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Rita da Nova

Edimburgo // O que comer

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Uma das primeiras coisas que me disseram quando estava a planear a viagem pela Escócia foi: "eish, coitada, come-se mesmo mal por lá". Lá fui eu, a rainha das listas e da organização, procurar bons sítios para comer um pouco por todo o país, mas sobretudo em Edimburgo, onde iriamos ficar quase uma semana. E uma coisa vos posso garantir: não se come nada mal na Escócia, muito pelo contrário.

 

Há tantas opções e tantos sítios bonitos, que só tive pena de não ter passado lá um mês inteiro para poder ir experimentar todos. Ainda assim, posso dizer-vos que o meu estômago foi muito feliz pelas ruas de Edimburgo. Como tal - e porque o que é bom deve ser partilhado - preparei-vos uma lista dos cafés e restaurantes de que mais gostei, divididos por pequeno-almoço e brunch, almoço e jantar.

 

 

Pequeno-almoço & Brunch

Um dos pequeninos sítios que mais me apaixonou chama-se The Bearded Baker e, lá, a especialidade são os Cinnamon Rolls. E que maravilha foi o nosso primeiro pequeno-almoço em Edimburgo! Esta padaria ficava mesmo perto do sítio onde estávamos a dormir, por isso ainda resistimos várias vezes a passar por lá para comprar uma destas delícias.

 

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Um dos cafés mais bonitos e acolhedores da cidade, o The Milkman, fica mesmo no centro e tem boas opções para um pequeno-almoço leve ou um lanche a meio da tarde. Os scones e caracóis doces eram muito bons, mas ali o melhor mesmo é o café - o acompanhamento perfeito para desfrutar completamente do ambiente deste sítio maravilhoso.

 

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Para um pequeno-almoço mais reconfortante, não podem perder o Brandon's of Canonmills. Não é propriamente central, mas podem aproveitar e passar por lá num dia em que tenham menos coisas para fazer. O restaurante é muito espaçoso e têm um menu gigante com opções de brunch à la carte. Os ovos benedict com salmão e a tosta de abacate com queijo halloumi estavam fantásticos!

 

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Terminando as sugestões de sítios para começar bem o dia, não podem perder a Mimi’s Bakehouse. Há várias por toda a cidade, mas a mais conhecida e maior é a de Leith. Tem uma decoração muito engraçada, que nos remete imediatamente para as casas de chá antigas. É difícil não sentirmos que entrámos num mundo à parte. Esta pastelaria é mais conhecida pelos bolos, mas o iogurte com granola e a tosta de abacate em pão caseiro foram o reforço perfeito para um dia preenchido.

 

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Almoço

Como os nossos dias eram muito preenchidos, por causa do Fringe e da nossa vontade de ver tudo e mais alguma coisa, raramente parámos nalgum lado para almoçar. Por isso, trago-vos apenas duas sugestões de restaurantes/cafés para esta refeição. O primeiro chama-se Hula Juicery e é o paraíso da comida saudável. Há um pouco de tudo: veggie bowls, saladas, smoothies, poké bowls, bolos vegan… a dificuldade ali é mesmo escolher. Para além disso, o sítio é muito giro porque está todo decorado com um estilo meio tropical. Dá vontade de ir ficando lá durante toda a tarde, a ver as obras de arte alternativas que têm expostas por toda a parte.

 

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Lembram-se de vos ter revelado o meu amor por bagels? Como é óbvio, tive que experimentar pelo menos um em Edimburgo e o Filament Coffee foi o sítio escolhido. É um café meio hipster-alternativo, com um ambiente muito porreiro. A especialidade são os bagels, mas os sumos e as sobremesas saudáveis também fazem sucesso. Como já almoçamos relativamente tarde, havia poucas opções de recheio para os bagels, mas o clássico de salmão com queijo creme nunca desilude.

 

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Jantar

Posso já adiantar-vos que tive jantares muito especiais em Edimburgo. O primeiro, por exemplo, foi a melhor recepção de boas-vindas que a cidade me podia ter proporcionado. Encontrei o Bodega nas minhas investigações e decidi logo marcar com bastante antecedência, porque durante o mês de Agosto - por causa do festival - nunca há mesas vagas em lado algum. Uma coisa que precisam de saber, caso planeiem em ir a este restaurante, é que eles não têm licença para vender álcool, por isso terão que trazer as vossas próprias bebidas. Caso contrário, podem deliciar-se com os refrescos mexicanos que servem e que acompanham muito bem os maravilhosos tacos.

 

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Se preferem antes um clássico que nunca desilude, deixo-vos o Jamie’s Italian como sugestão. Bem sei que é um bocadinho caro, mas a comida é óptima e o restaurante tem um ambiente muito acolhedor e romântico. Se gostam de opções mais leves, peçam a Burrata como entrada e a Caesar Salad com hot smoked salmon para prato principal, e prometo não se vão desiludir.

 

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Nunca pensei dizer isto, mas os escoceses são muito parecidos connosco numa coisa: fazem um frango assado maravilhoso. Não estou a brincar! Há vários sítios dedicados ao frango assado em Edimburgo, dos mais tradicionais aos mais modernos. Um deles fica na Royal Mille, mesmo no coração da cidade, e chama-se Spatch. Façam um favor a vocês próprias e peçam as Chicken Wings com molho barbecue. A sério, façam-no.

