lá) e depois porque têm uma variedade enorme de recheios. Como “em equipa vencedora não se mexe”, escolhi o tradicional bagel de salmão com queijo creme e não me desiludi.

 

 

Bluestone Lane // Um brunch australiano

A nossa última paragem gastronómica foi no Bluestone Lane, para fazer brunch no dia em que regressámos a Portugal. Quem me conhece sabe que sou fã de brunches, por isso não queria voltar de NYC sem provar pelo menos um. Logo nos primeiros dias, tínhamos tentado arranjar mesa no Bluestone Lane perto do Central Park, mas o espaço é tão concorrido que não conseguimos. Mas valeu mesmo muito a pena insistir até ao fim para lá ir (há mais do que um na cidade, por isso pode ser que tenham sorte!).

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Jack’s Wife Freda // Para um jantar romântico

O nosso único jantar fora não podia ter sido mais bem escolhido. O Jack’s Wife Freda é a minha cara: comida boa e saudável, num restaurante com muita pinta. O ambiente é muito acolhedor, perfeito para um jantar romântico. Ao mesmo tempo, o serviço é super rápido - o que foi especialmente bom para nós, porque a seguir tinhamos uma reserva na Comedy Cellar que fica ali bem perto. A parte boa é que o Jack's Wife Freda também serve almoços, por isso podem lá ir noutras alturas do dia!

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Little Collins // Para começar o dia a respirar Manhattan

Vocês não sabem o que é uma manhã típica em Nova Iorque até tomarem o pequeno-almoço num sítio como o Little Collins. Tínhamos decidido que íamos do Empire State Building até Harlem a pé, fazendo todo o Central Park, por isso precisávamos de um pequeno-almoço reforçado. Fomos encontrá-lo neste sítio e, em especial, num banana bread de-li-ci-o-so acompanhado por um cappuccino bem tirado. O espaço é muito pequeno e há filas logo de manhã para arranjar lugar, mas como não é um sítio muito conhecido conseguimos captar bem a energia matinal da cidade.

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Fornino // As maravilhas gastronómicas de Williamsburg

Em geral, Brooklyn é conhecido como um sítio onde se come bem e substancialmente mais barato do que em Manhattan. Já aqui vos tinha dito que optámos por conhecer apenas a zona de Williamsburg. Para além de nos conquistar pela irreverência, este sítio conquistou-nos também pelo estômago. Fizemos “check” no item da nossa bucket list que diz “comer pizza em Nova Iorque” e não poderíamos tê-lo feito de uma maneira melhor. As pizzas do Fornino são tudo aquilo que se quer: uma massa saborosa e com a grossura certa, coberta de ingredientes frescos, que vai a cozer em forno a lenha. E ainda tivemos a sorte de comer um menu de almoço baratíssimo!

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Junior’s // Cheesecake all the way!

Em NYC há cafés e restaurantes especializados em todos os tipos de cozinha ou só numa comida em particular. É o caso do Junior’s, que embora sirva outras coisas, é famoso pelos cheesecakes. E que cheesecakes, minha nossa senhora! Primeiro precisam de saber que há cheesecakes de tudo e mais alguma coisa e até há cheesecakes sem açúcar! Depois, convém estarem alerta para o facto de se situar em Times Square e, por isso, ser um sítio turístico (embora eu ache que isso faz parte da magia do sítio). E, por fim, precisam de ir com fome porque as fatias são enormes!

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Cookie DŌ // Massa de bolacha às colheradas

Chegamos a uma das minhas gordices favoritas de Nova Iorque, o DŌ. Aqui vende-se, única e exclusivamente, cookie dough. Para quem não sabe, é massa de bolacha que ainda não foi ao forno - aquela parte que comemos da taça quando fazemos bolachas em casa! O sítio tinha aberto há pouquíssimo tempo e agora, como os acompanho no Instagram, tenho visto as filas gigantes para comer cookie dough. Podem comê-la como se fossem bolas de gelado, numa espécie de bolo ou - e este foi o meu favorito - numa ice cream sandwich. E são todas deliciosas.

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Já foram a Nova Iorque? Se sim, quais as coisas que mais gostaram de comer lá? Caso não tenham ido, o que é que têm mais curiosidade de provar? 

 

Qua | 19.04.17

Não voltes onde foste feliz, my ass

Dizem-nos que não devemos voltar aos sítios onde fomos felizes - porque eles mudam, nós mudamos, tudo muda. E, na grande maioria das vezes, não é para melhor. Isso é o que ouvimos dizer, mas eu não acredito. Talvez porque tenha tido sorte nos regressos. Ora, aqueles que me conhecem um bocadinho melhor e que me acompanham no Instagram já perceberam que este post é sobre Turim (permitam-me que lhe chame Torino a partir de agora), a cidade em que fiz Erasmus.

Entre Fevereiro e Agosto de 2012, Torino foi a minha casa. E voltei lá nos dois anos seguintes, mas depois, com outras viagens a por-se pelo meio, Torino nunca mais esteve nos planos. Até Abril deste ano, quando decidi que era hora de regressar e levar o Guilherme comigo. Mas tinha receio: receio que tudo estivesse diferente e que a cidade não tivesse para ele o encanto que tem para mim.

