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Rita da Nova

Sex | 25.12.20

10 melhores livros de 2020

Primeiro que tudo: Feliz Natal, que ainda há boa educação aqui neste blog! 🎄 Espero que estejam a ter o melhor Natal possível, mesmo tendo em conta todas as restrições e cuidados que precisamos de ter este ano. E por falar nele, trago hoje o último post deste conjunto sobre os melhores de 2020.  Vamos falar dos melhores livros que li! 

 

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Bem sei que costumam ser apenas listas de 5 coisas, mas 2020 foi um dos anos em que mais li e senti que só seria justo trazer aqui mais sugestões de leitura e, de certa forma, homenagear as histórias e os autores que me fizeram tanta companhia nestes tempos por casa. Não sei quanto a vocês mas, para mim, as histórias têm a capacidade de nos manter sãos e confortáveis na solidão. 

 

Sem mais demoras (e apresentados pela ordem em que os li), aqui ficam as 10 melhores leituras deste ano:

 

1. A Man Called Ove, Fredrik Backman

Se eu chorei que nem um bebé com várias partes deste livro, sobretudo no final? E não foi pouco. A Man Called Ove conta a história de um velhote que, depois da morte da mulher, decide que também já não está aqui a fazer nada. Mas a vida vai-lhe pondo várias pessoas novas à frente e este senhor rabugento e de coração duro vai-se revelando cada vez mais. 

 

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Podem ler mais sobre o livro aqui:

> Os livros da Rita // A Man Called Ove, Fredrik Backman

 

 

2. The Heart’s Invisible Furies, John Boyne

Faço já o disclaimer: eu li muito dramalhão este ano e é mais ou menos isso que podem esperar neste top 10. Peço desde já desculpa, mas eu sinto-me sempre mais ligada a este tipo de histórias. Sobre este livro em concreto, e como já disse aqui pelo blog, “mais do que uma história difícil, é uma história bonita e comovente sobre a forma como amamos os outros, independentemente do tipo de amor de que estamos a falar. E é também sobre como encontramos sempre forma de amar novamente, mesmo depois de nos terem partido o coração.”

 

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Leiam a review na íntegra:

> Os livros da Rita // The Heart's Invisible Furies, John Boyne

 

 

3. Eliete, Dulce Maria Cardoso

I stan Dulce Maria Cardoso e nem me venham tentar convencer de que ela não é uma das mulheres mais incríveis que este país já viu, porque é. Para além disso, escreve de uma forma quase perfeita e tem uma postura muito humilde em relação à sua escrita, dizendo sempre que tem que trabalhar muito para o fazer como faz. Esta primeira parte de Eliete foi-me estranhamente familiar, apesar de contar apenas “a vida normal” como ela é. Todos nós conhecemos uma Eliete e essa é a magia deste livro. 

 

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Tudo o que eu escrevi sobre o livro: 

> Os livros da Rita // Eliete, Dulce Maria Cardoso

 

 

4. Educated, Tara Westover

Uma das novidades deste ano (pelo menos para mim) foi a quantidade de livros de não-ficção que dei por mim a ler. Claro que ainda não superam (e duvido que venham a superar) os livros de ficção, mas sinto que tenho encontrado um conjunto de livros que reúnem o melhor dos dois mundos – histórias reais com uma escrita bastante literária. Educated, de Tara Westover, foi o melhor livro de não-ficção que li este ano. A autora conta-nos como foi crescer no seio de uma família Mormon, sobre o processo que fez na sua educação e as consequências familiares que isso teve. 

 

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Continuem a saber mais sobre o livro aqui:

> Educated, Tara Westover

 

 

5. Conversations with Friends, Sally Rooney

Eu sou da opinião que Sally Rooney nunca vai desiludir e apesar de ter partido com algum receio para a leitura deste livro, a verdade é que acabou por me dizer mais do que Normal People, o grande êxito da escritora (já agora, vejam a série, vale muito a pena). Lembro-me de estar na praia do Porto Santo e não conseguir parar de ler! Devorei-o de tal forma que vou querer reler com mais calma no futuro. 

 

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Podem saber mais sobre o livro aqui:

> Conversations With Friends, Sally Rooney

 

 

6. Norwegian Wood, Haruki Murakami

Quem acompanha o blog e o meu Instagram há mais tempo sabe que Murakami é um dos meus autores favoritos de sempre e, tal como faço todos os autores de que gosto, tendo a guardar algumas leituras para aproveitar mais tarde. Norwegian Wood foi um desses casos e adorei regressar a um Murakami mais real, com o realismo mágico a aparecer apenas aqui e ali, sem ser o centro da narrativa. Tornou-se facilmente um dos meus preferidos dele!

 

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Leiam a book review completa: 

> Norwegian Wood, Haruki Murakami

 

 

7. A Vida Mentirosa dos Adultos, Elena Ferrante

Se houver aí pessoas que não tenham gostado da tetralogia A Amiga Genial, então façam o favor de se ausentarem deste blog, que eu não ando aqui a escrever para me deparar com situações destas. Bom! Agora que me acalmei, quero dizer-vos que esperei muito por este livro da escritora, uma vez que amei de morte a tetralogia e queria continuar embrenhada na escrita dela. A Vida Mentirosa dos Adultos não desiludiu e trouxe uma Elena Ferrante ainda mais crua. 

 

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Tudo o que eu escrevi sobre este livro: 

> A Vida Mentirosa dos Adultos, Elena Ferrante

 

 

8. This is Going to Hurt, Adam Kay

Se estiverem à procura de um livro que vos faça rir, ao mesmo tempo que vos surpreenda e ensine coisas novas, this is the one. Adam Kay, ex-médico e actual comediante, publicou os seus diários da altura em que estava a fazer o internato de medicina no NHS, o Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido. A certa altura tem que escolher uma especialidade e opta por ginecologia e obstetrícia, pelo que podem calcular o tipo de casos hilariantes que lhe foram aparecendo. 

 

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Continuem a saber mais sobre o livro aqui:

> This is Going to Hurt, Adam Kay

 

 

9. Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago

Não digam, aposto que estão a pensar “mas como é que ela nunca tinha lido este livro?”. Bem sei, bem sei, mas senti que 2020 era o ano para colmatar esta falha e foi tudo estranhamente familiar com os acontecimentos deste ano. Não há grande coisa a dizer: adorei o livro, é Saramago no seu melhor. 

 

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Tudo o que achei sobre o livro: 

> Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago

 

 

10. Such a Fun Age, Kiley Reid 

Recentemente escreveu-se muito sobre racismo e privilégio branco, mas Such a Fui Age fê-lo, para mim, de uma forma bastante competente e colocando a tónica em questões importantes que nem sempre fazem parte destas narrativas. A escrita é leve e a narrativa tem alguns twists engraçados, por isso acho que vale mesmo a pena que o leiam. 

 

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Book review completa aqui:

> Such a Fun Age, Kiley Reid

 

Custou-me não incluir mais livros na lista, mas acho mesmo que estes foram os 10 melhores. E vocês, que livros escolheriam para o vosso top de 2020? Quero saber tudo e, quem sabe, ainda sair daqui com sugestões para o ano que vem. 

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