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Rita da Nova

Escócia // Dias 7 & 8

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Eis que chegou a última entrada neste diário de viagem sobre a roadtrip pelas Higlands escocesas. Se têm acompanhado os últimos posts, saberão que optei por dividir estas férias na Escócia em dois grandes momentos, aqui no blog - um conjunto de relatos sobre a semana passada a conhecer alguns sítios do país e um conjunto de posts sobre o que fazer e o que comer em Edimburgo, a capital.

 

Apertem o cinto de segurança, comecem a despedir-se aos poucos das paisagens que vos fui mostrando por aqui (eu sei que custa) e preparem-se para conhecer o sétimo e o oitavo dias desta aventura.

 

DIA 7 // Doune Castle, Stirling e Glasgow

Lembram-se de vos ter contado que o anfitrião da Lubnaig Guest House, em Callander, nos tinha surpreendido com os seus dotes culinários ao pequeno-almoço? Descobrimos que o Stefano tem mesmo um curso de cozinha, tirado em Itália, por isso tínhamos um verdadeiro repasto à nossa espera. E, a complementar, uma vista maravilhosa na sala.

 

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Tínhamos alojamento marcado em Glasgow para essa noite, mas sabíamos que havia um conjunto de sítios a ver antes de chegarmos à segunda grande cidade da Escócia. Um deles ficava bem perto da guest house e partimos à descoberta logo a seguir ao pequeno-almoço. Éramos para ter ido conhecer a Bracklinn Falls Bridge no dia anterior, mas estávamos demasiado cansados e o episódio de Game of Thrones chamou por nós. E ainda bem que assim foi, já que a manhã estava óptima para passear.

 

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Depois de estarmos algum tempo junto às cascatas e à ponte (conseguimos ver um bambi e tudo!), pusemo-nos a caminho do Doune Castle. Isto dito assim pode não vos impressionar, mas se eu acrescentar que foi lá que foi gravado o Monty Python and the Holy Grail, a série Outlander e o exterior de Winterfell no primeiro episódio de Game of Thrones, talvez já vos interesse um bocadinho mais. Podem fazer diferentes tours inspiradas neste filme e nestas séries, mas nós optámos por fazer sem qualquer guia.

 

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Fizemos marcação para almoçar num sítio muito bonito, à entrada de Stirling, por isso fomos passear um pouco pela cidade antes. Não chegámos a entrar no Stirling Castle porque ficámos rendidos a um pequeno café - o Darnley Coffee House - e aos seus cafés de balão com aromas. Mas, pela voltinha que demos pelo centro, achei uma cidade adorável.

 

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O The River House, onde almoçámos, era exactamente aquilo de que estávamos a precisar: um espaço amplo, bonito, rodeado de um jardim e com comida saudável. Não podia ter faltado o salmão fumado para entrada e a salada de batata doce assada com molho harissa estava deliciosa. Foi bom ficar ali a desfrutar da tranquilidade, numa espécie de despedida lenta das partes mais verdes da Escócia.

 

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Fizemo-nos à estrada com destino a Glasgow ao início da tarde e, como demorámos cerca de 40 minutos a chegar, ainda pudemos ver a cidade com bastante calma. E agora chegou a parte de admitir que nem tudo foram rosas, nesta viagem. O Guilherme estava muito céptico em relação a Glasgow, mas eu mantive-me positiva até começar a ter provas em contrário.

 

O primeiro sinal foi o facto de não me ter sentido minimamente segura enquanto passeava no centro. Depois, comecei a ver demasiadas mães adolescentes, crianças de 10 anos a fumar, toxicodependentes à luta uns com os outros, pessoas a serem detidas pela polícia por estarem a conduzir drogadas. Posso ter tido muito azar no dia em que visitei Glasgow, mas não consegui gostar do ambiente que lá se vive. Ainda assim, demos um passeio pelos pontos principais até ser hora de jantar. Vimos a Central Station, Argyle Street, a Lighthouse, a zona de Merchant City, a Public Library, a George Square, o People’s Palace e terminámos perto da Glasgow Cathedral e da Necropolis.

 

Agora, em retrospectiva, posso dizer que houve pelo menos uma coisa de que gostei em Glasgow: as manifestações de arte urbana que existem um pouco por toda a parte. É como se Glasgow fosse um adolescente irreverente, mas sem objetivo nem preocupações. É-o apenas porque sim e não se preocupa com o que os outros acham.

 

 

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Acabámos este longo dia no CAU, um restaurante de comida argentina que existe um pouco por todo o mundo. Tenho quase a certeza de que já estive num destes restaurantes antes, mas por mais que dê voltas à cabeça não consigo lembrar-me exactamente de onde. A estrela da noite foi o Dulce Volcano, uma espécie de petit gâteau de doce de leite que ajudou a terminar o dia com um sabor doce e optimismo no que viria a seguir.

 

 

DIA 8 // Um maravilhoso brunch antes de Edimburgo 

Felizmente, sim, o dia seguinte correu muito melhor e Glasgow conseguiu surpreender-me através da comida. Nas minhas investigações pelo Instagram já tinha encontrado o Potluck, que fica já longe do centro, no início dos arredores da cidade. Dormimos até bastante tarde porque não tínhamos grande vontade de explorar mais nada e, ainda meio ensonados, entrámos no Potluck. O espaço é clarinho, com apontamentos de amarelo e azul, por isso ajudou-nos a despertar devagarinho. É incrível como um sítio que abriu apenas em Maio já pode ser tão bom, a todos os níveis.

 

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Não nos poupámos na comida, afinal aquele brunch não iria combinar só o pequeno-almoço com o almoço, mas possivelmente também o lanche. Eu pedi um prato de cogumelos com ovo escalfado, pão e brócolos e o Guilherme optou pelos ovos mexidos com salmão. Mas, apesar de ambos os pratos serem deliciosos, o melhor ainda estava para vir - os shortcakes. São uma espécie de panquecas bem altas e são algo do outro mundo. Pedimos dois sabores para dividir: pêssego grelhado e limão com mirtilos (estes últimos foram os meus favoritos).

 

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A seguir dissemos oficialmente adeus à nossa roadtrip e pusemo-nos a caminho de Edimburgo para devolver o carro que nos fez companhia durante 1205 quilómetros. Foi uma aventura e tanto, de que dificilmente me esquecerei e da qual já sinto muitas saudades. Durante a tarde ainda pudemos dar uma volta pela capital e tive as minhas primeiras impressões da cidade, mas sobre isso pretendo falar-vos com tempo.

 

Por enquanto, fiquem com o mapa do costume para perceberem o caminho que percorremos nestes últimos dois dias:

 

 

 

Se só chegaram agora a este diário de viagem nas Highlands Escocesas, podem acompanhar os posts anteriores aqui:

Dias 1 & 2 // A chegada à Escócia e a casa da árvore +  Muitos lagos, Stonehaven e Dunnottar Castle

Dias 3 & 4 // Loch Ness e Inverness + A magia da Isle of Skye 

Dias 5 & 6 // Ben Nevis, Mallaig, Kilchurn Castle e Loch Awe + Oban, Loch Lomond e Callander

 

Caso já tenham lido todos estes relatos, digam-me: o que acharam? Estão curiosos para saber todas as dicas que tenho sobre Edimburgo?

 

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