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Rita da Nova

Brunch do Mundo: descobrir África através da comida

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Lembram-se de vos ter dito que estava mortinha por continuar a viajar com o Brunch do Mundo? Pois bem, isso aconteceu no passado fim-de-semana. Na sexta-feira, como é costume, recebi uma mensagem com todos os detalhes necessários para fazer check-in: horas, morada e preço do brunch.

 

Estava desejosa por conhecer o continente africano através dos seus sabores e aromas, mas confesso que tinha receio de não gostar tanto quanto gostei do Brunch Americano. Isto porque associo sempre a comida africana a uma refeição pesada, algo que não pode acontecer num brunch senão ficamos empanturrados logo no primeiro prato. O Brunch do Mundo voltou a surpreender e levou-nos numa viagem incrível por alguns países africanos, um trajecto que conseguiu superar o anterior. E não só por causa da comida - mas já lá vamos.

 

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O tempo tem-se vestido sempre a preceito para nos acompanhar pelos destinos do Brunch do Mundo: se durante o continente americano até chuviscou, bem ao estilo da incerteza do clima tropical, quando chegámos a África fomos brindados por um calor cortante.

 

Mas isso não nos impediu de provar até os pratos mais quentes, já que Angola esteve sempre connosco para nos refrescar através de um Sumo de Ananás, Manga e Maracujá. Logo a seguir, na Libéria, abrimos as hostilidades com uma deliciosa Sopa de Batata Doce e Amendoim (ou não fosse eu fã de ambos os ingredientes). Ainda nos pratos salgados, a Xakxuka (uma mistura de legumes com ovo escalfado) foi a forma que a Argélia encontrou para nos dar as boas-vindas e a Nigéria acolheu-nos com um dos melhores pratos deste brunch: Banana-pão Assada com Bacon. Já tinha provado banana-pão, mas fica ainda melhor quando acompanhada pelo toque crocante e salgado do bacon.

 

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A segunda metade da viagem fez-se de destinos mais doces, a começar pela África do Sul e as duas deliciosas Panquecas de Leite com Crumble de Canela e Creme de Kiwi. Gostava de me demorar um pouco mais a falar-vos deste prato, para mim o melhor desta aventura pelo continente africano. Tudo aqui estava cozinhado na perfeição e a combinação de sabores e texturas estava mesmo no ponto. E ainda conseguiu surpreender com o facto de o crumble estar por dentro das panquecas e não fora, como seria de esperar.

 

Mas não pensem que não me deliciei com os outros dois pratos que faltam. A Granola de Pistachio, Amendoim e Gengibre com Creme de Papaia que comemos em honra do Uganda foi a aliada perfeita contra o calor que (ainda) se fazia sentir e a despedida não podia ter sido mais doce: Marrocos presenteou-nos uma Mescouta (um bolo de tâmara e nozes) com Gelado de Côco. Sou fã de tâmaras e frutos secos, por isso achei que foi mesmo uma forma de terminar em grande.

 

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Aproveitei esta viagem para me reabastecer dos meus souvenirs preferidos: as Granolas do Mundo. Até agora a minha favorita é a de África, pela conjugação de doce, salgado e picante - tem sido a estrela do meu pequeno-almoço todos os dias. E não podia deixar de trazer um teaser da próxima viagem: a Granola da Ásia, que será o novo destino a conhecer na companhia do Brunch do Mundo.

 

E por falar em companhia, já vos tinha levantado o véu e dito que este Brunch do Mundo conseguiu ser ainda mais especial que o anterior. Uma das melhores coisas destes encontros à volta da mesa é que cada expedição leva apenas 10 passageiros e, por isso, acabamos todos por nos conhecer e ficar ali numa deliciosa conversa. Podemos conhecer pessoas novas e trocar experiências de vida e de viagens. Mas tudo isto se torna melhor quando, na mesma mesa, estão pessoas que já têm um cantinho muito especial nos nossos corações (como é o caso da minha Joaninha e do Gonçalo) e pessoas que só conhecíamos através dos pequenos ecrãs digitais, mas que ganharam logo logo o nosso carinho. Sim, Rititi e Raquel, estou a falar de vocês.

 

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Corro o risco de me tornar repetitiva e chata, mas gosto mesmo muito deste Brunch do Mundo e das pessoas que o organizam. Sempre tão humildes e acolhedoras, recebem-nos e levam-nos a passear por sabores que não conhecíamos. Deixaram-me, mais uma vez, com uma enorme vontade de largar tudo e ir conhecer o continente africano, ao mesmo tempo que me aguçaram a curiosidade em relação ao que estarão a preparar para o brunch dedicado à Ásia.

 

Se ainda não conhecem o Brunch do Mundo, vão a correr ao Facebook ou Instagram e vejam se ainda há datas disponíveis para embarcarem numa viagem pelas terras e sabores quentes de África. Prometo que não se vão arrepender.

#ritanarotadobrunch: Chef Nino, na LX Factory

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Sabem aqueles sítios que ganham lugar cativo na vossa wishlist, mas que acabam por nunca visitar devido a um sem-fim de razões? A minha relação com o brunch do Chef Nino, na LX Factory, foi sempre um bocadinho assim. Passava pelas mesas da esplanada e ficava maravilhada com as iguarias que compõem o brunch, num prato tão arranjadinho e com bom aspecto, e dizia: “o próximo brunch é aqui”. Mas nunca era. Ora porque tinha vales dois por um para aproveitar noutros sítios, ora porque ao domingo a LX Factory se enche de gente e, como o espaço é muito pequeno, há filas de espera de pelo menos 1h.

 

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Embora esteja sempre apinhada ao fim-de-semana, a LX Factory continua a ser um dos meus sítios preferidos da cidade e só me faltava mesmo provar aquele brunch para ficar completamente satisfeita. E assim foi: este fim-de-semana, no dia em que celebrámos o segundo aniversário do nosso jogo do sério, pusemo-nos a caminho de Alcântara - já a arranjar alternativas caso não conseguíssemos lugar.

 

Conjugação feliz de factores - era sábado e estava muito nublado, quase a chuviscar -, havia mesas livres no Chef Nino e optámos por escolher as mesinhas tom pastel da esplanada. Estava fresco, mas não demasiado, e ficámos a observar a calma pouco característica da LX Factory. Mas também teríamos ficado bem servidos caso optássemos pelo espaço interior, que tem uma decoração minimalista, também em tons pastel e cheia de detalhes amorosos.

 

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Só para vos abrir o apetite: o brunch custa uns módicos 12€ e é composto por pão e croissants, sumo ou chá do dia, ovos, sopa, iogurte com muesli, salada, um petisco salgado, opção de carnes frias ou queijos, café ou café com leite no final. Os ovos, a sopa, a salada, o petisco e as opções de charcutaria/queijos variam todos os dias, por isso nunca se vão aborrecer. Optem por vir a um sábado, já que os domingos costumam ser mais confusos.

 

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Entre outras coisas, calharam-nos umas panquecas de courgette e cenoura, com molho de iogurte e tomate assado, que estavam simplesmente divinais. Já para não falar dos maravilhosos croissants, que eu já conhecia e que considero uns dos melhores de Lisboa.

 

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Vão com tempo e disponibilidade para passear um pouco pela LX Factory. Absorvam as boas energias e o estilo artístico e alternativo dos edifícios, das lojas e das pessoas. Sugiro principalmente a Wish, uma concept store cheia de coisas bonitas para decorar a casa, e a Livraria Ler Devagar - uma das livrarias com mais pinta da cidade.

 

Quais são os vossos sítios favoritos na LX Factory? Já conheciam o Chef Nino?

  

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