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Rita da Nova

Partes de Paris no meu coração

Há dias, como hoje, em que me apetece parar tudo e fazer de Paris o meu destino por uns dias. Já aqui vos tinha falado da primeira viagem que eu e o Guilherme fizemos juntos - éramos para ir até Dublin, mas acabámos em Paris. No espaço de poucas horas (e com bastante facilidade) planeámos os dias que se seguiram, sentados num café no aeroporto. Isto para dizer que a ida a Paris é uma das viagens mais fáceis de organizar: há imensa informação por aí, muitos guias e roteiros já feitos. Por isso, hoje resolvi trazer antes os sítios que mais gosto de visitar quando vou a Paris.

 

Montmartre & Sacré-Coeur

Bem sei que já é considerada, inevitavelmente, uma das zonas mais turísticas da cidade, mas arrisco em dizer que todo o bairro de Montmartre e a bela Sacré-Coeur são a minha parte favorita da viagem. Pelo ambiente artístico que se vive, pela vista a que temos acesso ou simplesmente pela calma que senti de todas as vezes que estive sentada naquela escadaria. Escrevi há muito tempo um post sobre a experiência de ter ido sozinha a Paris - podem lê-lo aqui.

sacre-coeur

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Shakespeare and Company

Mesmo nas áreas mais turísticas da cidade - como é o caso da Île de la Cité, o verdadeiro coração da cidade - encontram pequenos recantos que nos abrigam, por momentos, da confusão. A livraria Shakespeare & Co não é propriamente um segredo bem guardado de Paris, mas é certamente o paraíso de todos os ratinhos de biblioteca como eu. Entrem, leiam as recomendações que vos são deixadas junto aos livros, folheiem-nos e tragam o máximo que puderem convosco. Isto porque, para minha felicidade, a livraria vende sobretudo livros em inglês!

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Museu de Orsay

Se os museus fazem sempre parte dos vossos planos quando viajam, então certamente que devem ter o Louvre na lista. Faz todo o sentido, já que é o museu mais conhecido da cidade e o segundo mais visitado do mundo. E se tiverem menos de 26 anos não pagam entrada. Ainda assim, queria desviar a vossa atenção para outro museu que fica ali bem perto, à distância de um atravessar de ponte. Chama-se Musée d'Orsay e foi estabelecido na Gare d'Orsay, uma antiga estação de comboios. Mais do que as obras de arte que lá estão (tem a maior colecção de arte impressionista do mundo), vale também a pena pelo edifício em si.

Orsay

 

 

Tour de Montparnasse

Posso “destruir-vos” outro ícone da cidade de Paris? Está bem, talvez não seja bem destruir, mas a verdade é que acho a subida à Torre Eiffel completamente sobrevalorizada. Não só porque é cara, como podem demorar horas na fila até conseguirem subir. E depois, na verdade, sobem até onde podem mas acabam por ver Paris sem aquilo que mais a caracteriza - a própria Torre Eiffel. Confesso que, embora seja bonita, estranhei um pouco a vista. Seja como for, não vos ia dizer para não subirem à Torre Eiffel sem vos apresentar uma alternativa. A Torre de Montparnasse oferece uma vista igualmente bonita, com a vantagem de ser mais barata e ter muito menos filas. E se quiserem uma vista ainda mais espectacular, façam a subida por volta da hora do pôr-do-sol.

montparnasse

 

 

Les Passages Couverts

Este talvez seja um segredo um pouco mais bem guardado desta cidade. Sem estarem à espera vão encontrar algumas passagens cobertas, com lojas e cafés lá dentro. Sempre que virem uma façam um favor a vocês mesmos e entrem. A Passage Jouffroy é a minha favorita pela quantidade de alfarrabistas que alberga. Deixo-vos um artigo da Time Out que fala um bocadinho de cada uma destas passagens.

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E comida, não há?

Pois claro que há, ora essa! Até parece que não me conhecem. Bem sei que já falei desta boulangerie aqui pelo blog, mas não podem ir a Paris sem passar no Du Pain et Des Ideés. Aproveitem uma ida à zona do Canal de Saint-Martin (onde, aliás, se come muito bem no geral) e deliciem-se com a quantidade de sabores diferentes que podem provar num caracol. A minha sugestão? O de Pistachio e o de Frutos Vermelhos, mas honestamente qualquer coisa que comam ali vai estar acabada de fazer e, por isso, maravilhosa.

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Haveria outras mil recomendações de restaurantes que poderia fazer, mas quero deixar-vos duas que considero muito especiais. Se gostarem de comida Mexicana não podem deixar de conhecer o Candelaria. Entram por um sítio super pequeno, só com uns 6 lugares sentados no máximo, e entram por uma porta situada lá bem ao fundo. Nada será igual depois de passarem por lá: abre-se todo um mundo maravilhoso de cocktails, num bar muito bem decorado. Podem marcar com antecedência, mas atenção que a reserva só dá direito a uma mesa no bar. Para comer terão mesmo que voltar ao sítio por onde entraram. Sentem-se onde der e aproveitem. A comida é mesmo muito boa e o ambiente é muito descontraído.

Uma das melhores coisas de Paris (como, aliás, das grandes capitais), é a possibilidade de provar inúmeros tipos de cozinha diferentes, feitos por quem sabe. Por isso, a minha última sugestão é de comida vietnamita - Paris Hanoï. Vão cedo porque, como é apanágio desta cidade, o sítio é muito pequeno. Não posso explicar-vos o quão em casa me sinto neste restaurante, muito embora não tenha raízes em Paris ou no Vietname.

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Contem-me tudo: já foram a Paris? Que sítios trouxeram no coração? Quem não foi, que coisas gostaria de saber mais para ajudar a planear a viagem?

 

 

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