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Todos os medos se dissiparam no momento em que saí do autocarro e respirei novamente o ar daquela cidade. Sabem a expressão “cheira a Lisboa”, que pode parecer parva mas é verdadeira? Diria que Torino tem também uma atmosfera muito própria, talvez por se situar num vale entre montanhas. A confirmação de que tudo estava igual chegou com as primeiras caminhadas pelas ruas direitas da cidade. As mesmas lojas, as mesmas pessoas, a mesma inexistência de wi-fi em todo o lado.

Não acreditem que este post é completamente inocente e que tem o exclusivo propósito de contrariar uma expressão popular. Tenho uma missão e quero deixá-la clara: dar-vos vontade de conhecer esta cidade. Podia apontar-vos mil motivos, mas para já deixo só três. Se mesmo assim não ficarem convencidos, eu continuo a insistir.

 

Cidade mística

Torino faz parte, juntamente com Praga e Lyon, do chamado “círculo da magia branca” e mesmo que sejam como eu e não acreditem nestas tretas, a verdade é que há uma aura mística nesta cidade. Até porque tem uma história espiritual muito forte - é lá que está o Santo Sudário, por exemplo. Mesmo que não sejam particularmente religiosos ou espirituais, há uma igreja em cada esquina e todas valem a pena conhecer. As minhas favoritas são o Santuario della Consolata, que fica num bairro sinuoso chamado Quadrilatero Romano, e a Basilica di Superga, que tem uma vista incrível sobre a cidade.

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Dolce far niente

Bem sei que Torino é vista como uma cidade muito industrial, já que é lá que está grande parte da força produtiva de Itália (sobretudo de indústria automóvel). Mas o centro da cidade é completamente diferente e tem aquele dolce far niente tão típico do país. Desde inúmeras praças com esplanadas, a fantásticos restaurantes onde comer bem e fazer l’aperitivo italiano, passando por jardins maravilhosos, Torino tem tudo aquilo que se quer numas férias para relaxar completamente. Não tem praia, é certo, mas tem dois rios bonitos com margens largas para passear.

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Cultura de cinema e literatura

Como se tudo o que disse não parecesse bem o suficiente, Torino tem ainda uma cultura de cinema e literatura incríveis. Para além do Museu do Cinema - que vos oferece uma experiência interactiva e divertida -, tem frequentemente iniciativas para pôr os habitantes a ler mais. É comum andar na rua e haver não só muitas livrarias, como dezenas de bancas a vender livros em segunda mão. O paraíso dos ratinhos dos livros, como aquela que vos escreve.

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Eu sei que é difícil convencer-vos apenas com um post e três humildes argumentos. E é por isso que estou a preparar um post com um guia de três dias para conhecer Torino como ninguém. Parece-vos bem? 

Qui | 13.04.17

Restaurantes anti-rotina

Todos nós dizemos que agora é que é: chegou um novo ano e nós vamos mudar imensa coisa na nossa vida. A entrada de 2017 dá-nos vontade de ser uma pessoa completamente diferente, de ir para o ginásio, de deixar de fumar, de começar aquele hobby que andamos a namorar há tanto tempo.

Chegados a Abril, percebemos que essas resoluções duraram pouco tempo e, mais depressa do que julgámos ser possível, lá estamos nós sentados novamente no autocarro da rotina, a fazer sempre as mesmas viagens e a parar sempre nos sítios do costume. E os restaurantes que frequentamos não são excepção.

Ora - pelo menos para mim - os restaurantes são uma óptima forma de fugir à rotina, nem que seja por umas horas. Este mês trago-vos quatro restaurantes que vos vão proporcionar experiências, no mínimo, diferentes.

 

A Cevicheria

Repitam comigo: peixe cru não é só sushi. Quem já provou ceviche sabe perfeitamente que as maravilhas do peixe cru não se ficam pelo Japão. A América do Sul inventou um dos melhores pratos de sempre e o nosso Chef Kiko decidiu honrá-lo com pompa e circunstância. N’A Cevicheria podem provar-se pratos típicos do Peru e o menu de degustação é daqueles que vale cada cêntimo.

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Bairro do Avillez

Megalómano. Arrojado. Irreverente. Foi assim que muita gente descreveu o Chef José Avillez aquando da abertura do seu Bairro. Como se os seus cinco restaurantes em Lisboa já não lhe dessem trabalho suficiente, decidiu abrir também o seu próprio bairro - sítio onde todos os lisboetas se sentem em casa. Para já está dividido em três partes: a Taberna (dedicada aos petiscos), o Páteo (centrada no peixe e no marisco, mas com soluções para todos os gostos) e a Mercearia, que nos permite levar um pouco do Bairro para casa. Se a comida vale a pena, o espaço é impressionante e, lá, as horas passam sem darmos conta.

