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Rita da Nova

Pela Bélgica // Dia 3, Ghent

Ghent não estava nos nossos planos iniciais quando decidimos marcar esta escapadinha à Bélgica. Após alguma pesquisa e conselhos de pessoas que já lá tinham estado, decidimos passar o último dia de viagem nesta cidade, que é a segunda maior da Bélgica.

 

Assim que começámos a aproximar-nos do centro percebemos logo que tinha sido uma boa escolha. Mas já lá vamos, porque antes - ainda em Bruxelas - tivemos direito a um pequeno-almoço bem composto no Peck 47. Tínhamos descansado bem e acordámos cedo para aproveitar o domingo a 100%.

 

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Querem uma prova de que este é um dos sítios mais requisitados da capital Belga? A fila que se começou a formar à porta logo depois de nos termos sentado (sabem o que dizem, timing é tudo na vida). Eu escolhi uma granola com caramelo salgado e o Guilherme escolheu umas waffles salgadas com ovos escalfados e salmão. Ambos acompanhámos com um golden latte - já tinha ouvido falar desta bebida que, entre outras especiarias, leva açafrão. Foi a minha experiência e fiquei fã!

 

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O comboio até Ghent demora cerca de meia hora e, ao fim-de-semana, há descontos incríveis nos bilhetes de comboio. É importante também saberem que o sistema é semelhante ao que existe em Itália ou Alemanha: compra-se um bilhete para aquele dia e não tem hora marcada, permitindo-nos apanhar qualquer comboio. Isto fez com que não tivéssemos qualquer pressa enquanto visitámos Ghent.

 

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Chegámos por volta das 11h e demos uma volta pelos sítios mais conhecidos, muito embora a cidade seja pequena e se veja rapidamente. Começámos pelo Kouter, um mercado de flores, vimos a principais praças - Korenmarkt e Groentenmarkt -, visitámos a Sint-Niklaaskerk e o  Castelo de Gravensteen. A caminho do Holy Food Market, uma espécie de Mercado da Ribeira onde almoçámos comida da Malásia, passámos pela adorável Serpenstraat - uma rua estreita e decorada com fitas coloridas.

 

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Antes de continuarmos a descobrir a cidade passámos algumas horas dentro do Le Bal Infernal, ou não fosse este sítio um café de livros usados. Agarrados aos nossos lattes e aos nossos livros, nem demos pelo tempo passar. Lá fora chovia um pouco, dentro estava quentinho - reunidas todas as condições para terminar o livro que estava a ler, o Travessuras da Menina Má. O final é tão emocionante que tive de me conter para não desatar num pranto ali em público.

 

Foi preciso muita força e coragem para enfrentar o frio que fazia lá fora, mas o ambiente e as cores de Ghent compensaram tudo. Começámos por ver a Vrijdagmarkt, uma praça bem pertinho do café, e depois seguimos para Patershol. Este bairro está a renovar-se aos poucos e tem-se tornado uma das zonas trendy da cidade, cheio de restaurantes e cafés giros.

 

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Terminámos o passeio junto do Kraanlei, a promenade que acompanha um dos maiores canais da cidade. Ainda antes de entrarmos no comboio de regresso a Bruxelas, passámos na Graffiti Street, uma rua que foi dada pela cidade a quem quisesse pintá-la.

 

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Em Ghent encontrámos aquilo que nos fugiu em Bruges no dia anterior - calma para passear sem confusões nem carradas de pessoas. Recomendo mesmo este destino a quem planear visitar a Bélgica. E sabem o que é que também recomendo? O Kumiko, o restaurante do nosso último jantar por terras belgas. Deliciámo-nos com uma série de petiscos asiáticos e finalizamos a refeição com um Dorayaki (afinal, o Doraemon fez parte da minha infância).

 

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E vocês: alguma vez visitaram Ghent ou algum local na Bélgica? Ficaram com vontade de o fazer depois destes três relatos de viagem? Contem-me tudo nos comentários!

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