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Rita da Nova

O que aprendi a dar workshops de escrita criativa (e novas datas!)

Depois do terceiro Workshop de Escrita Criativa e já a piscar o olho aos próximos três (já lá vamos), hoje é dia de fazer um balanço relativamente às coisas boas que esta iniciativa me trouxe. Senti necessidade de falar sobre isto porque no passado sábado, enquanto fazíamos uma pausa para almoço com a caixinha-maravilha das Olívias, alguém me perguntou: “Mas como é que arranjas tempo para tudo?”. “Sei lá”, foi a primeira resposta que me veio à cabeça, mas depois tive que ser honesta e dizer as coisas como elas são. E daí surge a primeira coisa que aprendi com estes workshops.

 

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É possível fazer tempo

Acredito que, se quisermos mesmo fazer algo, então arranjamos tempo. Estamos sempre a usá-lo como desculpa e à espera que, por magia, passemos a ter mais disponibilidade para as coisas que nos apaixonam, mas isso nunca acontece. Vai ficando pior, aliás: ao trabalho junta-se o ginásio de manhã, ter que tratar do jantar e das gatas quando chego a casa, dar atenção ao namorado e aos amigos. Enquanto isso, os projectos vão ficando na gaveta.

 

Se confiar um bocadinho mais em mim, corre tudo bem

Um dos principais motivos de só agora levar esta ideia em diante foi o facto de nunca me ter sentido à vontade para me colocar na posição da pessoa que tem algo para ensinar aos outros. Quem sou eu para me pôr nesta posição? ou Porque é que as pessoas haverão de querer ter aulas comigo? foram apenas duas das questões que coloquei a mim mesma. Desculpas, no fundo, porque se nunca tentarmos nunca saberemos. Arrisquei não ter inscrições e isto ser tudo um flop, mas acontece que correu muito bem e percebi que tenho mais coisas a partilhar com os outros do que acreditava.

 

 

A escrita e a comida ligam muito bem

Sempre quis fazer algo de diferente com estes workshops porque, depois de ter frequentado bastantes, percebi que a grande maioria é impessoal e fria. E isso não é bom quando queremos que as pessoas não tenham receio de ler e partilhar aquilo que escreveram. Desde logo tive ideas de como podemos apresentar-nos de formas diferentes ou de como tornar o curso o mais prático possível. Seja como for, a comida aproxima muito as pessoas e quis desde logo tê-la presente no workshop. Foi aí que entrou a minha Ana com as Olívias, o seu projecto de catering: tivemos mil ideias e, à primeira, acertámos num modelo de que gosto muito. Como a ideia é que as pessoas passem um dia inteiro dedicadas à escrita, então têm à sua disposição água, chá, limonada, uma caixinha cheia de coisas boas para almoço e um bolo delicioso na pausa para o lanche.

 

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Há tanto talento por aí

Se durante as pausas para almoço ou lanche as pessoas relaxam e se conhecem um bocadinho melhor, é curioso ver a forma como as oito cabecinhas vão trabalhando ao longo do dia. Não estou a mentir quando digo que se nota mesmo uma evolução geral na escrita, não apenas em termos de técnica como de à vontade. Todos mostram talento e apetência para a escrita e, por isso, acredito que possam desenvolvê-la mais e mais, basta que queiram. Eu vou estar cá para ver e apoiar no que for necessário.

 

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Por isso, aqui ficam as datas até ao final do ano e trazem uma grande novidade: vou levar o workshop a Albufeira! Não posso deixar de mencionar que isso só é possível porque a APEXA - Associação de Apoio à Pessoa Excepcional do Algarve disponibilizou uma das suas salas para me acolher durante um sábado inteiro. Portanto, vistas bem as coisas, este é o programa de festas oficial até ao final do ano:

 

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Já estou cheia de ideias para 2018: novos níveis do curso, níveis temáticos e uma possível parceria com alguém de quem gosto muito para tornar o workshop numa verdadeira viagem. Ainda vão a tempo de se inscrever para qualquer uma destas datas e, se precisarem de provas que as coisas até correm bem, podem ler o que a Inês escreveu sobre o dia que passou comigo.

 

Espero que continuem desse lado em Janeiro, quando começar a pôr em prática tudo o que ando a arquitectar!

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