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Miss Jappa

O que não falta por aí são restaurantes com sushi de fusão, que nos inundam as peças com coisas que não sabemos o que são, nem nos damos ao trabalho de perguntar. Esqueçam tudo isso: para uma experiência que contrapõe a comida japonesa tradicional com a comida japonesa contemporânea, nada como visitar o Miss Jappa. Aqui todos os pratos nos são familiares, ao mesmo tempo que nos surpreendem com um twist. Não quero revelar muito mais para não vos estragar a experiência, mas a roleta russa de gunkans é obrigatória.

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Pistola y Corazón

Chegamos, finalmente, ao restaurante que escolho sempre que preciso de escapar à realidade por uns momentos. Já quase todos tivemos uma experiência com comida mexicana, mas um sítio onde os empregados apenas arranham o português e onde o mote é comer “sin verguenza” é coisa para nos deixar rendidos. Ali tudo é familiar, tão familiar que não há talheres para comer. Os tacos e os totopos comem-se à mão e o picante alivia-se com margueritas ou com um dos mil cocktails da carta. E, por favor, não saiam de lá sem provar o Pastel Trés Leches.

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Que restaurantes, cafés ou bares vos ajudam a fugir à rotina? Contem-me tudo!

 

Ter | 11.04.17

Comida de restaurante directamente para o sofá

Conhecem a sensação de que foram dominados por uma onda de preguiça, da qual não conseguem fugir? Aqui me confesso: eu sou, possivelmente, uma das pessoas mais caseiras do mundo e quando não tenho preguiça... invento-a. Há lá coisa melhor do que fazer uma maratona de séries ou devorar um livro, com uma chávena de chá por perto?

Ora, mesmo em estado de quase hibernação, ainda precisamos de comer e, pelo menos para mim, a preguiça típica desses dias não condiz nada com cozinhar. É nessas alturas que surge a pergunta que mais queremos ouvir/fazer: “E se pedíssemos comida?”. Se, quando essa pergunta surge, o normal é ficarem horas a pesquisar ou a negociar com os restantes membros da família, hoje dou-vos uma ajuda - deixo-vos os meus três pedidos de comida favoritos.

 

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Home Sweet Sushi // Lisboa, Porto e Almada

Sou fã incondicional de sushi, mas demorei algum tempo até encontrar um sítio de home delivery que me enchesse as medidas. Quando o meu jantar bateu à porta numa noite a meio da semana, depois de ter apanhado uma chuvada no caminho para casa, apaixonei-me imediatamente e posso dizer que tem sido uma relação duradoura.

Normalmente entregam bastante rápido (cerca de meia hora depois de ser feito o pedido) e o sushi vem sempre fresco. A parte boa é que os menus blind date (18 peças de 9 variedades diferentes) são surpresa e variam diariamente.

Qual é o meu pedido habitual? Peças de sushi para duas pessoas, dois temakis (recomendo vivamente o de Spice Tuna e o de Salmão Braseado) e 5 peças de hot sushi.

Quanto custa? Mais coisa, menos coisa, fica pelos 40€ para duas pessoas. Pode parecer caro, mas acreditem que o sushi é de qualidade e vale bem a pena.

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Madpizza // Lisboa, Oeiras, Cascais

Pedir pizza é uma tradição em quase todas as casas e a minha não é excepção. Ainda assim, com a Madpizza encontrei uma solução bastante mais leve e saudável do que as pizzas típicas de encomenda (e igualmente deliciosa!). Com uma base de massa fina integral e ingredientes frescos, não há cá sentimentos de culpa depois de comer uma pizza inteira.

A entrega é também muito rápida, mas o único problema é a limitação de zonas onde chegam. Abriram recentemente uma loja no Saldanha, pelo que a cobertura de toda a cidade pode estar para mais breve do que poderia parecer.

Qual é o meu pedido habitual? Duas pizzas individuais (a Tóquio, de salmão, e a Divine, de frango, são quase obrigatórias).

Quanto custa? Cerca de 18€ para duas pessoas. Saudável, cómodo e económico. O que é que podemos querer mais?

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A-100 // Lisboa

O nome remete-nos logo para acém e possivelmente já vos disse que a carne não é muito a minha praia. Ainda assim, com as opções meat free que existem hoje em dia, quem é que diz que não a um belo hambúrguer? Tudo se torna ainda melhor se eles nos vierem parar a casa e nem tivermos que tirar o pijama! Descobri recentemente os hambúrgueres do A-100 e fiquei muito bem impressionada. Há soluções para todos os gostos: carne vermelha, peixe, frango e vegetariano. Batatas normais, batatas doces ou salada. Limonadas ou refrigerantes de lata.

O tempo de espera é aceitável e vale bem todos os minutos. Não estava à espera que os hambúrgueres chegassem ainda quentes e com um aspecto intacto… mas assim foi!

Qual é o meu pedido habitual? Um hambúrguer vegetariano (V-108), um hambúrguer de vaca com cogumelos e molho teriyaki (A-103), ambos com batata doce a acompanhar.

Quanto custa? Ronda os 20€ para duas pessoas, o que é perfeitamente justo tendo em conta a qualidade e a comodidade.

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Já conheciam alguma destas sugestões? Quais são as vossas escolhas de encomenda para estes dias de preguiça em casa?