 

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Por fim - e se querem conhecer um sítio único e fora o normal -, não podem passar por Edimburgo sem ir ao The Dogs. Foi a minha Ana quem disse que eu tinha mesmo que ir a este restaurante e, assim que lá entrei, percebi logo porquê. Espaço divide-se em duas salas, estilo apartamento, e está mesmo todo decorado com fotografias e imagens de cães, num misto kitsch e vintage que nos deixa meio desconfortáveis e à vontade ao mesmo tempo. O menu traz-nos cozinha escocesa reinventada e podem ter a certeza que vão querer experimentar de tudo um pouco.

 

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Quem desse lado já esteve em Edimburgo? Que outros restaurantes acrescentariam a esta lista? 

 

Brunch do Mundo: terminar a viagem na Europa

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Sim, leram bem: a primeira temporada do Brunch do Mundo está a chegar ao fim. E, caramba, foi uma aventura daquelas! A curiosidade levou-me a experimentar o Brunch América e, como adorei a comida, o conceito e as pessoas por detrás do projecto, fui ficando para a edição de África, Ásia e, agora, Europa.

 

Embora pareça que um Brunch Europa vá ser igual a todos os outros brunches a que vamos em Lisboa ou quando viajamos perto, a verdade é que - mais uma vez - o Brunch do Mundo conseguiu surpreender. Fugiram ao óbvio e pesquisaram muito até nos trazerem uma ementa cheia de iguarias desconhecidas e de deixar água na boca.

 

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Na mesa esperava-nos um cesto de pães diferente do costume neste brunch. Para além dos croissants franceses, tinha também bolo do caco e, a acompanhar, uma compota de figo caseira. Uma coisa não podia faltar: a presença de Portugal. E o nosso país esteve sempre muito bem representado, quer através das toalhas de mesa, quer pela deliciosa Laranjada que nos refrescou e abriu o apetite.

  

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Se têm acompanhado estas viagens gastronómicas aqui pelo blog, certamente saberão que abrimos sempre as hostilidades com uma sopa e esta vez não foi excepção. A Sopa Borscht representa a Rússia e deve o seu aspecto amoroso à beterraba, que lhe confere um tom cor-de-rosa. Mesmo eu, que não adoro sopas, desejei começar todas as minhas refeições assim. Da Turquia - que, não nos podemos esquecer, é meio Europa - chegou um prato chamado Çibir. Pode parecer estranho mistrurar ovo pochê com iogurte grego e paprika, mas garanto-vos que foi uma das melhores combinações de sabores que provei ultimamente. 

 

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Este último prato salgado não é novidade para muitos de nós, mas chegou-nos um prato típico nórdico, mas propriamente da Noruega - o Smørbrød. É um pão de centeio muito denso, mas delicioso, que vinha acompanhado por salmão, rabanete uma salada de pepino avinagrada. Apesar de tudo, foi um dos meus favoritos deste brunch pelo facto de estar preparado no ponto.

 

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Aterrámos na doçura da Bélgica (um destino que vou conhecer finalmente em Dezembro!), com uma Waffle com Caramelo Salgado. Meu Deus, o que é isto? Vocês não podem imaginar a felicidade que eu senti assim que provei a primeira garfada. Só espero que as waffles belgas estejam à altura desta que o Brunch do Mundo preparou para nós. Logo a seguir, para atenuar o toque doce da primeira sobremesa, demos um saltinho à Polónia para experimentar a Granola da Europa (com trigo sarraceno e millet) com um Creme de Frutos Vermelhos.

 

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Sabem quando uma viagem está a ser tão boa, tão absorvente, que não querem voltar a casa? Foi exactamente essa a sensação que tive à medida que nos íamos aproximando do último prato deste brunch dedicado ao continente europeu. Fizemos check-out na Alemanha, que nos recebeu com um Crumble de Cereja e Gelado de Canela. Não podíamos ter terminado esta grande jornada num registo mais doce.

 

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Como não poderia deixar de ser, ficámos por ali, quais companheiros de viagem numa conversa animada com o objectivo de adiar a despedida. É que, se o mundo é a nossa casa, o Brunch do Mundo já é quase uma segunda família. Agarrei logo a Granola da Ásia e a Granola da Europa, as minhas favoritas de todas as edições, para trazer estes sabores deliciosos comigo.

 

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No fim, mesmo antes de nos despedirmos, recebi um envelope muito pequenino com o meu nome e uma surpresa gigante. Lá dentro, vinha um convite para a edição Best Of Brunch do Mundo, a que só pode ir quem marcou presença nas viagens por todos os outros continentes. Acontece já no dia 30 e mal posso esperar para recordar os melhores sabores de todos os continentes, numa excelente companhia.

 

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Mas não pensem que o Brunch do Mundo chegou ao fim! Pelo contrário: se a primeira temporada correu bem, podem crer que o que vem a seguir será incrível. É uma questão de esperarem por novidades - até eu estou super curiosa com o que estas pessoas maravilhosas andam a tramar. Até lá, ainda podem ser um dos 10 sortudos a conseguir lugar na segunda viagem pela Europa, basta estarem atentos ao Facebook e Instagram do Brunch do Mundo e serem dos primeiros a enviar um e-mail. Vão fazer check-in nesta deliciosa aventura?