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Rita da Nova

Santo Bagel: encontrei a minha religião

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Não me lembro se já vos tinha falado da minha obsessão por bagels. Em quase todas as cidades que visito, procuro um sítio que faça bagels verdadeiramente bons e encontrei os melhores em NYC, como não poderia deixar de ser. Mas também já comi excelentes bagels em Paris e em Praga, por exemplo.

 

Já alguma vez se perguntaram o que distingue um bagel de um pão normal? Quando os comemos notamos uma textura diferente: são mais massudos sem serem rijos e o sabor é ligeiramente diferente, mas porque é que isso acontece? É que, ao contrário dos outros tipos de pão, depois de esperarmos que o fermento actue para a fazer a massa aumentar de tamanho, os bagels são cozidos em água primeiro, em vez de irem directamente para o forno.

 

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Durante muito tempo, esta receita foi desrespeitada em Lisboa, mas recentemente surgiram excelentes sítios só dedicados a bagels: Raffi’s Bagels, NY Bagel Café e o Santo Bagel - a novidade que vos trago hoje. Novidade pelo menos para mim, que apesar de morar perto do Campo Pequeno, ainda não tinha tido oportunidade de entrar neste sítio de amplas janelas. Já tinha passado algumas vezes à porta, mas sempre a caminho de outras coisas.

 

janela

 

Decidi visitar o Santo Bagel assim que tirei um dia de férias para aproveitar melhor os dias de Alive e não podia ter escolhido um melhor sítio para repor energias. Confirmei aquilo que suspeitava só de ver de fora - o Santo Bagel é a minha cara, não só pela decoração como pela calma que as cores claras transmitem. E como o nosso almoço foi tardio, tivemos o espaço só para nós.

 

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espaço

 

Não pensem que um sítio dedicado apenas a bagels pode ser aborrecido. O ponto alto do Santo Bagel é mesmo o facto de ter a maior diversidade de combinações de recheios que já encontrei em Lisboa, para além da variedade dos próprios bagels. Mesmo tendo tanto por onde escolher, tive que fazer o teste que sempre faço: se o clássico bagel de salmão com queijo creme for bom, então é para repetir e eventualmente provar outras sugestões. Fiquei com as opções vegetarianas debaixo de olho, principalmente o Ratatouille (que leva tomate seco, courgette marinada, beringela grelhada e cebola crocante) e o brunch, que acontece apenas ao sábado.

 

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Pergunta que surgiu durante o almoço: será Santo porque o bagel faz lembrar uma auréola? Seja ou não esse o motivo, não me parece nada descabido criar uma religião à volta deste pedaço de céu que são os bagels. No restaurante podemos ler que são “simplesmente divinais” e eu acrescento que ficam melhores se forem aproveitados com tempo e com a luz que entra pelas janelas.

 

Gostam de bagels? Que sítios me recomendam?

 

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